DAP atualiza tese para o 7° congresso do PT

Unidade pelo fortalecimento do PT, Lava Jato é fraude, Lula Livre, e Fim do governo Bolsonaro, são eixos do Diálogo e Ação Petista que se mantém. Mas no documento inscrito no último 11, o Comitê Nacional do DAP faz algumas atualizações.

Qualifica um “estado de exceção, desde o golpe parlamentar do impeachment, apoiado nos segmentos jurídico e militar das instituições de Estado, os mesmos que mantiveram Lula preso 580 dias em Curitiba”. E reafirma a luta de resistência, agora contra “as quatro novas contrarreformas para viabilizar o bloqueio de gastos por 20 anos”.

Diferente de outras teses, o DAP acha que “apesar das dificuldades, com altos e baixos, a luta dos povos se desenvolve no Brasil e no mundo: no último ano, se produziram explosões sociais, algumas revolucionarias – Argélia, Líbano e Chile”. 

“É verdade que um fator de desestabilização é a ofensiva dos EUA de Trump. Mas a teoria de que os povos se inclinam ‘à direita’, ao ‘neofascismo’, serve para encobrir a responsabilidade ou a impotência de certas forças políticas. Há o descrédito das forças que se adaptaram ao sistema decadente. Mas a luta de classes não para. Novas forças sociais e formas de luta aparecem”.  

A história não se repetirá

Na “América Latina, dada a natureza da crise mundial, a ofensiva dos EUA e a ausência de margem para a ‘conciliação’, a história de há 20 anos não vai se repetir. O PT deve refletir, aprender com suas próprias experiências no governo, erros e acertos, e se preparar para o enfrentamento dessa nova situação”. O fiasco da “concertacion” à chilena é uma questão atual!

Hoje, “é central a luta pelo fim do governo Bolsonaro, a exigência do Lula Livre e a anulação dos processos manipulados com a responsabilização dos atropelos jurídicos da Operação Lava-jato”.

O DAP alerta que “na luta contra esse governo, não cabem ilusões na cúpula militar.  O impeachment para alçar o vice-presidente, general Mourão, resultaria no mesmo programa reacionário para o povo”. 

E conclui, “para revogar as contrarreformas de Temer e Bolsonaro e fazer as reformas populares – agrária, jurídica, militar etc. – é preciso uma reforma profunda do Estado, através de uma Assembleia Constituinte Soberana. A experiência mostra que pela conciliação não se avança. Na verdade, uma frente não será ‘de esquerda’ nem ‘ampla’, se não trouxer as reivindicações do povo e a exigência Lula Livre”.

Markus Sokol

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