Plenária Nacional da JR do PT: “Nossa esperança é a nossa luta”

Militantes do núcleo da JR do Gama (DF) reuniram-se presencialmente para participar da plenária híbrida

No dia 11 de setembro a Juventude Revolução do PT realizou sua plenária com delegados eleitos e convidados de núcleos em vários estados. Uma coisa boa foi o formato híbrido, o que permitiu que algumas delegações se reunissem num espaço presencial nos municípios, para acompanharem juntos a transmissão.

No centro do debate esteve a continuidade da luta por um futuro digno para a juventude que hoje é sufocada na crise que o governo genocida alimenta. Jovens vêm se expressando nas ruas em protestos desde maio exigindo melhores condições de vida e o fim do governo. Ajudar esse movimento alimentando lutas concretas em cada cidade foi a principal decisão da plenária (íntegra das resoluções no site www.juventuderevolucao.com.br).

Várias pautas como a defesa do ensino presencial e experiências como panfletagens, oficinas e outros eventos, foram trocadas pelos delegados nos grupos de discussão.

Empregos com direitos! Basta de genocídio!
Os jovens estão à mercê do desemprego e sem acesso a equipamentos de cultura e lazer. A redução de direitos trabalhistas e a uberização, ou seja, emprego sem direitos. Em muitos lugares a presença do Estado só se vê nas viaturas da polícia militar o que tem aumentado o genocídio da juventude negra. Basta disso!

No núcleo de Ocidental, cidade do entorno do Distrito Federal, a jovem Analú relatou que a violência é um dos principais problemas que o núcleo enfrenta. O caso de um jovem negro que foi abordado pela Polícia Militar numa praça enquanto apenas manobrava sua bike foi lembrado. Ela disse: “A luta pelo fim dessa violência policial é essencial para discutirmos um futuro com emprego e educação no bairro”. O núcleo realizou um ato nessa praça com pautas locais e por Fora Bolsonaro no último mês.

Pra estudar e trabalhar, o busão tem que rodar
A questão do transporte apareceu ligada aos problemas da juventude em vários aspectos, seja no retorno presencial das aulas, seja na possibilidade de acessar cultura e lazer, seja na busca por emprego digno. No geral, prefeituras e governos aproveitaram a pandemia para reduzir as frotas. A bandeira da ampliação de linhas apareceu em várias cidades. A jovem Naomi de Joinville/SC afirmou: “Discutimos no nosso núcleo que é preciso ampliar os horários do transporte público para a retomada do ensino presencial. Decidimos realizar um abaixo assinado junto aos estudantes para exigir essa pauta da prefeitura”. A luta por passe livre também é uma pauta quente que pode ser levada a frente como fez o núcleo de Maceió recentemente.

Seguir lutando por Fora Bolsonaro e seus generais
No diálogo com os jovens no dia a dia vê-se que as principais demandas são bloqueadas por esse governo genocida que afunda o país na crise. A saída dessa situação não virá do Congresso, nem do judiciário que não querem tirar Bolsonaro, são cúmplices, mesmo que às vezes briguem.

É na luta cotidiana em cada bairro, escolas e universidades que se deve mobilizar e ampliar a força da juventude e do povo para ocupar as ruas e derrubar o genocida e seus generais para abrir uma saída política em meio a crise institucional. Com esse sentimento e muita disposição os núcleos mobilizam para reuniões amplas e presenciais para prestar contas da plenária e continuar a batalha. Como disse Karolayne de Alagoas “Esperar o tempo passar não nos leva a lugar nenhum. A nossa esperança é a nossa luta”.

Katrina

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