No Peru, Pedro Castillo presidente!

Em 6 de junho, o 2º turno eleitoral com o país polarizado

Um comício na noite de quinta (3) reuniu milhares de pessoas no encerramento da campanha do professor Pedro Castillo, candidato à presidente do Peru.

No país vizinho, a Corrente Socialista Internacionalista (CSI), seção peruana da 4ª Internacional, tomou a iniciativa de propor, através de seus militantes que ocupam posições no movimento sindical e popular, a “Carta Aberta ao professor Pedro Castillo Terrones, candidato à Presidência da República”.

Mais de 60 dirigentes de todos os níveis da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru), de outras federações e sindicatos, de organizações populares e da juventude, foram os primeiros a firmar essa Carta Aberta, que se conclui reiterando “ao candidato Pedro Castillo que materialize, desde o novo governo ao ganhar o 2º turno, a convocação de uma Assembleia Constituinte Soberana que resolva as reivindicações centrais da plataforma antes enunciada, as mesmas que surgiram das lutas e mobilizações dos trabalhadores e do povo. Para contribuir para esses objetivos, nos comprometemos a constituir comitês de ampla unidade para defender o voto, bem como para enfrentar os ataques dos inimigos dos trabalhadores e da maioria da nação ao candidato do partido Peru Livre”.

Abaixo trechos do editorial do jornal “El Trabajo” do mês de maio:

Votar por Castillo para convocar a Assembleia Constituinte
“O povo da Colômbia acaba de sublevar-se contra o governo de Iván Duque (…). Apoiamos essa luta que amplia a resistência crescente das massas no mundo e em particular nas Américas: EUA com o movimento negro e os milhões de desempregados, Haiti, Chile, Bolívia, Peru…

A Covid-19 continua matando a mais de 170 mil cidadãos, com a maioria nacional sem infraestrutura sanitária, oxigênio, leitos de UTI e testes; cresce a raiva dos sete milhões de desempregados e a resistência dos trabalhadores.

É o rechaço a esta situação que se expressou como voto de protesto nas eleições de 11 de abril e no ‘fenômeno Castillo’, golpeando todas as organizações de ‘direita’ e ‘esquerda’ do sistema político burguês …

Hoje o país está em polarização crescente, sobre um vulcão, com Pedro Castillo retomando o grito das ruas por uma Assembleia Constituinte, enquanto Keiko Fujimori, o FMI e os patrões dizem que irão defender a ferro e fogo a Constituição de 1993, forjada por seu pai com o apoio da OEA e o aval de todas as organizações submetidas ao imperialismo dos EUA. Polarização que se aprofunda quando, de um lado, López Aliaga, aliado do fujimorismo e porta-voz da direita e do imperialismo, instiga num comício: ‘Morte ao comunismo, morte a Castillo!’, alentando assim uma guerra civil. De outro lado, setores amplos da população, de forma espontânea, bloqueiam os comícios de Keiko Fukimori, candidata de toda a burguesia e do capital imperialista para garantir a continuidade de seus lucros…

Militante com El Trabajo

O jornal ‘El Trabajo’, que luta por uma Assembleia Constituinte Soberana que resolva as reivindicações dos trabalhadores e a soberania da nação, toma posição a favor do voto em Pedro Castillo no 2º turno e, junto a todos os dirigentes do movimento sindical e popular que firmaram a Carta Aberta a Pedro Castillo, convoca nossos leitores e os círculos de ‘El Trabajo’ a constituírem Comitês de ampla unidade pela vitória de Pedro Castillo, para que se cumpra com a plataforma de reivindicações prometida ao povo peruano em sua campanha eleitoral.”

Correspondente

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