Professores de Esteio, Rio Grande do Sul, fazem manifestação contra medidas do prefeito

Neste sábado (6), às 10h, ocorreu o ato organizado pelo Sindicato dos Municipais de Esteio (SISME) com objetivo de cobrar do prefeito Leonardo Pascoal (PP) uma política responsável de contenção à crise sanitária.

Recentemente, foi anunciado que seriam contratados servidores em “Regime Especial de Trabalho” para irem auxiliar os estudantes da rede municipal de ensino que não têm acesso à internet em suas casas, o que resultará na exposição tanto dos educadores como das famílias a uma situação de perigo.

Tal iniciativa será posta em prática no decorrer da próxima semana, no momento em que oao município da grande Porto Alegre passa a constatar um número maior de casos da doença. Na sexta (5), já eram 72 casos registrados (eram 46 há uma semana e 30 há duas semanas).

Pascoal mostra seu alinhamento a mesma política de Bolsonaro (sem partido) e do governador do estado, Eduardo Leite (PSDB). Foi o último prefeito da região a fechar as escolas e cortou salário dos servidores, demitindo trabalhadores contratados, cortando as horas extras (o que atingiu principalmente a Educação) e deixou de pagar os vale-refeição. Da mesma maneira, não aceita diálogo com o sindicato.

Por diversas vezes foi solicitada reunião com o secretário de Educação, Wagner Chagas, que não respondeu às solicitações da presidenta do sindicato, Graziela Oliveira. As equipes diretivas, os funcionários de escola e o terceirizados estão tendo de cumprir horas nas escolas, mesmo que não haja demanda.

O ato seguiu todas as medidas de segurança, com o uso de EPIs e obedecendo o distanciamento social, e foi composto por um pequeno grupo, no qual a maioria eram representantes da base.

Ato em esteio 2

Em sua fala, a presidente do sindicato destacou que “primamos por diálogo e hoje estamos de luta e de luto por aqueles que estão sendo obrigados a descumprir as medidas de saúde”. Já o 1° secretário, Diego Pacheco, chamou a atenção para a exposição que famílias e trabalhadores estarão sendo sujeitos e que oferecer recursos financeiros àqueles que irão as casas dos estudantes é uma chantagem com estes.

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