Onda estudantil toma as ruas em todo o país

Por Lula presidente!

Nas últimas semanas, após o resultado do primeiro turno, uma onda de mobilizações estudantis tomou o país. São milhares de estudantes nas ruas de dezenas de cidades para virar o jogo e eleger Lula no 2° turno.

As mobilizações começaram na UFF Campus Niterói/RJ e logo se espalharam. Em São Paulo, estudantes do Mackenzie realizaram uma assembleia online após serem proibidos pela faculdade de realizar assembleia estudantil dentro do campus. Mesmo sob ameaças bolsonaristas, um grande ato foi organizado na Maria Antônia, rua que já foi palco de lutas estudantis contra a ditadura.

Em Recife, estudantes da Universidade Federal de Pernambuco também realizaram um grande ato apesar das ameaças. Logo depois das assembleias, um prédio da UFPE foi incendiado.

Na Bahia, os militantes do Diálogo e Ação Petista acompanharam assembleias na UFBA de Salvador, na UFRB em Cruz das Almas, na UEFS em Feira de Santana e na UESB em Vitória da Conquista. Membro da coordenação nacional do DAP e professor da UEFS, Paulo Riela fez uma fala na assembleia estudantil sobre a necessidade de buscar voto a voto, com argumento político: “Eles são contra o fim da escala 6×1 e são contra taxar os ricos desse país, porque sobrevivem da exploração do povo!”

Em Florianópolis, o mandato do Vereador Bruno Zillioto convocou uma plenária de organização da campanha eleitoral no Sintrasem – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis e contou com a presença massiva de estudantes. Um ato foi organizado na cidade e militantes jovens do Diálogo e Ação Petista montaram um grupo no WhatsApp com mais de 300 estudantes para organizar a campanha na universidade e em vários bairros da cidade.

Em Santos, o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, junto com os partidos e outros sindicatos, convocou uma plenária para organizar uma agenda de campanha na rua. A plenária que tinha a expectativa de receber 200 pessoas, recebeu cerca de 3 mil. A massa de estudante chegou à plenária em passeata e agitando a Avenida Conselheiro Nébias. A plenária, que virou um ato em frente ao Sindipetro, encaminhou uma comissão responsável por divulgar agendas de campanha pela cidade. Militante do DAP e trabalhadora da Petrobras, Kris falou sobre enterrar a tristeza e preparar a virada: “Amanhã é dia de passar em sala de aula, ir para a rua e para o comércio. Explicar que eles querem barrar o fim da 6×1 e entregar nosso Petróleo para exploração dos gringos”.

Marcha 4m Juiz de Fora/MG

No Rio de Janeiro, um ato tomou o centro da cidade com milhares de estudantes. No feriado, um novo ato reuniu milhares, ocupando cerca de sete quarteirões em Copacabana. Em Volta Redonda, interior do RJ, estudantes da UFF também organizaram uma assembleia e ato com a participação de centenas de jovens e trabalhadores na região central da cidade.

Em Minas, os militantes do DAP acompanharam os atos também em Belo Horizonte e Juiz de Fora. A massa de estudantes fez atos históricos impulsionados pelo movimento estudantil da Universidade Federal de Juiz de Fora. Estudantes foram às ruas no dia 8 e voltaram a se reunir no 11. Priscila Chandretti, dirigente nacional do PT e da Federação de Jornalistas fez uma intervenção falando sobre a importância de resistir pela eleição de Lula e seguir a resistência após as eleições: “Nós vimos nos últimos anos que a política não se constrói só nos corredores de Brasília. Se constrói com a gente na rua”.

Plenária/ato em Santos/SP

Em todo o país, nas capitais e no interior, o movimento estudantil organiza assembleias, encaminha posições de voto em Lula e agenda de campanha eleitoral. Essas manifestações foram combustível para grande atos que ocorreram no fim de semana prolongado (10 a 12/10).

Em 11 de outubro, a Avenida Paulista recebeu mais de 1 milhão de manifestantes entre estudantes e trabalhadores. Entre as palavras de ordem mais cantadas estava “A 6×1, tem que acabar, trabalhador merece descansar”. Jovens universitários e secundaristas, fandoms e torcidas de futebol organizaram grupos e marcaram pontos de encontro em praticamente todas as estações de trem e metrô de São Paulo. Grupos auto-organizados promoveram concentrações e pinturas de cartazes para levar ao ato. As estações estavam lotadas pela juventude que cantava “Olê, olê olá”.

Há inúmeros outros atos marcados ao longo das próximas semanas. Até o dia 25, toda mobilização será necessária para garantir a virada e a vitória do presidente Lula!

Kris Mackleiny

O jornal O Trabalho entrevistou Raquel, jovem estudante de Engenharia Metalúrgica da UFF em Volta Redonda/RJ.

OT – Qual foi a reação dos estudantes após o resultado do primeiro turno, houve mobilizações no seu curso?

Raquel – Foi uma reação de inicial de medo, por parte da faculdade em geral, mas que gerou uma forte reação. Na segunda-feira cheguei na sala de aula e todo mundo estava falando disso, virou um grande debate sobre o que poderia acontecer e a revolta com a possível, agora confirmada, eleição de Douglas Ruas (PL) para o governo do estado do Rio de Janeiro. Eu também percebi essa reação entre os professores, já escutei que durante o governo Bolsonaro, faltava dinheiro até para a conta de luz.

OT – O que os estudantes da UFF discutiram nas assembleias?

Raquel – Houve uma assembleia na sexta-feira, dia 9. O movimento estudantil da UFF soltou uma cartilha sobre barrar a extrema-direita no país. Também se falou sobre o incêndio criminoso na UFPE. A solidariedade foi algo visível em todo mundo lá. No movimento de sexta o pessoal falou bastante sobre a união dos estudantes com trabalhadores, e isso realmente aconteceu. Um ato foi organizado em Volta Redonda e, ao longo do trajeto, muitos trabalhadores entraram na passeata. Virou uma grande união de estudantes e trabalhadores. Todos reivindicando condições melhores de trabalho, proteção dos estudantes e condições melhores de estudo, além de denunciar os motivos pelos quais Flávio Bolsonaro ameaça os direitos.

OT – O que você acha das mobilizações estudantis pelo país? Qual o papel dos estudantes nesse combate?

Raquel – Eu acho extremamente importante. É muito lindo ver o povo indo para a rua, mesmo cansados, depois da faculdade. Deu para ver que todo mundo ali tinha muito o que fazer, mas mesmo assim estavam lutando por um país melhor, se organizar é crucial para conseguirmos alcançar o máximo de pessoas possível com nossas reivindicações e pensamentos. Vamos mostrar que não é um grupo isolado e sim grande parte do país que está revoltada com a volta de um governo que está contra o povo. O papel dos estudantes é crucial, além de conseguirmos nos organizar pelas redes sociais, também usamos nossos campus como palco para debates e conscientização.

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