CARTA DA CORRENTE O TRABALHO DO PT • 1º DE OUTUBRO DE 2014

EM 5 DE OUTUBRO: SIM, É NÓS CONTRA ELES! 

Estamos às vésperas do 1º turno das eleições presidenciais e para governadores, senadores e deputados. E a subida de Dilma em todas as pesquisas deixa o “mercado” nervoso.

Alta do dólar e queda da Bolsa: o que está por trás disso? “O mercado de dólar não deveria ser afetado como é o de bolsa. Mas, esta semana, os investidores vão mostrar todo o seu desconten­tamento com o governo Dilma”, explica o diretor de uma corretora (jornal O Estado de São Paulo, 30/09) que levanta a bola para o Editorial do mesmo jornal que classi­fica o fenômeno como “voto de protesto do mer­cado” (01/10).

No dia 24 de setembro, ao discursar na abertu­ra da Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma demarcou da política imperialista de intervenção militar comandada pelos EUA no Oriente Médio.

Dilma, antecipando-se ao discurso de “guerra ao terror” que Obama faria em segui­da, criticou o atropelo à soberania das nações que implica a ação de bombardeios na Síria e Iraque em nome de combater o Estado Islâmico e mos­trou a situação atual no próprio Iraque como resultado desse tipo de intervenção.

Foi o suficiente para a grande mídia convocar “especialistas”, como o ex-embaixador Ricúpero, para atacar Dilma: “quer negociar com terro­ristas, ao invés de eliminá-los.”

Foi um passo que, por pequeno que seja, vai ao sentido oposto ao esperado pelos EUA e alimenta o “protesto do mercado” em marcha!

É o “mercado”, são as instituições subordi­nadas ao imperialismo que estão aí. Apesar de todas as concessões e desonerações do governo, como a redução do Imposto de Renda para grandes empresas no exterior eles não estão satisfeitos e querem re­cuperar o controle completo da situação.

E isso, em todos os terrenos, como se viu na suspensão do processo dos assassinos do ex­-deputado Rubens Paiva. “É incompatível com o que decidiu esta corte, a constitucionalidade da lei de anistia”, diz o ministro Te­oria Zavascki, nomeado por Dilma (jornal O Estado de São Paulo, 30/09).

Mas a verdade é que estão todos nervosos, pois, havendo ou não 2º turno, eles sabem que com Aécio é mais difícil levar, diante do derreti­mento da “operação Marina”. O povo trabalha­dor já começou a perceber a armação. Ninguém quer voltar pra trás, com desemprego, arrocho, terceirização e privatizações!

Tem razão os bancários em nível nacional e ba­ses dos metalúrgicos que entram em greve nesta semana, para vencer a enrolação dos patrões que esperam um “cenário melhor”.

Mais uma vez, serão os trabalhadores que, pela sua ação direta e pelo voto, apesar de tudo, abrirão o caminho para avançar. As manifestações de sindicalistas con­tra a flexibilização de direitos -“Nem que a vaca tussa!” – ocorridas em todo o país e os atos dian­te das sedes do Banco Central em vários estados no dia 2 de outubro, marcam a reta final para o 5 de outubro!

Sim, os trabalhadores, os jovens, os setores explorados e oprimidos de nosso povo que, com os quase 8 milhões de votos no Plebiscito Popular, recolocou na pauta a Constituinte Soberana e Exclusiva para a reforma política, proposta que consta do abaixo-assinado do PT e que a própria Dilma levantou diante das manifestações de ju­nho de 2013.

Agora, falta Dilma assumir a Constituinte para destravar as demandas travadas no Con­gresso: para enterrar as instituições herdadas da ditadura, fazer a reforma agrária, reestatizar, acabar com a ditadura do superávit primário para poder destinar verbas para os serviços públicos e acabar com a manipulação do câmbio.

Em 5 de outubro vamos votar em Dilma, nos majoritários do PT e nos candidatos petistas a deputados que abraçaram a luta pela Constituin­te.

Vamos disputar cada voto, para não desperdi­çar nenhum – engana-se quem pensa “protestar” abstendo-se ou apoiando a extrema-esquerda. E erra duas vezes mais quem busca o “novo” em Marina.

Um voto para continuar a luta pela Consti­tuinte que faça a reforma política para acabar com o financiamento empresarial, o senado oli­gárquico, implantar a proporcionalidade da re­presentação e o voto em lista.

Depois, entre os dias 13 e 15 de outubro esta­remos em Brasília, nos ônibus junto com as enti­dades e comitês para entregar a Dilma à exigên­cia de mais de 7,5 milhões que votaram SIM no Plebiscito Popular e apoiar um Decreto-legis­lativo do Congresso que convoque um Plebiscito oficial pela Constituinte exclusiva.

A palavra ao povo!

Não aceitaremos nada me­nos que a Constituinte para fazer a reforma po­lítica: nem o Congresso com suas atuais regras, nem o Supremo Tribunal Federal podem impedir que a vontade so­berana do povo se imponha. Esse é um debate necessário nas entidades populares, sindicais e estudantis e no próprio PT.

Essa luta é agora na reta final e passa, em seguida, pelas Reuniões de Balanço de nossos candidatos para discutir o cenário político do 2o Turno e as iniciativas políticas a tomar!

Desde já, a Corrente O Trabalho do PT chama os trabalhadores e jovens que conosco batalha­ram pelo sucesso do Plebiscito Popular Cons­tituinte, os que conosco formaram os grupos de apoio dos candidatos petistas comprometidos com essa luta, a juntarem-se a nós e somarem­-se ao esforço coletivo de construir uma ferra­menta a serviço da luta pela emancipação da nação diante do imperialismo, pela emancipação dos trabalhadores de toda a forma de exploração e opressão.

Junte-se nós!

Lute com a Corrente O Trabalho!

Vote nos candidatos do PT pela Constituinte!

Comissão Executiva de O Trabalho

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