“Pela Constituinte, eu quero Lula lá!”

Dezenas de jovens de 10 estados se reuniram em São Paulo no dia 2 de julho para debater a luta por uma saída para a situação de catástrofe que vive a juventude. O caos não é acidental, mas produto da política do governo e das instituições a serviço do capitalismo. Dizia a convocatória: “não dá mais, as coisas precisam mudar”!

Com esses não dá mais!
O debate se concentrou na luta por uma alternativa política frente a uma crise do sistema que não traz perspectivas. A cada dia, menos jovens acreditam que verdadeiras mudanças positivas venham dos podres poderes. Nas discussões aprofundou-se que a bandeira da Constituinte e a campanha de Lula podem se entranhar em cada lugar. Uma primeira conclusão é de que existe vontade de mudança, que se expressou nas mobilizações de 2021 e, também, na emissão de títulos de eleitor esse ano.

Pesquisas apontam que a rejeição a Bolsonaro é grande, e que se estende às instituições como o Congresso, à Justiça, às Forças Armadas e aos partidos políticos. A Constituinte é necessária para superar a ordem atual que empurra a juventude ao abismo.

“A gente merece mais que isso”
A falta de acesso à educação complementa a precarização do trabalho. A questão foi sentida na fala de Cárita Luísa, jovem de Rondonópolis, Mato Grosso: “Eu me sinto pressionada estudando porque o vestibular é muito difícil, e quando procuro o que fazer para descontrair só tem bares e igrejas na cidade, nada novo e estimulante. A gente merece mais que isso”.

Henrique, artista do Gama, DF, reforçou: “Precisamos pautar o acesso da juventude à cultura e ao lazer nos bairros. Isso tem que estar na nossa luta. A cultura e a arte também são ferramentas importantes de mobilização”. Um futuro com educação, emprego, lazer e cultura é o que queremos com um novo governo e novas instituições.

Para reconstruir e transformar!
A ofensiva contra os direitos vem de antes. Para Gabriel Lima, estudante da UnB: “Desde 2017, com Temer, já avançava o EAD em cursos presenciais, que precariza o ensino e as condições de trabalho”.

A pandemia foi a desculpa para o ensino remoto que deixou a educação em frangalhos, e para os governos passarem a tesoura na verba. Bolsonaro alega a necessidade de cumprir o Teto de Gastos, aprovado em 2016.

Estudantes exigem a reversão dos cortes, como vimos em 9 de junho, apesar da mobilização banho-maria da UNE/UBES. É necessário revogar a Emenda Constitucional 95 para retomar o investimento, algo muito improvável no Congresso eleito pela força do dinheiro. A Constituinte também é necessária para avançar com medidas profundas, como a revogação da reforma trabalhista e a desmilitarização das PMs.

Eu tô com lula, não abro mão, Constituinte pra mudar essa nação
A Plenária adotou uma resolução política (íntegra no site da JRdoPT www.juventuderevolucao.com.br), elegeu um novo Conselho Nacional e adotou por unanimidade uma moção de solidariedade ao vereador de Curitiba, Renato Freitas (PT), contra a injusta cassação do seu mandato.

Após finalizarem os trabalhos, os jovens seguiram em marcha pelas ruas de São Paulo até a Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, onde participaram do ato nacional convocado pelo Diálogo e Ação Petista. O apoio das ruas e a animação do plenário do ato foram contagiantes. Como disse um jovem da Baixada no RJ: “Arrepiamos tudo. Sensação muito boa. Os jovens têm que vir, tem que votar, tem que conhecer, tem que participar mais das coisas, do que tá acontecendo no mundo. É uma energia muito boa, papo reto. Eu tô com lula, não abro mão, constituinte pra mudar essa nação”.

Na volta da plenária os núcleos da JR preparam atividades de prestação de contas para se armar e enfrentar os desafios à frente.

Katrina

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