Rumo ao 15° Encontro Nacional da JR

Em vários estados a Juventude Revo­lução (JR) realiza reuniões abertas, debates e panfletagens na preparação do 15º Encontro Nacional (ENJR) de 3 a 5 de agosto em São Paulo. No site da organização (juventuderevolucao.com. br) é possível encontrar link de inscrição e uma vakinhaonline destinada a arre­cadar fundos para realização do evento.

A iniciativa é extremamente impor­tante diante da situação de degradação do país, onde milhares de jovens sen­tem na pele as duras consequências das políticas implementadas pelos golpis­tas e da grave crise institucional a que este governo ilegítimo empurra o Brasil.

O país tem jeito: Lula com Constituinte

São bilhões a menos no já pequeno orçamento da Educação, tesourado no­vamente após a greve dos caminhonei­ros. Agora, o golpista Temer corta mais bolsas (abaixo) e tenta fechar Institutos Federais o que gera mais resistência. Foi o que se discutiu numa reunião prepa­ratória realizada no Instituto Federal (IF) de Mato Grosso quando se associou esta luta imediata à necessidade de eleger outro governo que retome o que foi re­tirado e abra o caminho de futuro digno para juventude.

Para a JR “Essa resistência, hoje, se liga à eleição de Lula presidente para convo­car uma Assembleia Constituinte, como ele disse ‘para revogar as medidas dos golpistas’ como a EC 95 permitindo o investimento nas áreas sociais”,

Essa perspectiva política tem boa recepção, especialmente quando se encontra com aqueles que querem Lula presidente, como é o caso de Karolayne (Distrito Federal) “irei ao Encontro nacional para me aproximar desse mo­vimento, ajudar descontruir uma juven­tude influenciada pela mídia. Quero fazer parte dessa história”.

Junto com o PT

“Há muitos anos apoio e voto no PT. Mas, agora, é preciso se filiar no partido para enfrentar os ata­ques aos direitos do povo e da juventude, o que só é possível derrotando o golpe com Lula presiden­te em 2018” é o que acha William, licen­ciado em Teatro e da Juventude Revolução do Ceará. Sentimento este que está presente em muitos jovens que hoje se filiam ao PT. Porque para resistir eles veem o partido como o único instrumento capaz de conduzir esta luta, na expec­tativa que ele de mobilize a juven­tude oprimida, ao lado do povo trabalhador para abrir uma saída política nesta crise.

Com esta compreensão, os militan­tes da JR realizam atividades conjuntas com jovens petistas como o “Petista de Carteirinha”, em São Paulo no dia 26 de maio, no qual recepcionam jovens recém-filiados. Atividades semelhantes estão previstas para ocorrer em todo país dia 13 de julho. Trabalham ombro a ombro também na construção de Comitês Lula Livre-Lula Presidente em escolas, faculdades e bairros populares ampliando diálogo e trazendo mais jovens para esta luta.

Esta relação que vem de antes, quando a JR já defendia o partido contra os ata­ques na Ação Penal 470, tem se fortaleci­do com ofensiva do judiciário através da Lava Jato contra a candidatura de Lula.

A participação ativa no Congresso extraordinário da JPT em 3 de junho, que aprovou a Marcha a Brasília em 15 de agosto, por ocasião do registro da candidatura Lula no Tribunal Superior Eleitoral, é algo que estreita cada vez mais esta aproximação que parece ter vindo para ficar.

Esquenta arrecadação

“Esse é o espírito de preparação do en­contro no Rio, que promete esquentar, ainda mais” disse empolgado um militante do núcleo de Volta Redonda. Lá os jovens fazem arrecadação coletiva de pedágios em semáforos com faixa (foto), na Feira da cidade e aproveitam reuniões do PT, como o Diretório, que oficializou a candidatura ao governo do Estado para terem mais contribuições.

Em Salvador durante o Congresso es­tadual JPT militantes conversavam com pré-candidatos buscando apoio para o ônibus que pretendem levar e, durante a semana “dialogaram com estudantes das Universidades Federais da Bahia e do Recôncavo sobre a situação das universi­dades” quando também passaram “livro de ouro” entre os docentes nas reuniões departamentais e de colegiados.

Em Santa Catarina também se intensifica campanha. Uma dirigente da JR afirma: “listamos uns 20 sindicatos que temos relações nas lutas, como o recente combate contra as Organizações Sociais que priva­tizam os serviços públicos. Já entregamos ofícios em mais de nove e planejamos avançar nos próximos dias”.

Com uma vakinha online no site e diversas atividades coletivas como estas acima, a JR segue na construção deste que almeja que seja o maior encontro que já realizado.

Paulo J. Riela