Um domingo tomado pelas forças populares país afora

Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, Cuiabá, Salvador, Goiânia, além de diversas outras cidades, inclusive do interior.

Este domingo (7) foi marcado pela presença das forças populares, de norte a sul do país, que deram um “chega pra lá” nos fascistas que vinham dominando as ruas com seus pequenos atos a favor de Bolsonaro e suas tentativas de intimidação, como a que seu viu contra as enfermeiras na esplanada, semanas atrás.

Com o apoio do PT, sindicatos, movimentos populares e outras organizações os manifestantes não se intimidaram com as ameaças de repressão do governo, nem desanimaram apesar do recuo de certas lideranças e dirigentes, muitas delas signatárias de manifestos como o tal “estamos juntos”.

Coluna do Diálogo e Ação Petista em São Paulo, no Largo da Batata
Coluna do Diálogo e Ação Petista em São Paulo, no Largo da Batata

Inspirados pelos protestos que varrem os EUA e pelos atos das torcidas organizadas do ultimo fim de semana, os manifestantes deram uma demonstração prática que é nas ruas, com todos os cuidados sanitários possíveis em função do coronavírus, que se poderá deter o avanço autoritário de Bolsonaro, cujo fim do governo é condição para o verdadeiro combate à pandemia, a defesa da democracia e a recuperação dos direitos dos trabalhadores.

Brasília inaugurou as manifestações deste domingo (7). A manifestação “Todos Pela Democracia” que foi convocada por torcidas organizadas, contou com a presença de sindicatos, partidos e movimentos de juventude.

A concentração iniciou às 9h na Biblioteca Nacional e seguiu pela Esplanada dos Ministérios até próximo ao Congresso Nacional.

Com milhares de pessoas aos gritos de “Fora, Bolsonaro”, “Democracia”, “Pelo Fim do Racismo” o ato prosseguiu sem ceder as provocações de bolsonaristas que se encontravam próximo ao local. Profissionais da saúde também estiveram presentes com faixa em defesa da saúde e da democracia.

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais organizou expressiva coluna em defesa dos direitos e dos serviços públicos.

BSB 2
Coluna do SINDSEP em Brasília

Ao final, o ato retornou à Biblioteca Nacional e os manifestantes se dispersaram. A manifestação ocorreu tranquilamente, sem incidentes ou repressão.

Em Belo Horizonte movimentos sociais, representantes de sindicatos, torcidas de futebol e moradores realizaram o ato pela democracia, contra o racismo e pelo Fora Bolsonaro e todo o seu governo.

Concentração da manifestação em Belo Horizonte
Concentração da manifestação em Belo Horizonte

A manifestação saiu da Praça da Bandeira e seguiu até a Praça 7, região central de Belo Horizonte.

Em São Paulo, depois do impedimento pela Justiça da realização da manifestação na AV. Paulista para dar guarida aos gatos pingados bolsonaristas, os organizadores transferiram o local do ato para o Largo da Batata, onde milhares de pessoas compareceram.

São Paulo

Militantes do Diálogo e Ação Petista estiverem presentes de forma organizada, com faixas, pirulitos e cantando palavras de ordem pelo fim do governo.

Categorias organizadas também marcaram presença, como os trabalhadores da saúde.

Sindicalistas da saúde em SP
Sindicalistas da saúde em SP

No Rio de Janeiro o ato percorreu as ruas do centro da cidade. Num momento marcante milhares de pessoas se deitaram no chão em alusão à morte de Miguel e outras pessoas negras, do Brasil e dos EUA.

Rio de Janeiro, 7 de junho
Rio de Janeiro, 7 de junho

Em Salvador cerca de 250 pessoas reuniram-se na região do Iguatemi, num ato organizado em favor da democracia, antirracismo e antifascismo. Entre as Torcidas de times Baianos e militantes de movimentos sociais e partidos políticos, os gritos de “Fora Bolsonaro” foram unânimes. Ponto marcante do ato foi quando os manifestantes ajoelharam-se e gritaram com indignação nomes de negros, sobretudo jovens, mortos pela violência policial e pela repressão no mundo, do Brasil aos EUA, tais como George Floyd, João Vitor , Marielle Franco e outros.

Salvador
Salvador

Militantes do Diálogo e Ação Petista, presentes no ato, levantaram bandeiras pelo fim do governo Bolsonaro e lembraram em cartazes a última frase dita pelo George Floyd “não consigo respirar”.

Florianópolis a manifestação reuniu milhares de pessoas que percorreram as ruas da cidade destacando a luta do povo negro contra a violência policial e a necessidade de colocar fim ao governo Bolsonaro.

Manifestação em Floripa
Manifestação em Floripa

O pré – candidato a prefeitura do PT, Lino peres, esteve presente e destacou a importância do ato e a necessidade de garantir o tratamento da Covid-19 para todos, lembrando que é a população negra a mais atingida no Brasil.

Em Cuiabá algumas dezenas de pessoas compareceram à praça Alecanstro, no centro da cidade, em frente a prefeitura, portando cartazes e faixas que destacavam a luta pelo fim do governo e o fim do racismo.

Praça Alencastro em Cuiabá
Praça Alencastro em Cuiabá

Porto Alegre testemunhou um grande ato que percorreu as ruas das cidades.

Porto Alegre
Porto Alegre

Repressão em Belém: nem tudo são flores. A manifestação de Belém foi impedida de sair pela repressão da Polícia Militar a mando do governador Barbalho (MDB). Algumas dezenas de jovens manifestantes, principalmente negros foram detidos antes do inicio da manifestação.
Houve repressão também em Fortaleza, onde a PM cercou a praça em que o ato estava marcado para concentrar.

Belem 3
A repressão em Belém

Diversas cidades do interior também registraram manifestações:

Cruz das Almas – Bahia

Cruz das Almas

Muritiba – Bahia

Muritiba 1

Cáceres – Mato Grosso

Cáceres

Lages – Santa Catarina

Lajes Santa Catarina teve manifestação na Praça
Lajes Santa Catarina teve manifestação na Praça

Juiz de Fora – MG
Juiz de ForaPelotas – RS
Pelotas

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