Volta às aulas pode provocar greve em São Paulo

Escolas paulistas sem condições de cumprir regras sanitárias

O governador João Dória (PSDB) anunciou que estuda o retorno às aulas presenciais na rede estadual de ensino para setembro.

A reação da Apeoesp (sindicato dos professores) foi imediata, com sua diretoria estadual afirmando que “se o governo insistir em volta às aulas presenciais em plena pandemia, a Apeoesp debaterá a greve com a categoria” (“Informa Urgente” n.74, boletim APEOESP).

“Hoje não existem as menores condições para esse retorno e não há perspectivas de melhora nos próximos meses. Além da gravidade e extensão da pandemia, nossas escolas não estão preparadas nem aparelhadas para isto”, diz a resolução da entidade.

A Apeoesp convocou um dia estadual de mobilização em 7 de julho contra esse anúncio do governo Dória, chamando professores, funcionários e estudantes a se somarem a ele.

Reinaldo Matos, membro da direção executiva da Apeoesp, explica que a entidade “está realizando uma pesquisa nas escolas sobre as condições em cada uma delas e também sobre a situação que passam alunos e professores neste período de suspensão das aulas”.

Também na rede municipal de ensino da capital paulista há preocupação entre os professores, pois existe uma crescente perda de matrículas nas escolas privadas, o que aumenta a demanda pela escola pública e a pressão pela sua reabertura, mesmo com a interiorização da pandemia e a elevação das curvas de contágio e de mortes.

É preciso organizar a luta! Nenhuma escola aberta sem o controle e redução dos efeitos da pandemia e sem plena garantia de segurança sanitária para a comunidade escolar!

JBG