Manifestação na zona leste de São Paulo exige mais leitos na região e reabertura de hospitais falidos

Quase cem manifestantes participaram de ato convocado por movimentos populares, movimentos de saúde e sindicatos em frente a Arena Corithians (Itaquerão). A manifestação apoiava a proposta de um Hospital Municipal de Campanha Na Zona Leste e a municipalização dos hospitais abandonados na cidade.

São mais de 200 mil casos de Covid-19 confirmados na cidade de São Paulo. O numero de óbitos ultrapassa 10 mil pessoas. A região leste da cidade corresponde a 34% das mortes, mais de um terço do total da cidade Na região os leitos de UTI e respiradores já estão no limite do esgotamento.

O ato reivindicou a reabertura com máxima urgência dos hospitais desativados da zona leste e a municipalização e reabertura emergencial dos hospitais fechados na zona leste da cidade de São Paulo: Hospital Vasco da Gama (Brás), Hospital Maternidade Menino Jesus (Ermelino Matarazzo), Hospital Vila Prudente (Vila Ema), Hospital Nossa Senhora da Penha (Penha) e Hospital Maternidade Nossa Senhora do Sagrado Coração (Vila Formosa).

Esses equipamentos estão abandonados. O encampamento público de suas instalações e recuperação urgente ajudariam no atendimento de milhares de pessoas na região.

Falaram dirigentes de movimentos poulares como a Central dos Movimentos Populares, a União de Luta dos Cortiços por Moradia (ULCM) e a Frente de Lutas por Moradia. Estava presente a Central Única dos Trabalhadores e os sindicatos Sindsep, Sindsaúde-SP, Sinesp, Sitaema, Sindicato dos Médicos. Numerosos representantes do Partido dos Trabalhadores entre dirigentes municipais, estaduais e parlamentares, além do companheiro Jilmar Tatto, candidato do PT as eleições municipais junto com numerosos diretórios zonais  e representantes do partido Unidade Popular e da União da Juventude Comunista.

Na manifestação sindicatos e trabalhadores denunciaram as condições de trabalho e a morte de profissionais pela gestões do prefeito Bruno Covas e do governador João Doria. A Centra Única dos Trabalhadores presente no ato denunciou a farsa das Organizações Sociais da Saúde como Iabas e Santa Marcelina entre outras que sugam os recursos públicos da saúde que deveriam salvar vidas e engordam os tubarões da saúde privada.

Ato zona leste 2
Nas falas marcou-se a tarefa de voltarmos as ruas pela defesa de nossos direitos frente as ameaças do governo Bolsonaro, Doria e Covas. Fora Bolsonaro, Mais SUS, Mais Leitos foram gritados ao longo da manifestação.

Novos atos na região leste estão sendo organizados como a manifestação pela reabertura do Hospital Vasco da Gama na região do Brás, convocado para o próximo dia 13.06 (sábado) as 10h30 na esquina da rua Coimbra e a rua Cesário Alvim, no Brás.

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