Serviço Funerário: pressão de servidores evita arrocho

O senado votou dia 02 de maio, o PL 039/20 que trata da ajuda aos estados e municípios e como contrapartida estabeleceu o congelamento de salários e carreiras de servidores até dezembro de 2021 excetuando apenas trabalhadores da saúde, segurança e militares. Em função de emendas na câmara, algumas categorias foram incluídas entre as exceções como  trabalhadores da limpeza pública, assistência social e da educação.

Na volta ao Senado, senadores apenas apreciariam a inclusão ou não desses servidores. E o serviço funerário que é essencial ficaria de fora.

Diante desse impasse, desde a manhã dirigentes do SINDSEP, João e Manoel gravaram vídeos no cemitério da Vila Formosa juntos aos sepultadores condenando o congelamento e dispararam nas redes sociais, chegando até o Senado. Uma pressão de sindicatos, como o Sindsep, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), permitiu a inclusão de uma emenda de redação que poupou o Serviço Funerário do congelamento, emenda feita pelo Senador Humberto Costa.

Para Manoel, diretor do SINDSEP, que é sepultador,  “Com a emenda foi feito justiça pelos servidores do serviço funerário pela real situação que se encontram. A Covid-19 é o vírus mais letal que já vimos e pessoal do serviço funerário não merecia isso, nenhum funcionário merecia congelamento, e foi bem vinda esta emenda para retirar o serviço funerário do congelamento”.

No fechamento da matéria Bolsonaro já anuncia que vetará qualquer artigo que garanta reajuste aos servidores. Portanto o fim do governo Bolsonaro tem que estar na ordem do dia das lutas.

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