Prévias para prefeitura em São Paulo: entrevista com Jilmar Tatto

Com sete postulantes, filiados deverão escolher em prévia marcada para março

Na disputa eleitoral mais importante, a capital paulista, o PT ainda não definiu sua candidatura. Sete candidatos estão inscritos. Melhor seria se já estivesse com candidatura e em combate. Mas as candidaturas estão postas, o debate deve ser feito e os filiados deverão decidir. O Trabalho ouviu Jilmar Tatto um dos pré-candidatos.

O Trabalho – O 7º Congresso Nacional do PT aprovou o lançamento de candidaturas próprias, onde for possível, nas eleições municipais de 2020. Qual a importância dessa decisão em São Paulo?

Jilmar Tatto – Vai ser um debate inevitável do ponto de vista nacional de oposição ao Bolsonaro e de tudo o que ele tem feito ao Brasil, a questão da nossa soberania, das nossas riquezas, privatizando nossas estatais, criminalizando os movimentos sociais, não cuidando da Amazônia, desmatando, incendiando. Em São Paulo isto tudo estará colocado.
Nós temos que ter políticas inovadoras, propostas objetivas a partir de nosso programa e nos contrapor a isso. Nosso enfrentamento político contra as questões nacionais se dará a partir da cidade de São Paulo.
Temos todas as condições, pela força do PT, de derrotar Bolsonaro, Doria e Covas aqui na cidade.

OT – Alguns pré-candidatos defendem que a escolha da candidatura do PT seja feita para além dos filiados ao partido, através de eleições tipo primárias. Qual a sua opinião?

JT – O PT de São Paulo, durante o Congresso, definiu que o partido terá candidatura própria. É uma decisão política ter seu próprio candidato. Vamos ter 18 debates, cinco temáticos, outros 13 nos territórios. A prévia está marcada para o mês de março. Isso não impede que o partido apresente um nome aos demais aliados progressistas, como sempre aconteceu.
Mas não existe a possibilidade de ter primárias fora do PT. Isso está descartado.

OT – Você esteve, como pré-candidato, no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Paulo. Como foi a discussão e quais as propostas?

JT – Foi um debate muito rico. Nós colocamos a ideia de que quanto mais Estado melhor, desde que este Estado possa realmente defender os setores mais fragilizados da cidade. Coloquei claramente a defesa da valorização dos servidores. Precisamos ter uma política que se contrapõe ao processo de terceirização e privatização que está acontecendo em São Paulo, principalmente na área da saúde e da educação.
Precisamos estancar este processo, rever todas as privatizações em andamento e ao mesmo tempo ter uma política de valorização dos servidores.

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