Médicos denunciam falta de álcool, sabão, e atraso de salários em hospital gerido por OS

Em meio a pandemia do Covid 19, médicos do hospital São João Batista em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, denunciam péssimas condições de trabalho, falta de equipamentos básicos e atraso de salários. Veja abaixo a carta aberta dos médicos à população da cidade.

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DE VOLTA REDONDA

Nós, médicos do Hospital São João Batista, tornamos público, a situação que estamos passando no maior hospital público da região em meio à Pandemia do Coronavírus.
Estamos sob a gestão de uma Organização Social (OS) que vem, mensalmente, mostrando a sua incapacidade de gerir um hospital de alta complexidade.

Não dispomos de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados e em quantitativo suficiente. Falta número adequado de profissionais de enfermagem, materiais, álcool gel, álcool 70 e, inclusive, sabão.

Somos médicos, mas, também, somos pais, filhos, maridos e esposas. Merecemos nos proteger. Além disso, os profissionais de saúde quando adoecem passam a ser veículos da doença.

Não foi organizado um Plano de Contingência e de Enfrentamento ao COVID 19, que ouvisse as necessidades dos profissionais. Tampouco houve qualquer tipo de treinamento.

Para completar nosso caos, todos os meses, enfrentamos atrasos salariais. Vivemos o estresse da Pandemia, como qualquer cidadão e, ainda, enfrentamos, mensalmente, a incerteza da data que poderemos cumprir com os nossos compromissos. Hoje, dia 24 de março de 2020, grande parte dos profissionais ainda não receberam o salário de fevereiro de 2020, segundo a OS por falta de repasse de verba da prefeitura de Volta Redonda.

Certos de que estamos apenas no início desta batalha contra este mal que nos assola, PEDIMOS O APOIO DA POPULAÇÃO PARA LUTAR POR NOSSOS PAGAMENTOS E INFRAESTRUTURA DE TRABALHO.