Em meio a pandemia, uma vitória parcial da luta por moradia em Ribeirão Preto

A ocupação urbana na cidade paulista de Ribeirão Preto “Cidade Locomotiva” abriga dezenas de famílias e casas desde 2015. Seus moradores, que incluem crianças, adultos e idosos ocupam um terreno que pertence a secretaria de patrimônio da União e que é objeto de uma ação de reintegração posse por parte da empresa Coopersucar, que se apresenta como revendedora de açúcar e álcool.

Em plena pandemia os moradores da ocupação se viram confrontados a uma situação inaceitável. Uma juíza determinou, como parte do processo de reintegração, uma “perícia” para levantamento topográfico recomendando inclusive o uso de força policial.

A determinação gerou uma forte indignação da população que se viu sob ameaça de avançar um processo de reintegração de posse e ficar ainda mais exposta aos perigos do coronavírus.

A indignação foi transformada numa intensa mobilização pelas redes sociais com uma campanha de moções pela suspensão da medida que mobilizou entidades, personalidades, além de centenas de pessoas e pressionou junto da defensoria pública para que a medida fosse cancelada em função da pandemia.

No dia 15 a juíza Ana Paula Franchito Cypriano determinou a suspensão da ação. Para o movimento da ocupação “Cidade Locomotiva” trata-se de uma vitória ainda que parcial. “A determinação é temporária por causa da conjuntura de momento, no entanto, a apreensão das famílias só terá fim, quando tiverem o seu direito à moradia definitivamente garantido. Assim sendo, a luta contra a reintegração de posse continua.” diz um comunicado do movimento.

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