Não à guerra!

Coluna da JR do PT no ato de 8 de março em Juiz de Fora (MG)

É o que defende a Juventude Revolução do PT em posição pública. A construção desse futuro passa por enfrentar hoje esse sistema capitalista em agonia com suas diversas faces. Em seus encontros e plenárias, os militantes da JR do PT cantam juntos a palavra-de-ordem: “Sou contra a guerra, a exploração, sou Juventude Revolução!” Isso porque a juventude sabe que a guerra não interessa ao povo!

A guerra leva milhões de jovens a doarem suas vidas por objetivos e ideais que não são seus. Outros tantos são seduzidos a tomar um lado na disputa. Diversas justificativas para isso são criadas, disfarçando a origem verdadeira do problema: o sistema em crise! Como explica a nota da JRdoPT: “A quem interessa essa guerra? Nos colocamos ao lado do povo oprimido ucraniano que sofre com uma guerra que não é sua. Dos jovens que estão sendo enviados para morrer nessa guerra e dos outros milhares que estão sendo impedidos de sair do país. Assim como se coloca ao lado do povo russo que foi às ruas em atos contra esta guerra patrocinada por EUA, Otan e Putin. Nos colocamos ao lado dos jovens soldados russos que também são enviados à morte, pois, na guerra, quem morre são os trabalhadores e filhos dos trabalhadores, defendendo interesses que não são seus”.

O imperialismo alimenta e gera conflitos entre povos para justificar a guerra e a destruição. Por trás de tudo, os interesses e as disputas econômicas. É o que está em jogo na Ucrânia. Disputa de mercados até as últimas consequências, jogando a humanidade num beco sem saída como destaca a nota: “O que está por trás desta guerra é a crise deste sistema podre. O mercado mundial está em colapso desde a crise de 2008, faltam mercados para escoar toda a produção e, com um sistema em crise que precisa criar novos mercados, somos levados à barbárie, apelando para guerra. É importante termos firmes em nossas cabeças que, por trás deste conflito, há um cheiro de gás!”.

Desviar das armadilhas
Seria o caso, para os jovens, de apoiar a invasão de Putin na Ucrânia porque seria ele uma peça de resistência contra o “imperialismo maior” dos EUA? Nessa via equivocada alguns chegam a associá-lo ao socialismo soviético do qual o poder atual não tem um fio de DNA. Ao contrário do que vemos e ouvimos em diversos lugares, Putin não representa uma “resistência ao imperialismo americano”, pelo contrário, Putin é a personificação de todo o processo de destruição e burocratização sofrido pela URSS.

De outro lado, valeria vestir a camisa da “democracia” da ONU, Otan e União Europeia contra o autoritarismo russo? A ONU tenta levar a cabo um tipo de consenso (com patrões, trabalhadores, governos, sindicatos e etc.) para “salvar” o mundo. Não podemos esquecer que essa ONU, que se diz “defensora da paz”, é a mesma que fecha os olhos para o que acontece na Palestina. É a mesma que ocupou o Haiti em “missão de paz” e é a mesma que viu centenas de milhares de mortos nos últimos anos em guerras promovidas pelos EUA no Iraque, Afeganistão, Síria, entre outros. Por que devemos, então, estar do lado de qualquer um deles?

A nota concluiu afirmando que “uma verdadeira organização de jovens, que quer acabar com a exploração e com o sistema capitalista, não pode estar ao lado de uma guerra que não defende os interesses dos povos! Por isso afirmamos: não à guerra! Por um futuro à juventude sem guerras e exploração! Abaixo o sistema capitalista, responsável por esta crise”!

Katrina e Kris

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