Em Joinville vitória dos servidores municipais

Jane Becker, presidente do Sinsej, em manifestação da categoria em frente a câmara de vereadores

Os servidores municipais de Joinville (SC), depois de muita luta, paralisações e greve, obrigaram a Câmara de vereadores a arquivar em 23 de setembro o aumento da alíquota do Ipreville (Instituto de previdência) de 11% para 14% proposta pelo prefeito Udo Döhler (MDB) – seguindo o que fazem governadores e prefeitos em todo o país desde a aprovação da “reforma” da Previdência de Bolsonaro – e ainda arrancaram reajuste salarial.

O Sinsej (sindicato da categoria) foi firme na pressão diária diante da Câmara, mesmo em meio a pandemia. É uma vitória e tanto e uma demonstração de que a luta vale a pena, impondo uma derrota ao prefeito.

Começou bem a primavera!
Na campanha salarial, mesmo na vigência da EC 95 (teto de gastos) e da Lei complementar 173 (que congela salários e dificulta acesso a benefícios dos servidores), a categoria conquistou reajuste conforme o INPC a partir de novembro (retroativo a maio), reajuste no vale alimentação (idem), abono de faltas por presença em assembleias, reposição dos dias parados, pagamento de indenização referente à licença-prêmio até 28 de maio, que havia sido suspenso pelo prefeito apoiando-se na lei federal 173.
Jane Becker, que preside o Sinsej, disse a nosso jornal: “A vitória seria completa com o atendimento de toda a nossa pauta. Mas é claro que a conquista foi grande, obtida com muito suor, mobilização e organização junto ao sindicato”.

Também em Itapoá, que faz parte da base do Sinsej, em 5 de outubro foi barrado o aumento da alíquota do servidor para a previdência municipal. Isso, depois do sindicato ter visitado os locais de trabalho e mobilizado a categoria para pressionar a Câmara, que votou por unanimidade contra o projeto do prefeito Marlon Neuber (PR). A luta pelo reajuste salarial continua.

Essas vitórias dos servidores municipais e do Sinsej darão combustível para a luta contra a PEC da reforma administrativa do governo Bolsonaro.

Juçara Rosa