A quem serve a ofensiva contra a Petrobras?

PSDB e grande imprensa atacam a empresa a serviço das multinacionais

No último dia 14, em frente à sede da Petrobras no Rio de Janeiro, ocorreu o primeiro Ato Público de uma série de atos em defesa da Petrobras que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos estão convocando com o apoio da CUT, CTB e movimentos sociais.

“Estamos aqui para reafirmar aos setores entreguistas que a Petrobrás é do povo brasileiro e que essa campanha da mídia golpista não conseguirá acabar com um patrimônio que o nosso povo levou décadas para construir”, alertou o coordenador da FUP, João Antônio de Moraes. Deixando claro que os petroleiros não aceitam desmandos nem desvios de gestão na Petrobras, ressaltou ainda que: “não admitimos que a Petrobras seja desmoralizada em uma CPI para servir de palanque eleitoral dos que sempre defenderam a sua privatização”.

É exatamente disso que se trata. O senador Aécio Neves, pré-candidato a presidente pelo PSDB, disse a empresários paulistanos “que as concessões são a melhor forma de atrair investimentos”. José Serra (PSDB) em artigo no jornal O Estado de São Paulo escreve que “do ponto de vista da estratégia da empresa, tem-se a incompetência suicida na construção de refinarias e a implantação do método da partilha no caso do petróleo do pré-sal. Havia um modelo de concessões que funcionava bem”.

Funcionava bem para quem? Não para o povo, pois no regime de concessão o seu patrimônio é entregue às multinacionais do petróleo.

Concessões que, por outro lado, não pararam com a retomada da 11ª rodada de leilão. O regime de partilha para o pré-sal ainda que não seja o que a nação precisa (o controle de todo o petróleo) não interessa às multinacionais petrolíferas, daí que os lacaios do imperialismo, Aécio & Cia. querem a volta do regime de concessão.

A ofensiva contra a Petrobras, incluindo a CPI, faz parte desse jogo que, nos fatos, é engrossado pelo PSOL e o PSTU, que apoiam a CPI.

FUP em campanha

No dia 23 outra manifestação ocorreu na Câmara Federal com o apoio de parlamentares do PT e do PC do B. “Estamos vivendo uma disputa de classe, pois estamos diante de dois projetos de país: o que defende o Brasil e o que quer entregar o nosso país”, ressaltou o presidente da CUT.

No mesmo dia o Conselho Deliberativo da FUP, reafirmando a importância dos petroleiros continuarem na linha de frente em defesa da Petrobras e do projeto de lei dos trabalhadores e movimentos sociais para pelo controle do petróleo pela nação através de uma Petrobras 100% estatal, decidiu convocar mais quatro atos: Salvador (30/4), Recife

(6/5), Rio de Janeiro (15/5) e São Paulo (21/5).

Nilton de Martins

Artigo originalmente publicado na edição 747 do jornal O Trabalho

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