Servidores de Volta Redonda (RJ) conquistam vitória após greve

Depois de 14 dias de greve conseguem reajuste salarial

No dia 7 de março, encerrou-se a greve dos servidores municipais de Volta Redonda, que durou 14 dias. A categoria entrou em greve pedindo o reajuste de 10,18% referentes ao salário mínimo. 

O prefeito Neto (DEM) negou o reajuste e abriu ataques aos servidores indo às rádios e jornais, chamando os trabalhadores de covardes. O ataque do prefeito foi combatido pela categoria que não recuou e manteve a mobilização. 

Nos dias de carnaval, panfletagens eram feitas pelas ruas e a população apoiava. Devido a pressão criada pela categoria, principalmente pelos servidores da educação, os vereadores da cidade se mobilizaram e marcaram reunião com o prefeito.

Neto não quis receber a categoria
O prefeito se recusou a receber a categoria. Para não dar o braço a torcer, o prefeito apenas quis receber os vereadores da cidade para abrir negociação. 

Diante deste cenário, no dia que foi marcada a reunião com os vereadores (7/3), foi convocado um ato em frente à prefeitura para pressionar a negociação. Do lado de fora, palavras de ordem eram gritadas enquanto prefeito e vereadores negociavam. Para a categoria a pauta era única: reajuste de 10,18%. Sem esse reajuste, a greve seria mantida e a luta continuaria.

Na vésperas do 8M, vitória protagonizada pelas mulheres
A greve foi majoritariamente no setor da educação. Para sermos mais precisos, a greve foi protagonizada pelos funcionários da limpeza, merenda, monitores, serventes etc. Em sua maioria, eram mulheres que estavam à frente do processo mostrando que a luta das mulheres trabalhadoras está viva! Um grande exemplo a toda a categoria! 

O prefeito Neto recuou e a categoria conseguiu o reajuste dos 10,18%, uma vitória que há muitos anos os servidores de Volta Redonda não tinham. A categoria tem nova assembleia para fazer o balanço da greve e discutir os próximos passos. 

A vitória é um passo para os servidores de Volta Redonda que agora acompanharão de perto se o ajuste será realmente indexado ao salário.

Natália Lopes

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