SITE DA CORRENTE O TRABALHO DO PT - TENDÊNCIA INTERNA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES - SEÇÃO BRASILEIRA DA 4ª INTERNACIONAL -
CORRENTE O TRABALHO DO PT

Trabalhadores da Coréia do Sul contra a guerra

11 de setembro de 2017

CORÉIA DO SUL- TRABALHADORES CONTRA A GUERRA

Depois que a Coreia do Norte lançou mísseis balísticos, em 3 e 28 de julho, o Conselho de Segurança da ONU condenou a ação, com a concordância da China, e aprovou sanções econômicas que privam o regime norte-coreano de um terço de suas receitas comerciais. O governo de Kim Jong-un protestou, e no dia 10 de agosto Kim anunciou que poderia disparar um míssil em direção à base estadunidense de Guam, no Pacífico. Isso levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a prometer o “fogo e a fúria como o mundo nunca viu”. A tensão se elevou.

Na Coreia do Sul, o movimento operário e democrático reage a essa situação de crise crônica. O jornal “The Korea Times” (15/8) publicou: “Apesar da forte chuva, as pessoas se reuniram em regiões de Seul para fazer ouvir sua voz sobre diversas questões diplomá- ticas, militares e políticas, para marcar o 72º aniversário da libertação da Coreia da ocupação do Japão. Cerca de 10 mil militantes se reuniram na Praça Seul para reivindicar a retirada dos Thaad (baterias antimísseis estadunidenses instaladas na Coreia do Sul) e o fim dos exercícios militares entre Coreia do Sul e Estados Unidos”.

País dividido

Colônia japonesa de 1910 a 1945, a Coreia foi libertada para em seguida ser dividida em duas. O governo estadunidense escolheu o paralelo 38 para ser a linha de fronteira, como forma de evitar que todo o país fosse conquistado pela União Soviética (URSS), o que os EUA não teriam condições de evitar.

A divisão separou, em dois lados diferentes, partes de cidades, vilas, fazendas e plantações. A linha delimitou duas zonas de competências, colocadas sob a tutela da URSS e dos EUA, nos termos das decisões tomadas – sem consulta aos coreanos – na Conferência de Moscou, em 1945.

Em 1948, foram proclamados dois Estados: a República da Coreia (Coreia do Sul), aliada dos EUA, e a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), aliada da URSS e, depois, da China. Seguiu-se a Guerra da Coreia (1950-1953), que causou 3 milhões de mortes. Um armistício foi assinado, mas as duas Coreias nunca firmaram um acordo de paz.

Na situação atual, a central sindical sul-coreana KCTU expressou-se em uma declaração divulgada no dia 14 de agosto, da qual publicamos trechos: “A península coreana é resolutamente oposta à guerra. É preciso pôr fim à crise atual por meio de um tratado de paz. O dia 15 de agosto marca o 72º aniversário da libertação. Esta foi rapidamente seguida pela divisão e por uma terrível guerra que se concluiu por um armistício. Sanções severas e a pressão sobre o Norte provêm dos Estados Unidos. Em vez de sanções e de pressão, devemos nos engajar no intercâmbio, na cooperação e nas negociações”.



Outras publicações

8 de fevereiro de 2018

Em 23 de janeiro a Assembleia Na­cional Constituinte (ANC) pediu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a organização das eleições presidenciais até 30 de abril próximo (o mandato de Nicolás Maduro terminaria em 2019). Num cenário continental marcado pela pressão do imperialismo dos Estados Unidos para impor governos a seu serviço – fraude nas eleições em […]


17 de janeiro de 2018

Nem bem começou o ano de 2018 e uma série de artigos de opinião foi publicada em jornais de todo o mundo advogando uma in­tervenção militar de países vizinhos na Venezuela. A ideia não é nova, mas é relançada diante do fracasso da oposição inter­na do país em todas as suas tentativas de derrubar o […]


9 de novembro de 2017

Não há mais desculpa para não se atacar especulação e desabastecimento A resistência do povo trabalhador aos ataques do imperialismo e seus aliados foi o que permitiu as vitórias políticas da eleição e instalação da Assembleia Nacional Constituinte e, em 15 de outubro, o triunfo nas eleiçõespara governadores. Assim foi dada uma nova oportunidade ao […]


SITE DA CORRENTE O TRABALHO DO PT - TENDÊNCIA INTERNA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES - SEÇÃO BRASILEIRA DA 4ª INTERNACIONAL -