Servidores públicos de Minas Gerais fazem manifestação contra reforma da previdência de Zema

Servidores públicos das diferentes categorias protestaram na porta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais contra a tentativa do governo Zema de aprovar, à toque de caixa, uma proposta de reforma da Previdência em plena pandemia.

De forma segura, com máscaras e as devidas proteções, os servidores foram às ruas dizer NÃO à tentativa de desmonte do Ipsemg (regime de previdência de Minas), do aumento do tempo de contribuição para os servidores, da contribuição das alíquotas e da retirada de direitos conquistados há décadas.

Após as manifestações dos servidores públicos a proposta do governo foi encaminhada à Comissão do Trabalho da Assembleia com a promessa, do presidente da Assembléia, Agostinho Patrus, de que na próxima semana serão feitos “seminários”, com representantes das categorias, do Ministério Público e do governo.

A continuidade do trâmite dessa proposta em plena pandemia, durante o decreto de calamidade pública e as regras de distanciamento social,  é uma aberração.
“Se o regimento interno da ALMG for respeitado, a PEC 55/2020 e o PLC 46 não deverão ser analisados até o dia 31 de julho, prazo determinado pela União para que Minas Gerais apresente seu modelo Previdenciário. Ao longo da semana, vimos que a proposta, que retira direitos de todas as categorias dos servidores públicos, tramitou na CCJ e na Comissão de Administração Pública”, disse o deputado Betão que trabalha pela obstrução do projeto na Assembleia.

Cerca de 23 sindicatos estão se movimentando para impedir a votação da reforma na Assembleia. Betão e outros deputados do PT estão comprometidos neste sentido.

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