2022: os desafios que nos chamam à luta

O conluio entre as instituições permitiu que o atual governo sobrevivesse colocando em risco a sobrevivência do país e do seu povo trabalhador.

Que no ano que se inicia, o tradicional “feliz ano novo” sempre dito, se transforme em realidade. Para isso é preciso enfrentar os desafios.

Para quem passa fome, está desempregado, está sem escola, não dá para simplesmente dizer: esperemos as urnas.

Até para preparar as urnas, deve ser organizada a luta pelas questões mais prementes como cobrar dos poderes públicos cestas básicas e um auxílio emergencial de R$600,00 (o atual será corroído pela inflação).

Organizar a luta dos trabalhadores cujos salários se achatam e os direitos são atacados pelos patrões que, aproveitando-se da pandemia, esfolam a classe trabalhadora.

Lutar contra todos os ataques do governo, como a proposta de uma reforma trabalhista, recém anunciada, que pretende aprofundar ainda mais o que já foi feito na reforma de Temer.

Depois de beneficiar os patrões com a desoneração da folha de pagamento, este Congresso não terá dúvida de que lado estará diante do avanço da ofensiva do governo. Como não teve dúvida em acobertar todos os crimes do presidente, que não sofreu incômodo algum com os mais de 100 pedidos de impeachment. E como lhe foi permitido sobreviver até aqui, graças à benevolência das instituições diante de seus crimes, Bolsonaro não vai parar. No ano que se inicia, nossos desafios são maiores que os do ano que se finda.

Mas, para enfrentá-los é preciso que a classe trabalhadora tenha à sua disposição os meios que se deram para lutar. Sua organização sindical, principalmente a CUT, e seu Partido, dos Trabalhadores.

A CUT, para cumprir seu papel, não pode seguir atrelada a um fórum de centrais que o que mais faz é buscar consenso com os patrões.

E o PT, único partido que pode conduzir a luta por um novo governo, com Lula, para livrar o país de tudo que lhe foi imposto desde o golpe de 2016 e avançar em novas conquistas, não pode se apresentar misturando alhos com bugalhos, em parceria com promotores do golpe e defensores das políticas de Bolsonaro que desmantelam o país e as condições de vida da classe trabalhadora, como o ex-governador de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin.

O PT, principalmente, não pode vestir a camisa de força, amarrada por um partido que, no conjunto, nenhuma relação guarda com nossa razão de ser e lutar nestas últimas quatro décadas. Estamos falando da Federação Partidária, proposta pelo PSB, a qual setores do partido apresentam como um caminho para reforçar nossa luta. É o contrário! Amarra o PT a um partido que de socialista não tem nada, além do nome, e enfraquece a luta. Por isso com o Diálogo e Ação Petista terminamos o ano, e começaremos o próximo, em defesa do PT com a campanha: “Não à Federação com o PSB” .

Em 2022, quando se comemorará os 200 anos da “independência que ainda não veio” (tema do Calendário de O Trabalho na nossa campanha financeira, à qual pedimos apoio), devem ser pautadas as questões para realmente conquistarmos nossa independência. O que passa por reformar as instituições que, a serviço do capital financeiro, permitiram a sobrevivência deste execrável governo.

O DAP, por ocasião dos 41 anos do PT em fevereiro, está organizando um debate presencial sobre a crise das instituições e a Assembleia Constituinte Soberana.

São ações para ajudar a tornar realidade o desejo de feliz ano novo!

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