Desde 7 de abril, com a prisão de Lula, a burguesia, a mídia e o próprio Judiciário, fazem esforço monumental para “virar a página Lula” do cenário político. Apesar das falcatruas e de todos os meios que dispõem e dispuseram para fazer de Lula um preso político, Lula “teima” seguir candidato, o PT “teima” em confirmá-lo candidato e, nas pesquisas, parcelas significativas do povo trabalhador “teimam” em mantê-lo em primeiro lugar, imbatível, com possibilidade de levar no primeiro turno.
Apesar da benção da cúpula da Igreja Católica que faz coro ao falso combate à corrupção, e das ameaças dos militares, o fato é que um fantasma segue rondando as classes dominantes e seus patrões imperialistas: Lula é a única saída para os milhões de brasileiros que anseiam livrar o país da tragédia econômica, política e social a que foi levado. A candidatura Lula é inegociável. Nela se define o destino da nação brasileira.
Enquanto a burguesia não encontra um candidato em condições de disputar e aplicar o que manda o capital financeiro, mesmo depois de preso, Lula se firma nas pesquisas e o PT se confirma como o partido de maior preferência. Isto vai além das pesquisas, pois se manifesta no aumento das filiações no PT e na disposição incansável da militância defender Lula e seu partido.
Mas é preciso avançar para devolver a liberdade a Lula, garantir sua candidatura e construir a vitória nas eleições.
A tarefa urgente é o diálogo com a massa de trabalhadores, jovens e todas as camadas oprimidas que ainda não compreendem que a ofensiva contra Lula e o PT é a ofensiva contra os direitos, a democracia e as condições de vida do povo.
Os trabalhadores da Ford deram um exemplo. Numa ação política independente, inédita no último período, reunidos com o sindicato em assembleia na porta da fábrica, decidiram construir um Comitê Lula Livre. “Quando fiquei sabendo que vocês fizeram uma assembleia na Ford, semana passada, para conversar com os trabalhadores sobre minha prisão injusta, a situação política do país e que, inclusive, criaram um comitê em minha defesa: aí sim tive a certeza de que a luta sempre continua” (Carta de Lula aos Metalúrgicos do ABC, 23/04/2018).
A luta continua e agora se concentra na tarefa de espalhar os Comitês. Comitês que reúnam amplamente os que querem lutar em defesa de seus direitos e da democracia, que organizem panfletagens e o diálogo nas fábricas, nos locais de trabalho, escolas, praças e bairros.
Um trabalho organizado para desmontar a ofensiva – travestida de combate à corrupção – contra Lula e o PT.
É verdade que Lula se firma em primeiro lugar nas pesquisas, mas é verdade também que uma ampla parcela das camadas oprimidas está ainda a ser conquistada.
Os sindicatos, associações de moradores, entidades estudantis e organizações da juventude, partidos e movimentos populares, todos que se opõem ao golpe e suas consequências, estão chamados a se jogar na tarefa da construção dos Comitês Lula Livre.
Neste mesmo processo, como petistas, dialogaremos com o povo para reafirmar que só a candidatura Lula pode varrer os gangsteres que tomaram de assalto o governo. Só Lula Presidente pode convocar uma Constituinte para remover as instituições, covis do gangsterismo.
Os Comitês Lula Livre têm um papel insubstituível. Em cada categoria, escola e bairro onde ainda não há um comitê, a tarefa urgente é construí-lo e sair a campo.
Lula Livre, Lula Presidente!
Eleição sem Lula é Fraude!