Vamos a Brasília em 6 de março pelas reivindicações!

A CUT, numa ação unitária com outras centrais, convoca para 6 de março marcha a Brasília para cobrar do governo Dilma e do Congresso Nacional o atendimento de reivindicações pendentes dos trabalhadores.

Os 8 pontos comuns adotados com as demais centrais (Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CGTB) – 40 horas já, fim do Fator Previdenciário, 10% do PIB para a Educação, Reforma Agrária, Negociação coletiva nos serviços públicos (convenção 151), contra a rotatividade da mão de obra e demissão imotivada (convenção 158), 10% do Orçamento da União para a Saúde, isonomia salarial entre homens e mulheres – são, em geral, justos neste momento, pelo menos a luta contra a desoneração da folha e o apoio à luta dos portuários contra a ampliação das privatizações, deveriam figurar entre os eixos, mas é claro que não esgotam as questões que os sindicatos cutistas devem levantar neste momento.

Daí a necessidade de preparar a Marcha com as reivindicações concretas dos diferentes setores, como por exemplo, no caso dos professores, o respeito á Lei do Piso, dirigidas ao governo e, em particular, levantar a bandeira de “Chega de concessões e de desonerações aos patrões,

contra as privatizações!”.

Sim, pois neste momento as entidades dos trabalhadores nos portos, como a FNP-CUT, mobilizam-se nacionalmente contra a MP 595 do governo Dilma que aumenta a privatização no setor com a ameaça direitos dos portuários. Também estão previstas novas concessões de aeroportos, Galeão e Confins, para a iniciativa privada, enquanto os petroleiros, através da FUP, convocam a luta contra a retomada dos leilões do petróleo, prevista para maio deste ano, em defesa de uma Petrobras 100% estatal e com monopólio na exploração.

Ao mesmo tempo a Previdência pública sofreu um rombo de R$ 4,3 bilhões só em 2012 com a política de desoneração do pagamento em folha do INSS do trabalhador pelo patrão, e como o governo anuncia ampliar os setores empresariais beneficiados por essa desoneração, se prevê uma perda de arrecadação em 2013 de outros 15 bilhões, sem qualquer garantia que de fato o Tesouro compense essa perda injetando recursos no sistema. Um quadro perigoso que vai assanhar os arautos de novas contra-reformas na Previdência!

Constata-se também que a redução de impostos e outras regalias, como empréstimos do BNDES a baixos juros, ao contrário de alavancar a produção industrial que está em queda no Brasil, tem servido para as multinacionais remeterem lucros para suas matrizes nos EUA, Europa ou Japão, quase no mesmo valor dos benefícios fiscais que recebem, sem que assumam qualquer compromisso concreto de manutenção de empregos e salários.

Com a queda de arrecadação provocada pelas benesses que o governo faz a grandes empresas nacionais e multinacionais, quem paga o pato é o serviço público e a capacidade de investimento direto do Estado na economia, com consequências como a repetida “falta de recursos” para atender as reivindicações salariais dos servidores.

A mobilização de 6 de março em Brasília não pode deixar de lado a defesa do patrimônio público ameaçado pelas concessões-privatizações na infra-estrutura e pelos leilões do petróleo, bem como deve exigir do governo federal uma outra política de defesa da nação dos efeitos da crise mundial que não seja comprometer o futuro da Previdência e engordar os bolsos de grandes empresários com recursos públicos que deveriam ser investidos na melhoria da condição de vida de nosso povo!

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