“Acorda, Dilma!”

DIA 3 DE OUTUBRO OS TRABALHADORES VÃO ÀS RUAS.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT), em campanha salarial, realiza assembleias na sua base preparando uma greve por tempo indeterminado: “É greve, como a de 1995” (no governo do PSDB, quando os petroleiros pararam em todo o país contra a privatização da Petrobras). “Acorda, Dilma” é a chamada do boletim da FUP, que alerta: “Nenhum direito a menos, trabalhadores não aceitam, nem arrocho, nem golpe”. Os petroleiros lutam contra o desmonte da Petrobras promovido pela direção da empresa e nomeada por Dilma.

Em 14 de setembro, o governo anunciou um novo pacote para cobrir o déficit de 30 bilhões do orçamento e garantir um superávit fiscal primário. Mais uma vez, com medidas que sacrificam os interesses dos trabalhadores e da nação em benefício do capital financeiro. Dois dias depois, a direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT), adotou uma resolução: “No seu conjunto, o pacote prolonga a política de ajuste fiscal, que provoca recessão e não crescimento econômico, como saída para a crise”. A Central afirma que “o enfrentamento da atual política econômica e da ofensiva conservadora se dará com os trabalhadores e o povo nas ruas pressionando o governo e o Congresso e preparando a greve geral que a Central pretende discutir em outubro no CONCUT” (Congresso Nacional da CUT, entre 13 e 17 de outubro).

Do lado de lá da barricada, os porta-vozes diretos do imperialismo, elevam a temperatura. O PSDB, em conluio com setores ditos aliados do governo como o PMDB, articulam, seja por que meio for, o “Fora Dilma”. Esse caldo foi engrossado por manifestações “à esquerda”, como a do PSTU/Conlutas.

A situação é gravíssima! O país está sob ameaça de viver um retrocesso ainda maior, com uma conjugação de forças na qual a política do governo de ataques à sua base social revigora os que querem retirar conquistas sociais e avançar a ofensiva contra os trabalhadores, como a reforma da previdência, a flexibilização do mercado de trabalho e o fim da política de recuperação do salário mínimo.

Mas os trabalhadores, através de suas organizações, como mostram a FUP e a CUT, não abandonaram a cena. Estão e se mostram dispostos a defender, num só movimento, seus interesses e derrotar a ofensiva reacionária.

E o PT, o que faz sua direção?

Em contradição com a base social do partido, a cúpula se dobra ao novo pacote e se cala frente à guerra para desmoralizar e quebrar o PT.  Novamente não reage à altura diante da condenação de João Vaccari Neto, mais uma aberração da manipulada Operação Lava Jato, na esteira da fraudulenta Ação Penal 470. Os porta-vozes do imperialismo, além de atacar o governo – que finalmente está aplicando uma política adequada aos seus interesses – querem, sobretudo, destruir o PT. Para eles, é preciso aniquilar a confiança dos trabalhadores em sua capacidade de construir um partido para fazer frente à ofensiva imperialista e transformar a ordem política, social e econômica do país.

Mas os trabalhadores não foram derrotados e mandam um alerta aos que pretendem falar em seu nome: “acordem”!

“O PT de volta para a classe trabalhadora”, é o que discutem os sindicalistas petistas, em apoio ao Manifesto assinado pelos 31 dirigentes da CUT, distribuído no 5º Congresso do PT.

Os trabalhadores estão de pé e voltarão às ruas em 3 de outubro nas manifestações chamadas pela Frente Brasil Popular, no dia nacional de mobilização “Em defesa da democracia, de uma nova política econômica e dos direitos do povo brasileiro sobre o Petróleo”.

“Acorda, Dilma”! Dia 3 estará nas ruas a única força capaz de barrar a ofensiva e fazer valer o mandato popular que lhe foi dado.

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