“Mais que nunca, em defesa da CUT Independente e de Luta”

1¼ de maio CUT 2010 - Memorial da AmŽrica Latina

O título acima é o do texto inscrito pelo agrupamento “CUT independente e de luta” para os debates do 13° Congresso nacional da CUT. Dele extraímos os trechos abaixo: 

“Toda a situação mundial coloca os sindicatos diante de uma escolha: apoiar-se na resistência aos planos destrutivos do capital e sobreviver como instrumento de luta da classe trabalhadora, ou adaptar-se a eles, associar-se ao capital e destruir a sua própria base de representação, o que equivale a um suicídio.

Hoje a CUT está ameaçada na sua sobrevivência. Os efeitos nocivos da contrarreforma trabalhista de Temer somados ao alto desemprego, atingem a base da CUT que se encontra fragilizada pelo acomodamento à estrutura sindical oficial que hoje desmorona.  É preciso restabelecer a capacidade de intervenção na base de nossos sindicatos, ampliar a sindicalização, contando apenas com os meios dados pela própria classe trabalhadora.

Hoje é um governo de extrema-direita, inimigo dos sindicatos, que fala em ‘modernizar’ a estrutura sindical, acabando com a unicidade (…). Em nenhuma hipótese a CUT deve ‘negociar’ uma PEC do governo Bolsonaro de ‘reforma sindical’, cujo objetivo é limitar as negociações coletivas ao âmbito da empresa, fragmentando as atuais organizações (…).

Lutar por Lula Livre e pelo fim do governo Bolsonaro

“Enquanto queimam as florestas, as estatais e os direitos, fábricas fecham suas portas e as universidades e escolas públicas agonizam, Bolsonaro prepara uma explosão social. Desde o golpe de 2016, o Estado de Exceção e o ataque à democracia só aumentaram, enquanto a situação econômica e social só se degradou para a grande maioria do povo.   

A luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia e da soberania nacional exige que a CUT inscreva em sua ação cotidiana a luta pela liberdade de Lula e pelo fim do governo Bolsonaro.

A CUT, que no seu 12º Congresso (2015), apontou a necessidade de uma reforma política profunda nas instituições apodrecidas existentes, o que exige uma Assembleia Constituinte Soberana livremente eleita pelo povo, deve manter essa perspectiva, consciente que tal saída democrática só será possível com a mobilização das amplas massas a partir de suas reivindicações vitais.

Temos confiança que a classe trabalhadora e o povo brasileiro vão se levantar contra o governo Bolsonaro, e a CUT deve ajudar que isso ocorra o quanto antes.“ (íntegra em cutindependentedeluta.wordpress.com).

Julio Turra