Luta pela testagem: PL é aprovado em Volta Redonda (RJ), e Calçadistas da Bahia exigem testes

Atividade em Volta Redonda

A luta pela testagem em massa e rastreio continua em todo o país. Em Volta Redonda cidade do interior do Rio de Janeiro e sede da CSN o Projeto de lei que obriga a realização de testagem em massa foi apresentado pelo vereador Walmir Victor (PT) e aprovado na câmara municipal.

Militantes do Diálogo e Ação Petista e do diretório local agora estão na batalha para que o prefeito Neto (DEM) sancione e aplique a lei.

Na porta de uma fábrica em Vitória da Conquista (BA)
Na porta de uma fábrica em Vitória da Conquista (BA)

Seguindo todos os protocolos de segurança, o núcleo do de Volta Redonda/RJ promoveu coleta de adesões ao abaixo-assinado no fim de semana de 27 e 28 de março. As coletas de adesões foram realizadas nas feiras livres dos bairros Aterrado e Vila Santa Cecília. Nessa atividade foram obtidas mais de 350 assinaturas por meios físico e digital.

Já na Bahia, em Vitória da Conquista, nos dias 26 e 27 de março, militantes do PT membros do Diálogo e Ação Petista, juntamente com dirigentes do sindicato dos calçadistas, realizaram uma coleta de assinatura para Projeto de Lei de testagem em massa para COVID-19 na porta de uma grande fábrica de calçados na cidade.

Presente na atividade, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Calçados do Estado da Bahia (Sintracal), Edmilson Oliveira, informou que há denúncias de contaminação na fábrica e mensagens chegam constantemente para os dirigentes sindicais informando sobre a calamidade da situação.

Segundo Edmilson, a empresa está testando as pessoas que apresentam sintomas e afastando do trabalho os doentes. Mas ele questiona: “e os que não apresentam sintomas e transmitem para os outros? Além disso, os ônibus contratados pela empresa para o transporte do pessoal apresentam riscos por conta da lotação excessiva. Por isso o sindicato exige mais ônibus e testagem para todos, independentemente de apresentarem ou não sintomas”.

O abaixo-assinado teve muito boa adesão. Ao assinar o documento uma operária falou: “é preciso essa testagem e mais medidas de segurança na fábrica. Seria bom mesmo dispensar a gente por uns dias. Estamos com muito medo.”

Trabalhadora assina abaixo assinado
Trabalhadora assina abaixo assinado
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