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	<title>O Trabalho</title>
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		<title>Doação do Acervo de Júlio Turra ao Cedem/Cemap</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 18:21:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Evento organizado pelo Cemap-Interludium 27/08/2026</p>
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<p class="wp-block-paragraph"> Evento organizado pelo Cemap-Interludium 27/08/2026</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/doacao-do-acervo-de-julio-turra-ao-cedem-cemap/">Doação do Acervo de Júlio Turra ao Cedem/Cemap</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
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		<title>Círculo de Estudos Fúlvio Abramo &#124; Trotsky e a América Latina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 18:21:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentação: Jeffei Oliveira Exposição: Júlio Turra Tema: Trotsky e a América Latina</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Apresentação: Jeffei Oliveira </p>



<p class="wp-block-paragraph">Exposição: Júlio Turra</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tema: Trotsky e a América Latina </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>No segundo turno, virar o jogo com a força do povo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:21:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Juventude nas ruas, o caminho a seguir O resultado do primeiro turno colocou a eleição presidencial de 2026 diante de uma disputa acirrada. Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos que provocou uma reação imediata na juventude e o início de uma série [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Juventude nas ruas, o caminho a seguir</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O resultado do primeiro turno colocou a eleição presidencial de 2026 diante de uma disputa acirrada. Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos que provocou uma reação imediata na juventude e o início de uma série de atos, atraindo a militância e o povo para mobilizações de massa nas ruas do país. O segundo turno, marcado para 25 de outubro, abre uma nova etapa da disputa, sem que se possa considerar encerrado o balanço das eleições. A mobilização iniciada para a virada será fundamental também para que Lula possa governar se for eleito.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-576x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22710" style="aspect-ratio:0.5625097225823179;width:314px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-576x1024.jpg 576w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-169x300.jpg 169w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-84x150.jpg 84w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-768x1365.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-236x420.jpg 236w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-696x1237.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3.jpg 778w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Avenida Paulista, 11/10/26</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-8 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Problemas de fundo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado desse 1º turno expressou a força eleitoral do bolsonarismo &#8211; mas também a resiliência do PT &#8211; e as dificuldades enfrentadas pelo governo Lula. O crescimento da representação parlamentar do PL, se realizou em cima da direita e do centrão, diferente do discurso da mídia que tenta criar medo e desânimo como se esse resultado significasse uma diminuição das bancadas do PT, o que não é verdade (ver abaixo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não basta explicar essa situação pela polarização entre dois candidatos. A crise das instituições, o desgaste das condições de vida, a insegurança econômica e a insatisfação de setores populares compõem um quadro mais profundo. A interferência das grandes plataformas digitais, pressões da ingerência dos Estados Unidos (taxações, classificação do PCC e CV como “narcoterroristas”, Pix, suspensão do visto da embaixadora brasileira, fechamento das embaixadas e consulados no dia das eleições) também influenciaram os resultados eleitorais.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-9 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Alianças nos estados não ajudaram</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro elemento importante para compreender a situação atual é a desastrosa política de alianças construída nos estados. Em nome da ampliação eleitoral e da governabilidade, foram estabelecidos acordos com partidos e setores burgueses que não fizeram campanha para Lula. Os exemplos mais significativos são o caso do Rio de Janeiro, onde Paes não chamou voto Lula e no Rio Grande Sul onde a candidatura imposta de Juliana Brizola resultou na diminuição da votação e das bancadas de deputados estaduais e federais.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-10 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Diálogo necessário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença torna a disputa matematicamente aberta, mas a reversão do resultado exige uma intervenção política capaz de dialogar com o descontentamento. A defesa das instituições apodrecidas não ajuda, na verdade alimenta o discurso mentiroso do antissistema do bolsonarismo. A necessidade de uma Reforma Política Radical, incluindo o voto em lista pré-ordenada, a revisão da desproporcionalidade da representação e o financiamento exclusivamente público das campanhas, fica ainda mais evidente. É preciso trilhar o caminho da ruptura com esse sistema eleitoral em que o poder econômico, os fundos partidários, as emendas parlamentares pesam decisivamente na disputa. Essa proposta é a forma de combater o sistema e criar as condições para que um movimento por uma Constituinte Soberana com Lula, onde o povo com voz e poder de decisão possa abrir o caminho para as reformas estruturantes. O que não tem nenhuma relação com os ataques propostos de Flávio Bolsonaro via PEC’s para retirar direitos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-11 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Apontar para o futuro!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O discurso do legado mostrou seus limites. É necessário apresentar propostas concretas que representem avanço nas condições de vida do povo. Batalhamos ombro a ombro, incondicionalmente, para reeleger Lula. De nossa parte defendemos pontos para esta fase da campanha, como: reforma política radical, fim da escala 6&#215;1, valorização do salário-mínimo, verbas para a saúde e educação, tarifa zero, derrubada dos juros, verbas para reforma agrária e assentados e o imposto sobre os superlucros. É o que levanta a declaração do Diálogo e Ação Petista-Associação de 10 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, as mobilizações estudantis e populares, as manifestações de rua e as iniciativas de organização de comitês Lula em todos os cantos do Brasil indicam que a virada é possível. Os gigantescos e históricos atos na Avenida Paulista em São Paulo e em Copacabana no Rio de Janeiro, de 11 e 12 de outubro, demonstraram a disposição de agir sem esperar exclusivamente o comando das direções. Agora é seguir nas ruas até a virada! Lula de novo com a força do povo!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Renê Munaro</strong></p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-12 wp-block-paragraph" style="font-size:25px"><strong>A nova composição do Congresso</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mal terminou a votação do 1º turno, a grande imprensa, quase que em uma única voz, passou a alardear o que teria sido uma “estrondosa derrota da esquerda no Congresso”. Não é bem assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a paciência do leitor, vamos aos números:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a eleição, na composição final do Senado, o PL salta de 15 para 28 cadeiras, o PT mantém suas 9, enquanto 6 partidos do centrão perdem 16 postos: o PSD 10, PSDB 2, MDB, PP, Podemos e Republicanos 1 cada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Câmara dos Deputados, o quadro não é diferente. O PL elegeu 23 deputados a mais que em 2022 enquanto a esquerda, na média, ficou no mesmo patamar de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fato novo é o desabamento do Centrão que perdeu pelo menos 49 cadeiras: União Brasil 11, PP 6, MDB 5, Solidariedade 3, PSDB 2, Avante 2 além das 20 vagas deixadas pelo PSC, Cidadania, Patriota, PROS e PTB que, não elegeram ninguém.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados demostram claramente que o crescimento do PL vem do encolhimento desses partidos. O fato é que a extrema-direita engoliu o centrão.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="393" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-393x1024.png" alt="" class="wp-image-22711" style="width:286px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-393x1024.png 393w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-115x300.png 115w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-58x150.png 58w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-768x2003.png 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-589x1536.png 589w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-785x2048.png 785w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-161x420.png 161w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-696x1816.png 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image.png 917w" sizes="(max-width: 393px) 100vw, 393px" /></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-13 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>A resiliência do PT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Repetindo o que já é história, o PT foi o partido que mais recebeu votos de legenda (os eleitores que votam 13 para deputada ou deputado). O partido elegeu 1 parlamentar federal a mais que 2022. O fato novo é o crescimento da sua bancada nas Assembleias legislativas. Foram 23 parlamentares estaduais a mais, 19% de crescimento em relação ao 2022, crescendo ou mantendo suas cadeiras em todos os estados, exceto PA, SP e RS onde perdeu 1, 2 e 2 cadeiras respectivamente.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-14 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>O lugar das emendas parlamentares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois dados chamam a atenção nessa eleição:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a votação para deputado federal cresceu 4,5%. Foram 4,5 milhões de votos a mais que 2022, enquanto os nulos e brancos voltaram ao patamar de 8%, o mesmo de 2002.</li>



<li>o índice de reeleição de deputados desse ano é de inéditos 59%.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ninguém ignora que há um descrédito crescente nas instituições em geral e, no Congresso em particular. Há anos, os índices de aprovação do parlamento são extraordinariamente baixos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, como explicar esses dados, aparentemente contraditórios?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, as emendas parlamentares &#8211; que saltaram de alguns milhões para mais de 50 bilhões ao ano – ocupam um lugar particular. São, claramente, uma moeda de troca nos apoios a parlamentares e instrumentos de campanha dos atuais deputados. Um ingrediente a mais para reforçar aqueles de controlam mandatos em detrimento dos demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há décadas, a cada eleição, são os deputados que modificam as regras eleitorais, para favorecer a eles próprios, enquanto o Congresso fica cada vez mais de direita. Não tem coincidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso tem que acabar. É preciso devolver a palavra ao povo para definir quem e como o representa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laércio Barbosa</strong></p>
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		<title>Aprovado o fim da escala 6&#215;1! Conquista para os trabalhadores, agora é Lula presidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:11:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite de 14 de outubro o Senado aprovou sem emendas em dois turnos, por 75 x 1, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) defendida por Lula que põe fim à escala 6&#215;1 e determina a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais sem redução de salários. O que, sem dúvida, é [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br>Na noite de 14 de outubro o Senado aprovou sem emendas em dois turnos, por 75 x 1, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) defendida por Lula que põe fim à escala 6&#215;1 e determina a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais sem redução de salários. O que, sem dúvida, é uma grande conquista para a classe trabalhadora!</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22707" style="width:342px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-768x1024.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-225x300.jpg 225w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-113x150.jpg 113w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-315x420.jpg 315w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-696x928.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1.jpg 778w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cartaz do DAP na Av. Paulista em 11/10/26</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-18 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Flávio&#8230;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes mesmo da votação no Senado, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, já anunciava que caso Flávio Bolsonaro fosse eleito, atuará pela aprovação da PEC da hora trabalhada (PEC 12/2026), que na prática acaba com a regulamentação da jornada e da escala de trabalho. Flávio votou remotamente a favor, na hora estava num comício esvaziado em Porto Alegre/RS, apesar de sempre ter se posicionado contra a proposta que classificou como eleitoreira e oportunista. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), discursou contra a aprovação alegando que o condomínio onde mora “precisa do porteiro no sábado para levar o lixo”. Argumento da mesma relevância utilizado pela diretora da FIESP, Luciana Nunes Freire, em debate promovido pelo Senado em julho desse ano, onde se manifestou contra o fim da escala porque o fechamento no final de semana afetaria quem “faz cabelo e compras aos sábados e as pessoas precisam trabalhar para ela.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PEC 12/2026 defendida por Flávio Bolsonaro e pelo Senador Rogério Marinho (PL/RN), relator da reforma trabalhista de Michel Temer em 2017, institui o pagamento por hora, autoriza “livre pactuação contratual direta” entre empregado e empregador e atribui ao contrato individual prevalência sobre os instrumentos de negociação coletiva. Ou seja, seria possível “escolher” entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. O patrão poderia, assim, pagar ao empregado somente as horas efetivamente trabalhadas. Claro, não haverá uma escolha, mas uma imposição na hora da contratação.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-19 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>&#8230;e os patrões</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na manhã do dia seguinte (15), empresários retomaram uma campanha de terror sobre os trabalhadores para tentar minimizar a conquista aguardada e com isso reduzir o apoio dos trabalhadores à medida defendida pelo governo. Associações empresariais ameaçaram os trabalhadores com onda de demissões, redução de ganhos para comissionados, quebradeira e aumento generalizado de preços. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) alardeou uma possível elevação dos custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e a queda de 0,7% do PIB brasileiro, além de uma elevação de 5,7% dos preços em supermercados. As associações empresariais requentaram o discurso já utilizado contra o aumento real do salário mínimo. Em 2006, quando a Comissão Especial Mista do Salário Mínimo do Congresso discutia uma política de valorização permanente, a CNI afirmava que poderia “haver quebra de empresas e aumento do desemprego”, o que não ocorreu.<br><br>Outros países também estão reduzindo a jornada de trabalho. A Colômbia reduziu de 48 para 42 horas semanais em 2021, com implementação total da redução em 2026. No Chile, a queda de 45 para 40 horas começou em 2023 e terminará em 2028. Já o México aprovou jornada de 40 horas com implementação entre 2027 e 2030.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-20 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>O que muda agora?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta aprovada define o fim da escala 6&#215;1 no Brasil 60 dias após a promulgação da PEC. Nesse mesmo prazo, a jornada de trabalho semanal máxima será reduzida de 44 para 42 horas. Após mais 12 meses, ou seja, 14 meses depois da promulgação, a jornada máxima passará a 40 horas. Neste primeiro momento, para permitir a implementação da escala 5×2 com a jornada semanal de 42 horas, a jornada de cada um dos cinco dias trabalhados na semana deverá ser aumentada em 24 minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conquista da aprovação da PEC deve ser um combustível para a reta final da campanha de Lula no 2º turno. Assegurar a sua reeleição é a melhor forma de garantir a permanência e a realização dessa conquista para mais de 30 milhões de brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marcelo Carlini</strong></p>
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		<title>Espanha, levante pelo direito à moradia. Eleições antecipadas, Greve Geral anunciada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:02:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas a Espanha está vivendo uma onda de manifestações em todas as regiões, de trabalhadores e jovens, que foi precipitada pelo despejo de uma senhora de 87 anos de sua residência. A questão escassez de moradias e dos altos preços dos aluguéis provocados pela especulação imobiliária vem piorando aceleradamente a situação e o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas a Espanha está vivendo uma onda de manifestações em todas as regiões, de trabalhadores e jovens, que foi precipitada pelo despejo de uma senhora de 87 anos de sua residência. A questão escassez de moradias e dos altos preços dos aluguéis provocados pela especulação imobiliária vem piorando aceleradamente a situação e o episódio precipitou a revolta. Abaixo o encadeamento dos fatos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8211; 23 de setembro:</strong> Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos, é despejada de sua residência, apesar da tentativa de seus vizinhos.<br><strong>&#8211; 26 de setembro:</strong> em reação, centenas de milhares se manifestam contra os despejos de inquilinos e exigem sua proibição. Um grande acampamento na praça Puerta del Sol em Madrid foi organizado pelo Sindicato dos Inquilinos e por jovens.<br><strong>&#8211; 1º de outubro:</strong> o governo de Sánchez aprova dois decretos-lei sobre a proteção dos inquilinos<br><strong>&#8211; 2 de outubro:</strong> o Parlamento se recusa a aprovar os dois decretos.<br><strong>&#8211; 3 de outubro:</strong> 500 mil manifestantes exigem medidas para a habitação.<br><strong>&#8211; 5 de outubro:</strong> o primeiro-ministro Pedro Sánchez anuncia a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições gerais para 29/11.<br><strong>&#8211; 7 de outubro:</strong> Maricarmen Abascal falece no hospital para onde havia sido levada após seu despejo. As duas centrais sindicais UGT e CCOO convocam uma greve geral para 11 de novembro, “por melhores salários, por moradia digna e por medidas de controle de preços diante de uma inflação que corrói nosso poder de compra”.<br><strong>&#8211; 9 de outubro</strong>: centenas de milhares de manifestantes voltam a sair às ruas em homenagem a Maricarmen e para exigir medidas para a redução dos aluguéis.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="888" height="591" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid.avif" alt="" class="wp-image-22700" style="aspect-ratio:1.5025773195876289;width:542px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid.avif 888w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-300x200.avif 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-150x100.avif 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-768x511.avif 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-631x420.avif 631w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-696x463.avif 696w" sizes="(max-width: 888px) 100vw, 888px" /><figcaption class="wp-element-caption">Acampamento contra os despejos em Madrid, Puerta del Sol</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-24 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Que legislatura está terminando?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio da antecipação das eleições por Sánchez marca o fim de uma legislatura que, apesar de alguns avanços, como o aumento do salário-mínimo e a retomada do reajuste das aposentadorias, terminará sem dar resposta às principais reivindicações da população trabalhadora e sem cumprir boa parte das promessas do governo, como a revogação da Lei da Mordaça (que impõe severas restrições a manifestações a aumenta o poder de polícia desde 2015) e da Lei 15/97, que facilita a privatização da saúde. O governo não se opôs ao Poder Judiciário, às instituições do Estado herdadas do franquismo, aceitando as regras do jogo e as limitações impostas pelo regime da Monarquia de 1978.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os aumentos nos preços dos combustíveis e de outros itens de primeira necessidade estão sobrecarregando a população trabalhadora. Está previsto para setembro um aumento do IPC (Índices de Preços ao Consumo) de 4,9%, enquanto as aposentadorias subiram 2,7%, o salário mínimo 3,1%, os salários acordados em convenções coletivas 3,04% e os dos funcionários públicos 1,5%. E o governo tem deixado a situação seguir seu curso sem propor nenhuma medida eficaz. Os gastos militares aumentaram 70% entre 2023 e 2025, chegando a quase 39,5 bilhões de euros em 2025!</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-25 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>A questão da moradia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema da moradia não só não melhorou, como se agravou. Os aluguéis subiram 25% desde 2023. Houve o retorno de uma situação análoga a do século XIX: de aluguéis por quarto e apartamentos superlotados. Há casos de trabalhadores que dormem nas ruas ou em seus carros. Segundo o Instituto Nacional de Estatística há na Espanha 3.837.328 apartamentos ou unidades habitacionais vazias, o que representa 14,4% do total. Imóveis destinados, em grande parte, ao aluguel turístico. Uma parte significativa pertence a grandes corporações, desde o setor bancário até a Igreja, o que popularmente são chamados de “fundos abutres”.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="984" height="657" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1.avif" alt="" class="wp-image-22704" style="width:552px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1.avif 984w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-300x200.avif 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-150x100.avif 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-768x513.avif 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-629x420.avif 629w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-696x465.avif 696w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption class="wp-element-caption">Marcha em Madrid contra os despejos e pela Greve Geral</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-26 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>As eleições e a Greve Geral</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O periódico espanhol Información Obrera na edição de 6 de outubro, concluiu: “Várias candidaturas serão apresentadas, buscando o voto dos trabalhadores. Mas a população trabalhadora tem reivindicações e exigências claras, e toda candidatura que queira representá-la deve incluí-las em seus compromissos: Solução para o problema da moradia: suspensão dos despejos, redução dos aluguéis, expropriação dos imóveis dos fundos predatórios; controle dos preços dos combustíveis, da eletricidade, dos alimentos e dos produtos de primeira necessidade; aumento automático dos salários e das aposentadorias de acordo com a inflação; fim do rearmamento: gastos militares redirecionados para escolas, hospitais e fins sociais. É preciso defendê-las por meio da mobilização, rumo à greve geral convocada pela UGT e pela CCOO, em resposta à proposta do sindicato dos inquilinos, e que deve ser impulsionada e preparada em todos os lugares.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fechamento dessa edição uma greve da educação em Madrid, com 70% de adesão, foi deflagrada por tempo indeterminado. Uma marcha dos professores foi ao encontro do acampamento contra os despejos na praça Puerta del Sol.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
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		<title>Onda estudantil toma as ruas em todo o país</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 16:55:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Lula presidente! Nas últimas semanas, após o resultado do primeiro turno, uma onda de mobilizações estudantis tomou o país. São milhares de estudantes nas ruas de dezenas de cidades para virar o jogo e eleger Lula no 2° turno. As mobilizações começaram na UFF Campus Niterói/RJ e logo se espalharam. Em São Paulo, estudantes [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Lula presidente!</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas, após o resultado do primeiro turno, uma onda de mobilizações estudantis tomou o país. São milhares de estudantes nas ruas de dezenas de cidades para virar o jogo e eleger Lula no 2° turno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mobilizações começaram na UFF Campus Niterói/RJ e logo se espalharam. Em São Paulo, estudantes do Mackenzie realizaram uma assembleia online após serem proibidos pela faculdade de realizar assembleia estudantil dentro do campus. Mesmo sob ameaças bolsonaristas, um grande ato foi organizado na Maria Antônia, rua que já foi palco de lutas estudantis contra a ditadura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Recife, estudantes da Universidade Federal de Pernambuco também realizaram um grande ato apesar das ameaças. Logo depois das assembleias, um prédio da UFPE foi incendiado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Bahia, os militantes do Diálogo e Ação Petista acompanharam assembleias na UFBA de Salvador, na UFRB em Cruz das Almas, na UEFS em Feira de Santana e na UESB em Vitória da Conquista. Membro da coordenação nacional do DAP e professor da UEFS, Paulo Riela fez uma fala na assembleia estudantil sobre a necessidade de buscar voto a voto, com argumento político: “Eles são contra o fim da escala 6&#215;1 e são contra taxar os ricos desse país, porque sobrevivem da exploração do povo!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Florianópolis, o mandato do Vereador Bruno Zillioto convocou uma plenária de organização da campanha eleitoral no Sintrasem &#8211; Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis e contou com a presença massiva de estudantes. Um ato foi organizado na cidade e militantes jovens do Diálogo e Ação Petista montaram um grupo no WhatsApp com mais de 300 estudantes para organizar a campanha na universidade e em vários bairros da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Santos, o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, junto com os partidos e outros sindicatos, convocou uma plenária para organizar uma agenda de campanha na rua. A plenária que tinha a expectativa de receber 200 pessoas, recebeu cerca de 3 mil. A massa de estudante chegou à plenária em passeata e agitando a Avenida Conselheiro Nébias. A plenária, que virou um ato em frente ao Sindipetro, encaminhou uma comissão responsável por divulgar agendas de campanha pela cidade. Militante do DAP e trabalhadora da Petrobras, Kris falou sobre enterrar a tristeza e preparar a virada: “Amanhã é dia de passar em sala de aula, ir para a rua e para o comércio. Explicar que eles querem barrar o fim da 6&#215;1 e entregar nosso Petróleo para exploração dos gringos”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="576" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-576x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-22695" style="aspect-ratio:0.5625050396452089;width:302px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-576x1024.jpeg 576w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-169x300.jpeg 169w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-84x150.jpeg 84w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-236x420.jpeg 236w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-696x1237.jpeg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22.jpeg 720w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Marcha 4m Juiz de Fora/MG</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio de Janeiro, um ato tomou o centro da cidade com milhares de estudantes. No feriado, um novo ato reuniu milhares, ocupando cerca de sete quarteirões em Copacabana. Em Volta Redonda, interior do RJ, estudantes da UFF também organizaram uma assembleia e ato com a participação de centenas de jovens e trabalhadores na região central da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Minas, os militantes do DAP acompanharam os atos também em Belo Horizonte e Juiz de Fora. A massa de estudantes fez atos históricos impulsionados pelo movimento estudantil da Universidade Federal de Juiz de Fora. Estudantes foram às ruas no dia 8 e voltaram a se reunir no 11. Priscila Chandretti, dirigente nacional do PT e da Federação de Jornalistas fez uma intervenção falando sobre a importância de resistir pela eleição de Lula e seguir a resistência após as eleições: “Nós vimos nos últimos anos que a política não se constrói só nos corredores de Brasília. Se constrói com a gente na rua”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-22694" style="width:514px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-1024x768.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-300x225.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-768x576.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-560x420.jpg 560w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-80x60.jpg 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-696x522.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-1068x801.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-265x198.jpg 265w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Plenária/ato em Santos/SP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o país, nas capitais e no interior, o movimento estudantil organiza assembleias, encaminha posições de voto em Lula e agenda de campanha eleitoral. Essas manifestações foram combustível para grande atos que ocorreram no fim de semana prolongado (10 a 12/10).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 11 de outubro, a Avenida Paulista recebeu mais de 1 milhão de manifestantes entre estudantes e trabalhadores. Entre as palavras de ordem mais cantadas estava “A 6&#215;1, tem que acabar, trabalhador merece descansar”. Jovens universitários e secundaristas, fandoms e torcidas de futebol organizaram grupos e marcaram pontos de encontro em praticamente todas as estações de trem e metrô de São Paulo. Grupos auto-organizados promoveram concentrações e pinturas de cartazes para levar ao ato. As estações estavam lotadas pela juventude que cantava “Olê, olê olá”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há inúmeros outros atos marcados ao longo das próximas semanas. Até o dia 25, toda mobilização será necessária para garantir a virada e a vitória do presidente Lula!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Kris Mackleiny</strong></p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-28 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Entrevista</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="446" height="798" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22.jpeg" alt="" class="wp-image-22697" style="width:176px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22.jpeg 446w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22-168x300.jpeg 168w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22-84x150.jpeg 84w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22-235x420.jpeg 235w" sizes="(max-width: 446px) 100vw, 446px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O jornal O Trabalho entrevistou Raquel, jovem estudante de Engenharia Metalúrgica da UFF em Volta Redonda/RJ.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; Qual foi a reação dos estudantes após o resultado do primeiro turno, houve mobilizações no seu curso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Raquel &#8211;</strong> Foi uma reação de inicial de medo, por parte da faculdade em geral, mas que gerou uma forte reação. Na segunda-feira cheguei na sala de aula e todo mundo estava falando disso, virou um grande debate sobre o que poderia acontecer e a revolta com a possível, agora confirmada, eleição de Douglas Ruas (PL) para o governo do estado do Rio de Janeiro. Eu também percebi essa reação entre os professores, já escutei que durante o governo Bolsonaro, faltava dinheiro até para a conta de luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; O que os estudantes da UFF discutiram nas assembleias?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Raquel</strong> &#8211; Houve uma assembleia na sexta-feira, dia 9. O movimento estudantil da UFF soltou uma cartilha sobre barrar a extrema-direita no país. Também se falou sobre o incêndio criminoso na UFPE. A solidariedade foi algo visível em todo mundo lá. No movimento de sexta o pessoal falou bastante sobre a união dos estudantes com trabalhadores, e isso realmente aconteceu. Um ato foi organizado em Volta Redonda e, ao longo do trajeto, muitos trabalhadores entraram na passeata. Virou uma grande união de estudantes e trabalhadores. Todos reivindicando condições melhores de trabalho, proteção dos estudantes e condições melhores de estudo, além de denunciar os motivos pelos quais Flávio Bolsonaro ameaça os direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT</strong> &#8211; <strong>O que você acha das mobilizações estudantis pelo país? Qual o papel dos estudantes nesse combate?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Raquel &#8211;</strong> Eu acho extremamente importante. É muito lindo ver o povo indo para a rua, mesmo cansados, depois da faculdade. Deu para ver que todo mundo ali tinha muito o que fazer, mas mesmo assim estavam lutando por um país melhor, se organizar é crucial para conseguirmos alcançar o máximo de pessoas possível com nossas reivindicações e pensamentos. Vamos mostrar que não é um grupo isolado e sim grande parte do país que está revoltada com a volta de um governo que está contra o povo. O papel dos estudantes é crucial, além de conseguirmos nos organizar pelas redes sociais, também usamos nossos campus como palco para debates e conscientização.</p>
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		<title>A Constituinte necessária frente ao apodrecimento do sistema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 16:47:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que nunca, é preciso refundar as instituiçõesNo dia 4 de outubro o resultado das eleições para o Congresso Nacional revelou o crescimento do PL bolsonarista sobre a direita e o “Centrão”. Flávio, entusiasmado, declarou no dia seguinte que eles tinham votos no Congresso para “mudar a constituição”. Flávio quer “mudar a constituição”, para [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Mais do que nunca, é preciso refundar as instituições</strong></em><br>No dia 4 de outubro o resultado das eleições para o Congresso Nacional revelou o crescimento do PL bolsonarista sobre a direita e o “Centrão”. Flávio, entusiasmado, declarou no dia seguinte que eles tinham votos no Congresso para “mudar a constituição”.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-31 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Flávio quer “mudar a constituição”, para pior</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A verdade, que os jornais da burguesia não falaram, é que a atual constituição já foi alterada mais de 100 vezes desde que foi promulgada em 1988. Essas alterações foram feitas pelo mecanismo das Propostas de Emenda Constitucional, as PECs. Elas em sua grande maioria tiveram um caráter retrógrado, destruíram direitos trabalhistas e previdenciários, mudaram o sistema político (para pior) e afetaram a soberania nacional. Para ficar em um único caso, a PEC 06 de 1995, promovida pelo governo FHC revogou o artigo 171 da Constituição que definia a “empresa brasileira de capital nacional”, com isso, uma multinacional fixada no território brasileiro passou a se indistinguível de uma empresa criada no Brasil e não está mais sujeita, por exemplo, a pagar mais impostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que Flávio propõe ao dizer que quer “mudar a constituição” é avançar na aprovação de PECs na aniquilação dos direitos sociais e trabalhistas. Agora, ele já fala em destruir o fim da escala 6&#215;1, aprovada no Senado em 14/10 (ver acima), com uma nova PEC para estabelecer o pagamento por hora de trabalho caso ele vença as eleições com a bancada do PL aumentada na Câmara dos Deputados e no Senado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele não fala em constituinte. É o oposto. É aumentar o poder do atual sistema podre. O fato é que a constituição de 1988, como o PT na época denunciou, foi fruto de uma transição pactuada entre o governo Sarney (MDB) e os militares no final da ditadura moldada por um congresso eleito com um sistema herdado da ditadura onde a representação política dá enormes poderes as oligarquias rurais, que agora se tornou moda chamar de “agronegócio”, e diminui a representação dos estados mais populosos onde está concentrada a classe trabalhadora. A constituinte de 1987 não foi uma verdadeira Constituinte Soberana, com representantes eleitos sob regras democráticas. O que, aliás, jamais ocorreu no Brasil nestes quase 137 anos de proclamação da República, é por isso que o país não se libertou ainda das mazelas de seu passado escravocrata e colonial.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="778" height="584" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF.jpg" alt="" class="wp-image-22691" style="width:607px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF.jpg 778w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-300x225.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-768x576.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-560x420.jpg 560w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-80x60.jpg 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-696x522.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-265x198.jpg 265w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /><figcaption class="wp-element-caption">Faixa do Diálogo e Ação Petista no ato Lula presidente em Brasília, 13/10/26</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-32 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Um futuro para o povo brasileiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso – mais do que nunca &#8211; refundar as instituições da República, sob bases democráticas, para romper com esse sistema, o que só uma Constituinte Soberana pode fazer. Para abrir este caminho é necessário uma Reforma Política Radical para instituir o voto em lista, rever a desproporcionalidade e instituir o financiamento público exclusivo para que o povo possa se fazer representar de fato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula tem razão quando afirma que “se eu não fizer, ninguém faz” a reforma política. O impressionante movimento popular que emergiu no 2° turno das eleições capitaneado pela juventude por Lula Presidente mostra que é possível reunir a força necessária para romper com esse sistema apodrecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cristiano Junta</strong></p>
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		<title>Toda força com Lula presidente!</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É hora de mobilizar nas bases! É a hora de mobilizar toda a militância, colegas de trabalho, amigos e familiares para se engajar na campanha por Lula Presidente. Vivemos uma campanha eleitoral tumultuada. A menos de um mês do 1° turno, a crise institucional emergiu no STF, que submergiu no mar de lama do escândalo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>É hora de mobilizar nas bases!</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">É a hora de mobilizar toda a militância, colegas de trabalho, amigos e familiares para se engajar na campanha por Lula Presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos uma campanha eleitoral tumultuada. A menos de um mês do 1° turno, a crise institucional emergiu no STF, que submergiu no mar de lama do escândalo do Banco Master. Os EUA brandem ameaças contra o Lula e a soberania nacional brasileira a pretexto do combate ao “narcoterrorismo”. Boa parte da burguesia, apesar das críticas dos jornalões, apoia Flávio para tirar Lula da presidência, e fazer terra arrasada com um novo ajuste fiscal. A campanha de Lula, em alguns lugares esteve desorganizada com relato de falta materiais da campanha, e a omissão do apoio a Lula por certos “aliados” estaduais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas, até aqui, mostram uma margem apertada a favor de Lula. Mas, nos últimos dias, se sente nas ruas a reação da militância, determinada a arrancar a vitória. Cresceu o engajamento, nas ruas se vê um maior apoio e, diferente de 2022, rara hostilidade. Tanto é que agressores covardes têm que operar de madrugada, caso do apedrejamento da casa dos familiares do candidato ao Senado do PT em Santa Catarina, Décio Lima.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-36 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Derrotar a extrema-direita e a direita!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dificuldade eleitoral é a mistura de indignação e desalento que atinge parte do eleitorado enojado com a podridão do sistema, mas também frustrado pelo atraso das transformações necessárias. Apesar do muito que foi feito nos governos do PT, a defesa do “legado” é insuficiente para responder à classe trabalhadora pesadamente endividada, exausta em longas jornadas de trabalho e baixos salários, com o avanço de empregos desregulamentados e o rebaixamento dos direitos causados pela Reforma Trabalhista. É preciso tratar de sua revogação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí que não se trata só de “derrotar a extrema-direita”, o que sugere se aliar com a direita. Ainda mais que vem aí o segundo turno que pode agravar este viés. É preciso derrotar também essa direita, em vez de se confundir com ela que se opõe a tudo que é avanço social, como vimos com o emperramento da votação do fim da escala 6&#215;1.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="800" height="450" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2.jpg" alt="" class="wp-image-22669" style="width:706px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2.jpg 800w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-768x432.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-324x182.jpg 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-695x391.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-284x160.jpg 284w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-464x261.jpg 464w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-356x200.jpg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-684x385.jpg 684w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ato de Lula em Recife em 25/9 / Ricardo Stuckert</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-37 wp-block-paragraph" style="font-size:21px">“<strong>Se eu não fizer, ninguém faz”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última sexta, Lula decidiu editar uma Medida Provisória para pôr fim às BETs (ver pág. 5). Ajuda que ele tenha subido o tom nos últimos dias. Na ONU, em Nova York, confrontou as ameaças de ingerência estadunidense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à rede de TV Bandeirantes, no último dia 27 de setembro Lula foi mais assertivo do sobre a crise institucional: “Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político. Não é possível a gente continuar com a promiscuidade política do jeito que está. Não é possível a gente continuar com o Congresso Nacional com 50% do orçamento da União. Não é possível. Então, tudo isso vai ter que mudar. Se eu não fizer, ninguém faz.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula explicou que o fundo partidário e o fundo eleitoral somado às emendas parlamentares, criaram nos parlamentares uma promiscuidade com os negócios e um comportamento corporativista. É claro, como a luz do sol, que eles só pensam em como arrancar cada vez mais dinheiro do Estado para financiar suas &#8211; cada vez mais caras &#8211; campanhas. Lula classifica um processo que “apodreceu de vez a política”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ainda mais certo quando Lula afirma que “se eu não fizer, ninguém faz”, tanto para liderar “a reforma política ampla”, “profunda”, quanto para a reforma do Judiciário. Afinal, o atual Congresso Nacional, dominado por uma maioria reacionária que se beneficia desse sistema, não vai querer acabar com esse jogo. “Mudar tudo isso”, como Lula disse, requer, ao fim e ao cabo, dizemos nós, uma Assembleia Constituinte. O que requer a força de uma grande mobilização popular.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-38 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Movimento pela Reforma Radical e Constituinte</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 8 de agosto, em SP, lançou-se o Movimento por uma Reforma Política Radical e pela Constituinte Soberana (reformaradical.com.br) em um representativo Encontro Nacional, onde participaram ex-presidentes do PT, vários grupos e o Diálogo e Ação Petista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma radical é imperiosa para impor novas regras eleitorais, algumas que propõe o Manifesto do Movimento, como o voto em lista partidária pré-ordenada, o financiamento público exclusivo e a revisão da desproporcionalidade da representação. Essas mudanças são necessárias para que uma representação popular genuína possa fazer as transformações profundas que só uma Constituinte Soberana pode fazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fala de Lula, indiscutivelmente, abre espaço para discutirmos amplamente as propostas concretas do Manifesto de 8 de agosto, e animar a militância para se lançar com toda a força nessa reta final de campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a hora de intensificar a campanha nos bairros, locais de trabalho e estudo, junto dos candidatos que apoiamos, levando o programa de transformações necessárias para a maioria oprimida da nação, erguendo a bandeira da Reforma Política Radical.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cristiano junta</strong></p>
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		<title>70 anos da Revolução Húngara, uma insurreição contra a burocracia stalinista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:47:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Completa-se 70 anos da Revolução Húngara dos Conselhos, movimento antiburocrático de trabalhadores e jovens que, na Hungria reivindicavam o direito de governar a propriedade expropriada da burguesia ao fim da II Guerra Mundial. A nacionalização da propriedade dos grandes meios de produção transcorreu entre 1946 e 1948, na continuidade do processo que derrotou a ocupação [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Completa-se 70 anos da Revolução Húngara dos Conselhos, movimento antiburocrático de trabalhadores e jovens que, na Hungria reivindicavam o direito de governar a propriedade expropriada da burguesia ao fim da II Guerra Mundial. A nacionalização da propriedade dos grandes meios de produção transcorreu entre 1946 e 1948, na continuidade do processo que derrotou a ocupação nazista, após a entrada do Exército Vermelho em Budapeste, em 17 de janeiro de 1945.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À expropriação da burguesia não correspondeu à implantação de um regime baseado nas organizações das massas, a quem a burocracia stalinista negou qualquer possibilidade de exercerem diretamente o poder. Os acontecimentos de 1956 sintetizaram esta situação e vinham na continuidade da luta da classe operária no Leste Europeu que já tinha se levantado em Berlim, em 1953 e na Polônia neste mesmo 1956.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="574" height="487" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias.jpg" alt="" class="wp-image-22664" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias.jpg 574w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-150x127.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-300x255.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-176x149.jpg 176w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-70x59.jpg 70w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-323x274.jpg 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-424x360.jpg 424w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-188x160.jpg 188w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-82x69.jpg 82w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-233x198.jpg 233w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-276x234.jpg 276w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-259x220.jpg 259w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-307x260.jpg 307w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-356x302.jpg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/revolucao-hungara-contexto-historico-causas-e-consequencias-453x384.jpg 453w" sizes="(max-width: 574px) 100vw, 574px" /><figcaption class="wp-element-caption">O povo em armas em Budapeste</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-44 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>O levante</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A agitação revolucionária começa pelas iniciativas de uma associação de trabalhadores, intelectuais e estudantes de Budapeste chamada Círculo Petofi, que formulava a exigência da retirada das tropas soviéticas estacionadas no país e da passagem do poder a Imre Nagy e seus companheiros, que exercera a função de primeiro-ministro entre 1953 e 1955, mas que opunha certa resistência ao domínio soviético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento cresce e desemboca no outubro húngaro: em 23/10, uma manifestação em solidariedade aos trabalhadores poloneses é atacada a tiros pela polícia política, com mortos e presos. Os manifestantes se armam e um fato maior, que marca as revoluções, ocorre: os soldados do exército se negam a disparar contra o povo e, depois, abrem o arsenal para as massas. Em 25, arrastando operários fabris de Budapeste, um enorme ato se concentra na porta do parlamento, exigindo a remoção do secretário-geral do PC Húngaro e um encontro com Nagy que se encontrava refém do regime.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-45 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Os Conselhos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato capital, contudo, ocorre depois de 25 de outubro: uma greve geral insurrecional explode no interior do país e faz brotar Conselhos de delegados operários e camponeses. O primeiro surge na localidade de Miskolc, mas logo eles se espalhariam por todo o país. Pela primeira vez organismos de tipo soviético se formavam desde a Revolução de Outubro na Rússia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Conselhos elaboraram diferentes programas, mas coincidiam nos pontos essenciais: um governo que integrasse seus representantes e os partidos operários e camponeses (proibidos até ali). Mantinham a exigência da passagem da liderança para Nagy, liberdade de organização e expressão política, artística e cultural, revisão do plano econômico com aumento geral de salários e obviamente a retirada das tropas soviéticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais tropas russas são enviadas à Hungria, mas os soldados que esperavam se deparar com uma contrarrevolução fascista (como dizia a burocracia de Moscou) encontram o povo armado e organizado em Conselhos populares livremente eleitos. Muitos se negam a combater. A burocracia recua. Nagy é libertado e constitui um governo que reconhece os Conselhos, dissolve a odiada polícia política, reforma o exército, incorporando os combatentes populares. Mas as tropas russas seguem estacionadas no país. Enquanto isso, os sindicatos avançam a reivindicação ao novo governo de controle operário da produção.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="720" height="405" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1.jpg" alt="" class="wp-image-22665" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1.jpg 720w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1-324x182.jpg 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1-695x391.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1-284x160.jpg 284w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1-356x200.jpg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1-464x261.jpg 464w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/hung1-684x385.jpg 684w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption class="wp-element-caption">Busto de Stálin no chão durante a revolução, em Budapeste</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-46 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Um novo partido</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2 de novembro, Nagy dá o passo inaceitável para o stalinismo: constitui um novo partido, o Partido Socialista Operário e incorpora ao governo todos os partidos operários e camponeses. A burocracia soviética envia novas tropas à Hungria, na chamada “Operação Redemoinho”. Uma situação em que as massas avançavam no exercício direto do poder lhe era insuportável e soava como uma ameaça a ela mesma. O imperialismo, igualmente temeroso, assiste calado.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-47 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Repressão e resistência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tanques russos avançam contra as massas no mês de dezembro. Os bairros operários das grandes cidades serão os bastiões de resistência. Os operários militantes do PC Húngaro da fábrica CAEPEL dão a maior demonstração de luta. Nagy é removido e, num breve cessar fogo, os Conselhos elegem um Conselho Central Operário em Budapeste, único poder realmente reconhecido e que passa a coordenar a greve geral que, agora, exigia a volta de Nagy, eleições gerais, o reconhecimento dos partidos que defendem a propriedade coletiva e naturalmente a partida das tropas russas. O governo fantoche colocado pelos russos faz algumas concessões, mas não cede aos Conselhos. A repressão é brutal e o governo tenta decapitar o movimento com a prisão em massa de dirigentes dos conselhos. A greve e os combates continuam, mas são sufocados pela interdição do fornecimento de alimentos aos centros operários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente uma nova greve de 48 horas é convocada pelo Conselho Central Operário em 21 de dezembro, ao cabo do que os conselhos chamam a volta ao trabalho que só se realiza muito lentamente, até a assinatura de um acordo que, apesar da resistência que prossegue, abre a via para a “normalização”.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-48 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Tragédia provocada pela burocracia stalinista</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O saldo da intervenção da URSS constitui uma das maiores tragédias do movimento operário: 80 mil mortos nos combates de rua, outros mil mortos sob tortura e 20 mil presos. Nagy foi condenado à morte e enforcado em 1958.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Revolução dos Conselhos foi um ponto culminante da luta dos trabalhadores do Leste Europeu pela revolução política, isto é, pela passagem do controle da propriedade do Estado para a classe operária por meio de seus órgãos de poder. Ela prosseguiu até a destruição da propriedade social, fruto da persistência dos regimes stalinistas que conduziu à restauração capitalista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eudes Baima</strong></p>
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