Há 88 anos, num 3 de setembro, numa casa nos arredores de Paris, 30 delegados representando 12 países se reuniam para tomar uma decisão crucial, fundar uma nova internacional operária.

Na base de uma texto programático escrito por Leon Trotsky desde seu exílio no México, “A Agonia do Capitalismo e as Tarefas da Quarta Internacional – A mobilização das massas em torno das reivindicações transitórias como preparação para a tomada do poder”, o Programa de Transição, decidiram fundar a 4ª Internacional.

Pelos grupos sul-americanos, compareceu à Conferência de Fundação da 4ª Internacional Mário Pedrosa, cognome Lebrum.

Em plena “meia-noite no século”, aquele punhado de militantes, premidos entre o fascismo e o domínio stalinista, remanescentes de um rosário de mortos tanto pela GPU stalinista quanto pela repressão nazifascista, decidiram que por mais precária que fosse sua condição, era necessário estabelecer e proteger o fio de continuidade do programa revolucionário: “o partido é o programa”.
Exilados da propria classe, sob fogo dos serviços secretos, a 4ª Internacional sofreu um golpe maior com o assassinato de Trotsky em 1940, praticado por um agente de Stalin.
Conscientes da guerra que se aproximava (a 4ª foi a primeira a publicar um Manifesto de Alarme, prevenindo a classe trabalhadora da guerra), a 4ª Internacional agiu sob os princípios operários da luta contra a guerra imperialista. Dezenas de seus militantes, inclusive os que agiram clandestinamente dentro do proprio exército alemão, foram executados.
O combate dos trotskistas pela organização independente da classe trabalhadora na via da revolução proletária, põe no centro hoje a luta contra a guerra, combustível vital do regime capitalista.
88 anos depois, 4ª Internacional vive e luta!

