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Eleição no Amazonas: maioria disse não aos golpistas

11 de setembro de 2017

Amazonas

No segundo turno da eleição ao governo do Amazonas, no dia 27 de agosto, venceu Amazonino Mendes (PDT), que era apoiado por golpistas como o Senador Omar Aziz (PSD) e o prefeito de Manaus Arthur Virgilio Neto (PSDB), com 59,26% dos votos válidos, contra 40,74% do seu adversário do PMDB, Eduardo Braga, apoiado pela Senadora Vanessa Grazziotin do PCdoB. Porém o dado relevante foi a quantidade de abstenções, votos brancos e nulos que somaram incríveis 50,68%, ou seja 1.184.092 de um total de 2.336.410 eleitores se recusaram a votar em dos dois candidatos.

Tão logo encerrada a apuração e ainda atônita com o “recado da urnas”, Vanessa Grazziotin publicou uma nota oficial na qual joga a responsabilidade do fortalecimento dos “setores mais conservadores do estado” a algumas lideranças do PT que decidiram não apoiar, nem um e nem outro candidato, pois os dois “não representam o projeto político do PT proposto para o estado”, como diz a resolução do PT.

Para a Senadora, portanto, o número expressivo de votos nulos, brancos e abstenções, que superou os dois candidatos não é fruto do apodrecimento das instituições, acelerado depois do golpe de 2016 que o seu candidato ajudou a concretizar, e tampouco a piora na situação de vida dos trabalhadores e jovens depois de um ano de Temer.

No rumo da reconstrução, o PT apresentou candidato próprio no primeiro turno obtendo um bom resultado, mas não o suficiente para seguir no segundo turno. Em reunião extraordinária, o Diretório Estadual adotou uma posição de não apoiar nenhuma das candidaturas ao segundo turno, apesar das pressões, dentro e fora do PT, para apoiar Braga (PMDB).

Agora, finda a eleição, e frente à montanha de abstenções, brancos e nulos, é hora de apontar Lula presidente com Constituinte, como indicou o 6º congresso do PT, como saída política para grave crise, que só vem piorando a vida do povo amazonense, causado pelo golpe de 2016 que deu origem ao governo ilegítimo de Michel Temer, e que certamente influenciou os resultados das eleições suplementares ao governo do estado.

Gustavo Passaneli



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