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	<title>O Trabalho</title>
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		<title>Em São Paulo, trabalhadores denunciam TIC Trens</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 15:17:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Lutas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Empresa quer que trabalhador pague a conta dos patrões O Jornal O Trabalho teve acesso exclusivo a relatos da reunião entre diretores da empresa TIC Trens, responsável pela operação da Linha 7-Rubi em São Paulo, e funcionários. Na reunião, a empresa tentou persuadir os trabalhadores a não acionarem a justiça do trabalho e abrirem mão [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Empresa quer que trabalhador pague a conta dos patrões</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Jornal O Trabalho teve acesso exclusivo a relatos da reunião entre diretores da empresa TIC Trens, responsável pela operação da Linha 7-Rubi em São Paulo, e funcionários. Na reunião, a empresa tentou persuadir os trabalhadores a não acionarem a justiça do trabalho e abrirem mão de receber insalubridade, direito que lhe é garantido, pois há um compromisso de repassar lucros aos acionistas. A TIC Trens possui mais de 130 processos judiciais, em sua maioria reclamações por não pagamento de insalubridade, periculosidade, horas extras, recolhimento FGTS e outros. A empresa tenta evitar novos processos e está trocando de nome, porque tem como objetivo participar de novas rodadas de privatizações do governo Tarcísio de Freitas. Diversos funcionários colocam suas vidas em risco trabalhando com escassez de EPI e sobre vasta pressão. Após a privatização, acidentes tornaram-se comuns devido à economia em manutenções fundamentais. A situação coloca em risco também cerca de 400 mil passageiros que usam a linha 7-Rubi todos os dias. Para denunciar o problema, cinco funcionários da manutenção civil procuraram o nosso jornal (omitimos os nomes por segurança dos mesmos). Abaixo compilado da entrevista que nos foi concedida. Trata-se de um relato nu e cru sobre os efeitos nefastos das privatizações.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-576x1024-1.avif" alt="" class="wp-image-22595" style="width:323px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-576x1024-1.avif 576w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-169x300-1.avif 169w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-84x150-1.avif 84w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-768x1365-1.avif 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-864x1536-1.avif 864w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-224x398-1.avif 224w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-696x1237-1.avif 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-204x363-1.avif 204w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-.avif 984w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Vagão de trem incendiou em São Paulo em 2026</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1- Conte para nós como está a situação dos trabalhadores da TIC Trens.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando entramos na TIC Trens, inicialmente fomos informados de que a empresa não pagaria a periculosidade. Até então achávamos que iríamos apenas fazer pequenos serviços voltados à pintura, troca de pisos, consertos de caixa d&#8217;água em local de acesso aos passageiros. Porém, começamos a identificar diversos locais onde corremos sérios riscos como: serviços em via férrea executando criação e vedação de caixas de passagem; serviços em subestações como reparos em banheiro; limpeza de calhas; criação de passagens de dutos, entre outros, correndo sérios riscos de descarga elétrica. Após esses acontecimentos, começamos a cobrar a empresa sobre os nossos direitos de receber o adicional de periculosidade. Depois de tanto os funcionários efetuarem cobranças, a empresa se prontificou a executar um laudo pericial para verificar a real constatação do problema. Devido a vários ruídos de que esse laudo teria dado a favor dos trabalhadores, a gestão da empresa veio até os funcionários alegando que ainda faltava o laudo de periculosidade e, mesmo com o laudo aprovado, a empresa se recusaria a efetuar os pagamentos devido não ter como informar os acionistas do gasto que teria para regularizar nossa situação, e que não seria viável pagar por conta dos valores retroativos. Os funcionários tentaram mediar a situação, tentando fazer um acordo onde poderiam pagar parceladamente, ou iniciar os pagamentos a partir da aprovação do laudo. Mesmo assim, a empresa se recusou! Atualmente, a empresa vem tomando algumas atitudes que não convêm à forma correta de se ajustar. A mesma vem demitindo funcionários sem pagar os retroativos e, por diversas outras vezes, vem maltratando os funcionários no intuito de pedirem demissões. Funcionários que não tinham problemas psicológicos atualmente vêm tomando remédios controlados para poderem aguentar as pressões. Lembrando que em maio de 2026 foi aprovada a verificação do transtorno de burnout, e a empresa não se manifesta sobre essa situação. Os gestores alegam não saberem que tínhamos esses direitos, porém, todos vieram de outra concessionária que pagava esse direito. Importante dizer que a empresa está migrando o nome de TIC trens para Trilha, pois com o excesso de processos trabalhistas, não poderia participar do leilão de privatização da linha 10 e, com esse novo nome, participará normalmente como se nada estivesse acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 &#8211; Quais riscos vocês já sofreram dentro da empresa? Há medidas de segurança e EPI suficientes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Riscos de atropelamento por trem na via enquanto fazemos manutenção em caixas de acesso a cabos de energia durante a noite. Falta de segurança em pontos da via por existir tráfico de drogas, comprometendo a nossa segurança ao executar certos tipos de serviço. Se a manutenção afetar o acesso de usuários a pontos de drogas, os traficantes não deixam a gente executar o serviço. Em questão de medidas de segurança, faz um ano que estou na empresa e agora é que foram falar sobre o procedimento para acessar a via. EPI, só quem pode solicitar é o supervisor; se ele não estiver presente e caso a gente precise, ficamos sem.</p>
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		<title>Com STF, com tudo, o lamaçal do Master</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 19:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reforma Política Radical, Constituinte Soberana! Vieram à tona notícias, no âmbito das fraudes do Banco Master, de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. As mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram que, em novembro do ano passado, Vorcaro consultou Moraes sobre o risco de prisão – [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br><em><strong>Reforma Política Radical, Constituinte Soberana!</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vieram à tona notícias, no âmbito das fraudes do Banco Master, de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. As mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram que, em novembro do ano passado, Vorcaro consultou Moraes sobre o risco de prisão – que ocorreria logo depois – e a possibilidade de fugir o país. Indicam também que tiveram encontros às vésperas da prisão. O banqueiro pediu várias vezes a Moraes que interviesse junto ao diretor-geral da PF, delegado Andrei Rodrigues, e ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet &#8211; que agora quer arquivar o relatório dos diálogos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>As mensagens foram tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, atual relator do caso Master. Mas eis que também apareceu um diálogo, de fevereiro de 2025, em que o advogado Ciro Soares mandou ao então dono do banco uma foto ao lado do ministro André Mendonça e, na sequência, afirmou: “Fala, Vorcarinho. Trabalhando por você. Levei o André lá no Vasco [alfaiate de luxo] agora para fazer um terno”. Ciro havia advogado para o Master e mantinha contato frequente com Vorcaro. O banqueiro também se reuniu com Mendonça na sede de sua empresa para, segundo ele, discutir pagamento de precatórios.<br>As relações, promíscuas, estão escancaradas.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-6 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Mais mexe, mais fede</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação do Banco Master com ministros do STF não é novidade. Dias Toffoli, que também mantinha negócios com Vorcaro no famoso resort Tayayá, só deixou a relatoria do caso na corte depois do escândalo. Edson Facchin fez um arranjo numa reunião secreta, em vez de afastá-lo. Os filhos de Luiz Fux e Kássio Nunes Marques já foram mencionados por terem prestado serviços ao banqueiro. Já se sabia que Vorcaro havia contratado o escritório de advocacia da esposa de Alexandre, Viviane Barci de Moraes, pela bagatela de R$ 131 milhões. Mas agora, o escândalo avultou.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="1014" height="680" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8.webp" alt="" class="wp-image-22588" style="width:548px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8.webp 1014w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-300x201.webp 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-150x101.webp 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-768x515.webp 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-324x217.webp 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-695x466.webp 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-238x160.webp 238w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-328x220.webp 328w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-355x238.webp 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-389x261.webp 389w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-574x385.webp 574w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-724x486.webp 724w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-864x579.webp 864w" sizes="(max-width: 1014px) 100vw, 1014px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ministros conversando alegremente na primeira sessão do tribunal após o vazamento das mensagens</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As mensagens mostram que o centro do diálogo girava em torno do monitoramento do processo quanto às fraudes e a prisão, mas também do acompanhamento, pelo ministro, do processo de venda do Master a investidores dos Emirados Árabes Unidos e ao grupo empresarial Fictor. A PF também concluiu que Moraes foi responsável por editar a última versão do contrato firmado entre o escritório da sua mulher e o banqueiro.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-7 wp-block-paragraph" style="font-size:21px">“<strong>Gratidão”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No período que precedeu a prisão e a liquidação do Master, Vorcaro fez questão de manifestar gratidão a Moraes: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Agora é continuar na pegada para conseguir concluir, se Deus quiser”. E sobre possíveis atrasos nos pagamentos ao escritório de Viviane: “Esse Barci de Moraes por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pagamento mais importante que temos”. Fachin vai tentar outro Tayayá?</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-8 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Delatar o atual governo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não a toa, Mendonça, ligado ao clã Bolsonaro, tornou as mensagens com Moraes públicas. Agora Vorcaro diz querer delatar membros do atual governo. A declaração foi dada em depoimento no gabinete do próprio Mendonça. O cálculo eleitoral existe, é verdade. Mas isso não afasta a realidade, escrachada no esquema: a natureza do STF, das instituições do país.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-9 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Declaração de Edinho Silva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em mensagem gravada em vídeo, o presidente nacional do PT Edinho Silva, afirmou que<strong>&nbsp;</strong>“a campanha do presidente Lula é a favor de uma mudança urgente no sistema político e judicial do Brasil, sendo evidente a profunda crise que se arrasta há anos”. O sistema, disse, “protege poderosos, perpetua privilégios e a corrupção&#8230;o sistema apodreceu”. Corretíssimo! É preciso punir, não só esses indivíduos e mudar o sistema. Mas a questão é: quem o fará e como. </p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-10 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Reformar é preciso!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O STF, tal qual a maioria do Congresso Nacional, atua em favor do mercado financeiro, do agronegócio, dos patrões. E, pior, é um poder não eleito. Como afirma o Manifesto do Encontro Nacional pela Reforma Política Radical e Assembleia Constituinte Soberana, não só o sistema político está podre, mas “as instituições da República estão em crise”. Sim, o judiciário &#8211; dos riquíssimos privilégios e mordomias, da notória sanha anti-povo da justiça seletiva &#8211; também chafurda na lama. Está aí, escancarado, desde a sua cúpula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário dar a palavra ao povo e enterrar a podridão. E a reforma deste poder da República, por uma Constituinte Soberana, é fundamental e urge para a nação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
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		<title>Campanha pela retirada das tropas do Haiti</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 18:10:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[50 anos da corrente O Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luta contra a ocupação militar da ONU com a mão dos EUA e liderada pelo Brasil O Haiti, hoje o país mais pobre do continente, foi a primeira república negra das Américas. Liderados por um ex-escravizado, Dessalines, derrotaram as tropas de Napoleão e proclamaram sua independência em 1804, um verdadeiro processo revolucionário. Marcado por invasões [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><br><em>Luta contra a ocupação militar da ONU com a mão dos EUA e liderada pelo Brasil</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O Haiti, hoje o país mais pobre do continente, foi a primeira república negra das Américas. Liderados por um ex-escravizado, Dessalines, derrotaram as tropas de Napoleão e proclamaram sua independência em 1804, um verdadeiro processo revolucionário. Marcado por invasões e golpes de Estado, o país foi ocupado por espanhóis, franceses e estadunidenses durantes os últimos séculos. Após 222 anos de sua independência, o Haiti segue sendo atacado, em grande medida, pelo significado do movimento que originou a nação e combinou luta nacional e de libertação dos escravizados.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-15 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Em 2004, uma nova ocupação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sequestro do presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide, orquestrada pelo governo estadunidense abriu espaço para a ocupação militar do país. Em 2004, a convite do presidente George W. Bush, Lula aceitou liderar das tropas. E a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), ocupou o país sob mandato da ONU, mas a direção política seguia com os EUA, Canadá e França. A missão, com contingentes de mais de 30 países, durou até 2017, deixando mais de 30 mil mortos e um rastro de destruição e violência contra a soberania do povo haitiano.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-16 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Laboratório de golpes: bolsonarismo e UPPs</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esse período, o Brasil enviou cerca de 37 mil soldados e oficiais ao Haiti. Vários comandantes da Minustah, posteriormente, ocuparam cargos importantes no governo Bolsonaro. Entre eles, Augusto Heleno, associado à operação que matou 63 haitianos em Cité Soleil em 2005 e posteriormente ministro-chefe do GSI; Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo; Luiz Eduardo Ramos, que comandou tropas no Haiti e depois foi ministro da Casa Civil; Floriano Peixoto, posteriormente secretário-geral da Presidência; e Edson Pujol, comandante da Minustah entre 2013 e 2014 e depois comandante do Exército. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, ex-ministro de Bolsonaro esteve no Haiti, assim como Fernando Azevedo e Silva, ex-ministro da Defesa e Otávio Rêgo Barros, depois porta-voz do governo Bolsonaro. Em 2011, o então ministro da Defesa no governo Lula, Nelson Jobim, afirmou que a atuação do Exército brasileiro no Haiti, voltada à “manutenção da lei e da ordem”, poderia ser aplicada no país. As operações no Haiti serviram como laboratório para intervenções militares no Brasil, incluindo as ações de GLO e as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) no Rio de Janeiro.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="723" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-1024x723.png" alt="" class="wp-image-22579" style="width:509px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-1024x723.png 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-150x106.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-300x212.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-767x542.png 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-323x228.png 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-212x150.png 212w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-1067x754.png 1067w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-695x491.png 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-99x70.png 99w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-226x160.png 226w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-311x220.png 311w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-355x251.png 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-369x261.png 369w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-544x384.png 544w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-687x485.png 687w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-821x580.png 821w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008.png 1492w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ato da campanha na Alesp em 2008</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-17 wp-block-paragraph" style="font-size:21px">‘<strong>Defender o Haiti é defender a nós mesmos’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes mesmo do envio das tropas, movimentos sociais, entidades estudantis e dirigentes sindicais e partidários se mobilizaram contra a participação brasileira e organizaram em maio de 2004 um Ato no Largo São Francisco, em SP. A campanha e a criação do comitê “Defender o Haiti é defender a nós mesmos”, numa das mais longevas campanhas impulsionadas pela corrente O Trabalho, teve ampla participação de entidades como o MST, Jubileu Sul, MNU, Conen, CMP e de dirigentes do PT e da CUT. Durante esses 13 anos foram realizadas dezenas de atividades nacionais e internacionais, no Brasil e no Haiti. Sindicalistas e parlamentares haitianos estiveram no país para denunciar a opressão e repressão das tropas contra o povo. Delegações internacionais estiveram na sede da ONU por duas vezes pedindo a retirada das tropas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="769" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-1024x769.png" alt="" class="wp-image-22580" style="aspect-ratio:1.3316487681617182;width:489px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-1024x769.png 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-300x225.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-150x113.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-767x576.png 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-79x59.png 79w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-199x149.png 199w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-323x243.png 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-479x360.png 479w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-695x522.png 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-1068x802.png 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-263x198.png 263w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-93x70.png 93w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-212x159.png 212w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-312x234.png 312w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-292x219.png 292w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-355x267.png 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-347x261.png 347w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-512x385.png 512w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-646x485.png 646w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-772x580.png 772w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito.png 1447w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Comissão Internacional de Investigação, patrocinada pelo escritor Eduardo Galeano, em 2009, no Haiti</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-18 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Minustah e terremoto devastam o Haiti</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2010, um terremoto matou cerca de 300 mil pessoas e deixou mais de 1 milhão de desabrigados. Segundo Omar R. Thomaz, professor da Unicamp que estava no Haiti no momento do terremoto, “o que vi foi a absoluta ausência de qualquer forma de ajuda. Fracasso de todo o aparato associado à ideia de ‘ajuda internacional’”. As tropas também foram responsáveis pela introdução do cólera no país, que matou mais de 7.500 pessoas e contaminou cerca de 600 mil.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-1024x768.png" alt="" class="wp-image-22581" style="width:515px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-1024x768.png 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-300x225.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-150x112.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-768x576.png 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-80x60.png 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-200x150.png 200w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-324x243.png 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-480x360.png 480w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-696x522.png 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-93x70.png 93w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-1068x801.png 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-264x198.png 264w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-213x160.png 213w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-313x235.png 313w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-356x267.png 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-293x220.png 293w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-348x261.png 348w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-513x385.png 513w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-648x486.png 648w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-773x580.png 773w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental.png 1448w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ato Continental em São Paulo (2011) reuniudelegações da Argentina, Bolívia, Estados Unidos, França, Haiti e Uruguai, além do Brasil (com 11 estados presentes)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As ONGs, que reinavam no país, eram alvo de sucessivas denúncias de desvios de recursos, inclusive a criada por Barack Obama, o ‘Fundo Clinton Bush’, cujas verbas nunca chegaram à população.A presença da Minustah também garantia a repressão contra os trabalhadores e o povo que se mobilizava com a superexploração do trabalho nas zonas francas e baixos salário &#8211; 3 dólares por dia &#8211; sem direito a férias ou descanso semanal.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="680" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-1024x680.png" alt="" class="wp-image-22582" style="width:539px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-1024x680.png 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-150x100.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-300x199.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-768x510.png 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-1536x1020.png 1536w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-324x215.png 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-696x462.png 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-1068x709.png 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-240x159.png 240w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-355x236.png 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-331x220.png 331w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-393x261.png 393w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-579x384.png 579w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-873x580.png 873w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-731x485.png 731w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013.png 1539w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Conferência Continental no Haiti reúne, em 2013, delegações da Argentina, Argélia, Brasil, Estados Unidos, El Salvador, França, Guadalupe, Martinica e México. Na delegação brasileira CUT, MNU e PT.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Foram as tropas também que garantiram os resultados de sucessivas eleições fraudulentas, que mantinha no poder, de fato, EUA, França e Canadá. Hoje, fruto dessa situação, uma crise aguda atinge o Haiti e desde o assassinato do presidente Jovenel Moise, em 2016, o cargo segue vago. O país foi dominado por violentas milícias paramilitares e gangues, que atuam nos bairros populares, aumentando a tragédia vivida pelos trabalhadores e pelo povo, que enfrentam a carestia e uma onda de demissões em massa, o que tem aumentado, ainda mais, a pobreza. Esse é o “legado’ de 13 anos de ocupação por tropas da ONU, do Haiti.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22583" style="width:397px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-768x1024.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-225x300.jpg 225w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-113x150.jpg 113w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-767x1023.jpg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-300x400.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-695x927.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-273x364.jpg 273w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1.jpg 778w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Audiência na sede da ONU em Nova Iorque (2017) pede a retirada das Tropas do Haiti. CUT, PT e parlamentares brasileiros e haitianos, junto com dirigentes dos EUA e Guadalupe.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Barbara Corrales</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/campanha-pela-retirada-das-tropas-do-haiti/">Campanha pela retirada das tropas do Haiti</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
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		<title>88 anos da 4ª Internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 15:08:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há 88 anos, num 3 de setembro, numa casa nos arredores de Paris, 30 delegados representando 12 países se reuniam para tomar uma decisão crucial, fundar uma nova internacional operária. Na base de uma texto programático escrito por Leon Trotsky desde seu exílio no México,&#160; &#8220;A Agonia do Capitalismo e as Tarefas da Quarta Internacional [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há 88 anos, num 3 de setembro, numa casa nos arredores de Paris, 30 delegados representando 12 países se reuniam para tomar uma decisão crucial, fundar uma nova internacional operária.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="500" height="232" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/oposicao-exilio-siberia-1.jpg" alt="" class="wp-image-22570" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/oposicao-exilio-siberia-1.jpg 500w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/oposicao-exilio-siberia-1-150x70.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/oposicao-exilio-siberia-1-300x139.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/oposicao-exilio-siberia-1-323x150.jpg 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/oposicao-exilio-siberia-1-356x165.jpg 356w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption class="wp-element-caption">Manifestação da oposição de Esquerda no exílio na Sibéria, 1928<br> </figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na base de uma texto programático escrito por Leon Trotsky desde seu exílio no México,&nbsp; &#8220;A Agonia do Capitalismo e as Tarefas da Quarta Internacional &#8211; A mobilização das massas em torno das reivindicações transitórias como preparação para a tomada do poder&#8221;,&nbsp; o Programa de Transição, decidiram fundar a 4ª Internacional.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="500" height="268" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/4-afr-sul.jpg" alt="" class="wp-image-22571" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/4-afr-sul.jpg 500w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/4-afr-sul-300x161.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/4-afr-sul-150x80.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/4-afr-sul-323x173.jpg 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/4-afr-sul-298x160.jpg 298w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/4-afr-sul-354x190.jpg 354w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/4-afr-sul-486x260.jpg 486w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption class="wp-element-caption">Célula da 4ª Internacional na África do Sul, final dos anos 30</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Pelos grupos sul-americanos, compareceu à Conferência de Fundação da 4ª Internacional Mário Pedrosa, cognome Lebrum.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="400" height="237" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/pedrosa.jpg" alt="" class="wp-image-22572" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/pedrosa.jpg 400w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/pedrosa-150x89.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/pedrosa-300x178.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/pedrosa-322x191.jpg 322w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/pedrosa-270x160.jpg 270w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/pedrosa-354x210.jpg 354w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption class="wp-element-caption">Mário Pedrosa (Lebrum)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em plena &#8220;meia-noite no século&#8221;, aquele punhado de militantes, premidos entre o fascismo e o domínio stalinista, remanescentes de um rosário de mortos tanto pela GPU stalinista quanto pela repressão nazifascista, decidiram que por mais precária que fosse sua condição, era necessário estabelecer e proteger o fio de continuidade do programa revolucionário: &#8220;o partido é o programa&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exilados da propria classe, sob fogo dos serviços secretos, a 4ª Internacional sofreu um golpe maior com o assassinato de Trotsky em 1940, praticado por um agente de Stalin.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conscientes da guerra que se aproximava (a 4ª foi a primeira a publicar um Manifesto de Alarme, prevenindo a classe trabalhadora da guerra), a 4ª Internacional agiu sob os princípios operários da luta contra a guerra imperialista. Dezenas de seus militantes, inclusive os que agiram clandestinamente dentro do proprio exército alemão, foram executados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O combate dos trotskistas pela organização independente da classe trabalhadora na via da revolução proletária, põe no centro hoje a luta contra a guerra, combustível vital do regime capitalista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>88 anos depois, 4ª Internacional vive e luta!</strong></p>
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		<title>Círculo de estudos Fúlvio Abramo &#124; Esquerdismo, e crítica à política estalinista do terceiro período &#8211; Jeffei Oliveira</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/esquerdismo-e-critica-a-politica-estalinista-do-terceiro-periodo-jeffei-oliveira/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=esquerdismo-e-critica-a-politica-estalinista-do-terceiro-periodo-jeffei-oliveira</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 13:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22559</guid>

					<description><![CDATA[<p>Apresentação: Júlio Turra Exposição: Jeffei Oliveira Tema: Esquerdismo, e crítica à política estalinista do terceiro período</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.youtube.com/@OTrabalho"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentação: Júlio Turra</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exposição: Jeffei Oliveira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tema: Esquerdismo, e crítica à política estalinista do terceiro período</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Por uma Reforma Política Radical! Manifesto aprovado no Encontro Nacional</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/por-uma-reforma-politica-radical-manifesto-aprovado-no-encontro-nacional/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-uma-reforma-politica-radical-manifesto-aprovado-no-encontro-nacional</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:39:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reunidos em São Paulo, 80 delegados (as) indicados em reuniões em 14 Estados, parlamentares do PT e do PSOL, lideranças sindicais e populares de diferentes origens, nos dirigimos a toda a militância para uma discussão urgente. O Brasil entra em período eleitoral frente a uma escalada de guerras – da Ucrânia ao Irã – cujo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Reunidos em São Paulo, 80 delegados (as) indicados em reuniões em 14 Estados, parlamentares do PT e do PSOL, lideranças sindicais e populares de diferentes origens, nos dirigimos a toda a militância para uma discussão urgente. O Brasil entra em período eleitoral frente a uma escalada de guerras – da Ucrânia ao Irã – cujo principal responsável é Donald Trump. Sequestrou Maduro, ameaça Cuba, e se ingeriu nas últimas eleições em vários países do continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é verdade que existe uma resistência, a começar dos Estados Unidos, em manifestações gigantescas contra as guerras, em defesa dos migrantes e pelos direitos. Com há ao longo do continente; O Brasil não fica à parte do tumulto, como se vê no abastecimento de combustíveis e fertilizantes. Trump adotou pesadas taxações unilaterais. Decretou caráter terrorista a grupos criminosos sinalizando intervenções, e está escalando atritos diplomáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário é desafiador para a reeleição de Lula e a eleição dos candidatos de esquerda em outubro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="778" height="438" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc.jpg" alt="" class="wp-image-22535" style="width:578px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc.jpg 778w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-767x432.jpg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-323x182.jpg 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-695x391.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-284x160.jpg 284w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-355x200.jpg 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-463x261.jpg 463w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-683x385.jpg 683w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A extrema-direita pretende atrair votos explorando um sentimento de frustração que existe. Afinal, houve certo crescimento e queda do desemprego, mas grande parcela do povo não sente melhorias substanciais – o salário não alcança os preços, os jovens só conseguem empregos com baixos salários e desregulamentados. Apesar dos programas sociais – como o recente Pé-de-Meia-, a desigualdade social é enorme: o 1% mais rico tem 37% da renda nacional e os 50% mais pobres só tem 9%!!!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mudar isso, é preciso enfrentar o sistema assentado no agronegócio, na mineração exportadora, nas Big Techs e no capital financeiro da Faria Lima. São eles que comandam o show no Congresso Nacional, amparados nos privilégios do judiciário, sob a sombra da tutela militar (Artigo 142). Lula deve ser o candidato antissistema, em que os super-ricos exploradores não pagam impostos, e o agronegócio faz as leis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema político está podre. O Congresso Nacional chantageia o governo e bloqueia pautas populares. As emendas parlamentares sequestraram o orçamento, amputaram os investimentos do governo, e aprofundaram a prevalência do poder econômico nas eleições. Elas distorcem e oligarquizam a representação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É inaceitável que o Senado nobiliárquico – câmara revisora herdada do Império – e que custa R$ 7 bilhões ao ano, bloqueie o fim da escala 6X1, um anseio de 70% do povo: Para que Senado?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As reformas populares não podem continuar sendo adiadas. A esquerda tem que lutar para incluir na agenda do novo governo a reversão das privatizações da Eletrobrás e do sistema Petrobrás; a revogação das contrarreformas trabalhista e previdenciária, e triplicar o salário mínimo rumo ao nível do Dieese; acabar com os privilégios no judiciário e no exército; estabelecer a soberania digital e a industrialização soberana das terras raras; generalizar a Casa da Mulher Brasileira; o fim da violência policial; destinar os recursos necessários para Saúde, Educação, Moradia e Reforma Agrária; acabar o arcabouço fiscal derrubando os juros que comem R$ 1 trilhão por ano; e criar o Imposto sobre Grandes Fortunas para financiar as despesas do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós vamos fazer a maior campanha eleitoral para Lula e os candidatos (as) da esquerda. Mas com as atuais regras eleitorais é muito difícil mudar a relação de forças no Congresso. E não serão as figuras do Centrão que fecharão o bloco das mudanças populares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta por uma Reforma Política Radical deve estar em debate na campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma reforma que institua, pelo menos, o financiamento público exclusivo de campanha, o voto em lista partidária pré-ordenada (gênero, raça e etnia), a revisão da desproporcionalidade da representação estadual, e o direito de voto ao migrante. Essa plataforma será desenvolvida com os aliados que teremos nos movimentos populares, associações, outras forças políticas e na opinião pública progressista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos juntos lutar pela reeleição de Lula e pela eleição de nossos (as) candidatos (as). Queremos uma ruptura pela via democrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentado pela mesa</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Genoíno Neto, ex-presidente do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rui Falcão, ex-presidente e deputado federal do PT-SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Markus Sokol, fundador do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luiza Erundina, deputada federal do PSOL-SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcos Pereira, Diretório Municipal do PT de Conde-PB</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, militante do PT-MG</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vereadora Carla Ayres, PT-Florianópolis</p>



<p class="wp-block-paragraph">Priscilla Chandretti, do Diretório Nacional do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprovado por aclamação</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>A HORA É AGORA!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A partir de agora a continuidade do Encontro Reforma Política Radical e Assembleia Constituinte é pela difusão do Manifesto aprovado. Em todos os lugares, nas atividades da campanha eleitora, discussão com os militantes e com o povo, o Manifesto pode &#8211; e deve &#8211; ser distribuído pelas candidaturas e militantes que apoiam a iniciativa. A hora é agora de levantar a Reforma Política Radical, com faixa e nos tradicionais pirulitos do Diálogo e Ação Petista. Nas eleições cada vez mais setores dos trabalhadores e da juventude se perguntam como será o futuro do país, uma vez Lula eleito, como conseguirá levar à frente as transformações necessárias para aplicar um programa que favorece a maioria do povo diante do atual sistema político podre. É com esse sentimento legítimo que o Manifesto apresenta uma saída política, radical, democrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Associe-se pelo link</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-20 wp-block-paragraph"><a href="https://reformaradical.com.br">reformaradical.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Começaram os 45 dias decisivos: o que está em jogo nessas eleições?</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/eleicoes-comecaram-os-45-dias-decisivos-e-necessario-fazer-o-que-ainda-nao-foi-feito-e-preciso-dize-lo-ao-povo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=eleicoes-comecaram-os-45-dias-decisivos-e-necessario-fazer-o-que-ainda-nao-foi-feito-e-preciso-dize-lo-ao-povo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entramos na reta final da disputa eleitoral. São os 45 dias da campanha dita “oficial”. Em poucos dias teremos programas de TV, os anúncios etc. As pesquisas espontâneas indicam que cerca de 50% não escolheu candidato à presidente. O que pode mostrar certo grau de indiferença à polarização e até mesmo à rejeição aos candidatos. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br>Entramos na reta final da disputa eleitoral. São os 45 dias da campanha dita “oficial”. Em poucos dias teremos programas de TV, os anúncios etc. As pesquisas espontâneas indicam que cerca de 50% não escolheu candidato à presidente. O que pode mostrar certo grau de indiferença à polarização e até mesmo à rejeição aos candidatos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-25 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Nada está resolvido</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário mostra, portanto, que nada está resolvido. As eleições estão por ser vencidas e a pergunta é: não teria chegado a hora de dizer claramente ao povo a que viemos e, como se diz, ganhar milhões de corações e mentes? Evidentemente o cenário é difícil. Vivemos as consequências da crise mundial que atinge praticamente todos os países, há as guerras e a há também a ofensiva do Trump sobre o continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a tudo isso, a defesa da soberania nacional é mais que uma necessidade, merece ser explicada e traduzida em medidas concretas. De maneira exatamente contrária a do que fez o Ministro da Defesa, José Múcio, que, frente a uma hipotética invasão dos EUA ao Brasil, chama a “abrir a porta” para Trump! Também é preciso dizer que não ajuda nada o ouvir o Ministro da Fazenda, Dario Durigan defender a continuidade do Arcabouço fiscal no próximo governo de Lula. São declarações desmobilizam a militância e jogam água fria na campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não precisamos do governo Lula 4 nem para se submeter aos EUA e nem para agradar o mercado. O caminho é outro! No último 2 de agosto, na convenção do PT, Lula criticou o fundo partidário e as emendas parlamentes e afirmou que no quarto mandato, quer o Lulinha que vai fazer o que a gente ainda não fez e que prefere o Lulinha porreta. Não será esse é o caminho?</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-26 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Frente a ingerência, soberania</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca na história recente a ingerência do imperialismo nas eleições foi tão explícita, assim como alinhamento a Trump dos candidatos de direita foi tão descarado. São as exigências do grande capital. Isso, o povo percebe. Nossa obrigação é explicar a situação, suas consequências e como enfrentá-la, ir até o fim na defesa na soberania. Soberania que, para ser efetiva, precisa ser apoiada e ter a participação do povo – bem como estar ligada aos seus direitos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-27 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Somos antissistema</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="778" height="586" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c.jpg" alt="" class="wp-image-22522" style="width:521px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c.jpg 778w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-300x226.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-199x150.jpg 199w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-767x578.jpg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-79x59.jpg 79w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-324x244.jpg 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-477x359.jpg 477w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-92x69.jpg 92w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-696x524.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-262x197.jpg 262w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-311x234.jpg 311w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-212x160.jpg 212w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-292x220.jpg 292w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-356x268.jpg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-346x261.jpg 346w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-511x385.jpg 511w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-645x486.jpg 645w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-770x580.jpg 770w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>É preciso também entender que depois de quatro governos e meio do PT – um interrompido pelo golpe – é inevitável que parte do povo nos veja como parte do sistema. E não sem razão. Afinal, as reformas de fundo, as que realmente interessam ao povo não avançaram. Nem mesmo as ditas “reformas” que retiraram direitos &#8211; como a trabalhista e da previdência &#8211; foram revogadas. Pior, nem mesmo se tentou.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-28 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Lançamento em São Bernardo do Campo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No último dia 16, aconteceu o ato de lançamento da campanha de Lula na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo/SP. Simbólico, na busca por se reconectar com a luta de quase 50 anos da história recente, a frase do locutor que antecedeu a fala de Lula foi “a luta continua!”. De fato, 47 anos depois das poderosas greves do ABC, que abriram as portas para construir um partido e por fim a ditadura, seguimos perseguindo os mesmos objetivos: a soberania e o direito de autodeterminação. A democracia, expressão da vontade soberana do povo e um futuro digno para as novas e velhas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não é errado enaltecer os feitos – que são muitos – é preciso ter a humildade de reconhecer que a vida segue difícil para milhões. Caiu o desemprego, mas os salários são baixos, o trabalho é cada vez mais precário e sem direitos. O serviço público segue sendo desmontado enquanto a terceirização avança. Tem cada vez mais polícia na rua, mas a violência contra os pobres, negros, jovens e mulheres só cresce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser radical é ter raízes. Hoje, ser é radical é defender verdadeiras reformas para mudar a vida do povo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laércio Barbosa</strong></p>
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		<title>Equador: um golpe sem tanques</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 19:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 18 de agosto o comitê internacional do DSA – Socialistas Democráticos da América – dos Estados Unidos emitiu uma declaração intitulada “Equador: quando os juízes se unem a uma das equipes”. “O que está sucedendo no Equador é um golpe de Estado levado a cabo sem tanques”, diz a declaração, explicando que o governo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em 18 de agosto o comitê internacional do DSA – Socialistas Democráticos da América – dos Estados Unidos emitiu uma declaração intitulada “Equador: quando os juízes se unem a uma das equipes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que está sucedendo no Equador é um golpe de Estado levado a cabo sem tanques”, diz a declaração, explicando que o governo do direitista Daniel Noboa está utilizando conselhos eleitorais e tribunais que controla para eliminar qualquer possibilidade da oposição, em particular a Revolução Cidadã (RC) do ex-presidente Rafael Correa, agir no terreno político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 15 de julho, o Conselho Nacional Eleitoral negou-se a publicar os formulários para recolher assinaturas para um referendo revocatório de Noboa – um direito inscrito na Constituição adotada em 2008 durante o mandato de Correa – inviabilizando a iniciativa da oposição. Dias antes o Tribunal Constitucional havia se negado a considerar uma apelação feita pela Revolução Cidadã contra a sua própria suspensão como organização política. Na sequência o mesmo tribunal suspendeu o movimento AMIGO, sob o qual a suspensa RC pretendia apresentar candidatos às eleições regionais de 29 de novembro, um dia antes da data limite para a inscrição de listas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como afirmou a declaração do DSA: “o resultado é o que busca todo golpe de Estado: um governo que já não precisa enfrentar os seus oponentes em igualdade de condições.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22510" style="width:574px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-1024x576.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-768x432.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-747x420.jpg 747w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-696x392.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-1068x601.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Trump e Noboa em Washington</em></p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-30 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Reação de Correa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente Correa reagindo, desde o seu exílio na Bélgica, ao anúncio do fechamento do escritório de coordenação da bancada de seu partido no parlamento, ocorrido em 18 de agosto, postou no X a seguinte mensagem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A RC 5 (sigla de Revolução Cidadã), o maior partido do Equador, não terá mais escritório no Palácio Legislativo. Isso nunca se viu. Vivemos uma verdadeira ditadura. Nos governam delinquentes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente Daniel Noboa, parceiro de Trump no “Escudo das Américas”, que convidou os EUA a agir em conjunto com a polícia e exército de seu país no combate aos “narcotraficantes”, estava no mesmo 18 de agosto em visita à China, onde foi recebido por Xi Jinping que falou no “direito dos países da América Latina a fazer respeitar a sua independência”. Um conselho que certamente não será seguido pelo atual presidente do Equador.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Julio Turra</strong></p>
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		<title>A atualidade de Trotsky sobre as revoluções, no 86º aniversário de seu assassinato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 18:48:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A característica mais indiscutível das revoluções é a intervenção direta das massas nos acontecimentos históricos. Em tempos normais, o Estado, seja ele monárquico ou democrático, está acima da nação; a história fica a cargo dos especialistas nessa área: os monarcas, os ministros, os burocratas, os parlamentares, os jornalistas. Mas, nos momentos decisivos, quando a ordem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“A característica mais indiscutível das revoluções é a intervenção direta das massas nos acontecimentos históricos. Em tempos normais, o Estado, seja ele monárquico ou democrático, está acima da nação; a história fica a cargo dos especialistas nessa área: os monarcas, os ministros, os burocratas, os parlamentares, os jornalistas. Mas, nos momentos decisivos, quando a ordem estabelecida se torna insuportável para as massas, estas rompem as barreiras que as separam da arena política, derrubam seus representantes tradicionais e, com sua intervenção, criam um ponto de partida para o novo regime. Deixemos que os moralistas julguem se isso é certo ou errado. Para nós, basta considerar os fatos tal como nos são apresentados por seu desenrolar objetivo. A história das revoluções é para nós, acima de tudo, a história da irrupção violenta das massas no governo de seus próprios destinos (…) Será que as massas, metralhadas em seus subúrbios, recuarão? Não; não se retirarão, pois querem conquistar o que lhes pertence.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trotsky (1929-32); História da Revolução Russa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="700" height="524" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2.jpg" alt="" class="wp-image-22503" style="width:512px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2.jpg 700w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-300x225.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-150x112.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-561x420.jpg 561w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-80x60.jpg 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-696x521.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-265x198.jpg 265w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em 20 de agosto de 1940, Trotsky foi atacado por um agente stalinista, Ramón Mercader, vindo a falecer no dia seguinte (Mercader foi condecorado como “Herói da União Soviética” e recebeu a “Ordem de Lênin” em 1960, durante a suposta “desestalinização”). Ninguém com boas intenções e o conhecimento mais elementar pode questionar que ele foi assassinado por ser um revolucionário, por sua luta incansável pela revolução. Por sua dimensão mundial. A revolução, o único meio de sair da barbárie à qual conduz a sobrevivência do capitalismo, para concluir a transição para uma sociedade saudável, na qual a produção seja orientada para o bem-estar da população e não para o lucro privado; ou seja, para uma sociedade comunista. Neste novo aniversário do crime, a situação mundial é tão grave, com as guerras e o militarismo no centro da agenda imperialista, que não apenas justifica abordar as contribuições de Trotsky sobre as revoluções, tanto teóricas quanto práticas, mas exige isso.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-35 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Porque falar em revolução não é uma questão do passado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A gravidade da situação pode ser resumida como uma autêntica “crise da humanidade”, a formulação com a qual se inicia o programa com o qual foi criada a 4ª Internacional em 1938 (diante da impossibilidade de recuperar a 3ª Internacional, já abertamente colaboradora do imperialismo contra toda orientação revolucionária, como a Revolução Espanhola acabara de revelar com trágica clareza). A população mundial é de 8,3 bilhões de pessoas. Dessas, 645 milhões passam fome (FAO); 186 milhões estão desempregados e seriam necessários 408 milhões de empregos para que todas as pessoas que precisam trabalhem; 257 milhões de jovens entre 15 e 24 anos — 20% — não trabalham, nem estudam, nem recebem formação (OIT); mais de 2 bilhões carecem de serviços básicos e cerca de 2,8 bilhões não têm moradia adequada (OMS, UNICEF, ONU); 750 milhões de adultos sofrem de analfabetismo (UNESCO); 1,18 bilhão sofria de algum transtorno mental em 2023 — 95,5% a mais do que em 1990 — (OMS); uma em cada dez hectares de floresta foi desmatada entre 1990 e 2020 (FAO) e 34% de todas as terras agrícolas do mundo já apresentam degradação moderada ou grave (Relatório SOLAW, FAO); em todo o mundo, as trabalhadoras recebem apenas metade — 52,4% — da renda trabalhista dos homens (OIT). As guerras seguem assolando os povos e a UE reconhece que, desde 2014, 80 mil migrantes morreram no Mediterrâneo.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-36 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Crise da humanidade? Sim, as forças produtivas deixaram de crescer</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O que fazer? Primeiro, ao mesmo tempo em que nos mobilizamos, conhecer a causa do sofrimento. Esses dados revelam que se trata de uma autêntica crise da humanidade, e falamos de barbárie porque tudo o que foi apontado se refere à atualidade, ou seja, já bem avançado o século XXI. Quando a produtividade alcançada graças ao trabalho humano, passado e presente, torna tecnicamente possível a solução de todos esses problemas. Um bom exemplo é o da fome, já que a própria FAO calcula que, no mundo, são produzidos alimentos com os quais se poderia alimentar 12 bilhões de pessoas. Portanto, não se trata de um problema de gestão, de azar, de inevitabilidade, mas sim de que, como escreve Marx em O Capital, “o capital vem ao mundo escorrendo sangue e lama por todos os poros, da cabeça aos pés” e assim continua. Sob o capitalismo, tornou-se possível um enorme desenvolvimento das forças produtivas. Enorme e também brutal, ao basear-se tanto na exploração do trabalho quanto na pilhagem e na devastação colonial. Mas em seu estágio imperialista, desde o início do século XX, as tensões sobre as forças produtivas se intensificam e, já hoje, sua destruição se torna sistemática: crises, guerras, destruição dos meios de subsistência dos povos e desvalorização da força de trabalho. A causa? As leis do capitalismo e, em particular, aquela que Marx denomina a lei geral da acumulação capitalista, “que produz uma acumulação de miséria proporcional à acumulação de capital”. É necessário, portanto, superar o capitalismo, o que só poderá ser realizado por via revolucionária, pois nunca na história a classe dominante concordou de bom grado em renunciar aos seus privilégios.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-37 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Que tipo de organização é necessária?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sentido de se falar hoje em revolução se revela com clareza à luz do exposto, o que implica, de igual forma, que continuarão a ocorrer explosões sociais, com elementos pré-revolucionários e/ou abertamente revolucionários. O que determina que uma explosão social, com conteúdo revolucionário, se concretize de fato, que a revolução triunfe e se inicie um processo de transição para outro tipo de sociedade, superior? Em 1940, Trotsky já havia explicado isso no caso da Rússia, em sua História da Revolução Russa (1929-1932): “sem uma organização dirigente, a energia das massas se dissiparia, assim como se dissipa o vapor não contido em uma caldeira. Mas, seja como<br>for, o que impulsiona o movimento não é a caldeira nem o pistão, mas o vapor”. Daí a frase do início do Programa de Transição (1938): “a crise histórica da humanidade se resume à crise da liderança revolucionária”. E, em 1940, escreveu um artigo que ficou inacabado devido ao seu assassinato: Classe, partido, direção. Nele, referindo-se à Revolução Espanhola, explica dialeticamente o que aconteceu, em contraposição ao repetido mecanismo interessado de culpar as massas pela derrota da revolução (as mesmas massas que a colocaram em marcha!), para exonerar as direções de sua responsabilidade: “As massas improvisaram milícias e criaram comitês operários, cidadelas de sua própria ditadura (…) as organizações dirigentes do proletariado ajudaram a burguesia a dissolver esses comitês, a pôr fim aos ataques dos trabalhadores contra a propriedade privada e a subordinar as milícias operárias à direção da burguesia e, para completar, com o POUM participando do governo, assumindo assim diretamente sua responsabilidade no trabalho da contrarrevolução (…) embora as massas tenham adotado uma linha correta, não foram capazes de romper a coalizão de socialistas, comunistas, anarquistas e do POUM com a burguesia”.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="653" height="444" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky.webp" alt="" class="wp-image-22504" style="width:561px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky.webp 653w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-300x204.webp 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-150x102.webp 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-618x420.webp 618w" sizes="(max-width: 653px) 100vw, 653px" /></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-38 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>O significado da figura de Trotsky</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu assassinato coroa a perseguição que ele sofreu desde sua expulsão do partido em novembro de 1927, seu exílio interno em janeiro de 1928 e sua expulsão da URSS em fevereiro de 1929. No capítulo final, “Planeta sem visto”, de sua autobiografia, Minha Vida, ele caracteriza com ironia e, ao mesmo tempo, rigor, o que simboliza viver sem documentos no mundo capitalista, questão que hoje atinge os níveis trágicos vividos novamente há alguns dias em Ceuta, o enclave colonial espanhol na África. Nas palavras de Trotsky: “aquele que menos pode contar com a concessão de asilo é quem mais precisa dele”. Diante da barbárie imperialista, o direito de emigrar é, mais do que nunca, um elemento positivo de ruptura contra esse sistema de guerra e destruição. A atuação dos Estados hoje, desde o ICE de Trump até a Frontex da UE, corrobora suas palavras que apontam, inequivocamente, a necessidade de uma ruptura com a ordem imperialista, a necessidade da revolução: “por toda parte ouço dizer que meu vício mais imperdoável é a falta de fé na democracia. Quem sabe quantos artigos e até livros já foram escritos sobre esse tema! Mas o fato é que, quando me ocorre pedir que me deem uma lição prática de democracia, todo mundo se esquiva. Nem um único país em todo o planeta que se disponha a carimbar o visto no meu passaporte! E, sendo assim, querem me fazer acreditar que aquela outra disputa, imensamente mais importante e mais sangrenta, que é a disputa entre os que possuem e os despossuídos, poderá ser resolvida aplicando-se com rigor exímio os hábitos e as formas da democracia?”. Embora as contribuições de Trotsky se manifestem em diversos campos, tanto teóricos quanto práticos, neste 86º aniversário de seu assassinato, reivindicamos em especial seu legado sobre as revoluções, “a locomotiva da história”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Texto publicado na Carta Semanal do POSI (Partido Obrero Socialista Internacionalista) da Espanha (trechos)</strong></p>
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