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	<title>Arquivo de Mundo - O Trabalho</title>
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		<title>Ceuta: a chamada crise migratória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:05:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 60 mil marroquinos entram no enclave colonial espanhol Publicamos abaixo trechos da “Carta Semanal” da seção da 4ª Internacional na Espanha, o POSI, datada do último 3 de agosto. “No momento em que escrevemos, boa parte dos mais de 60 mil cidadãos marroquinos, em maioria jovens, que chegaram a Ceuta a nado e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais de 60 mil marroquinos entram no enclave colonial espanhol</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicamos abaixo trechos da “Carta Semanal” da seção da 4ª Internacional na Espanha, o POSI, datada do último 3 de agosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No momento em que escrevemos, boa parte dos mais de 60 mil cidadãos marroquinos, em maioria jovens, que chegaram a Ceuta a nado e atravessaram a vala da aduana de Tarajal, voltaram ao Marrocos, mais de 70 deles morreram afogados. (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os que voltaram o fizeram obrigados pela fome e sede, pois os comércios, bares e restaurantes de Ceuta foram fechados, enquanto o exército espanhol os empurrava de volta para a fronteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ceuta e Melilla são enclaves coloniais espanhóis no Marrocos, restos do ‘Protetorado’ estabelecido pela monarquia espanhola antes da independência do país em 1957 (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enclave de Ceuta, de 18 km2, é povoado por cerca de 84 mil habitantes e nele, como no de Melilla, estão guarnições militares ‘de elite’ (legião e regulares), cuja missão histórica sempre foi a de ‘proteger’ a monarquia espanhola e os interesses do grande capital. Não é casual – recordemos 90 anos depois do levantamento de Franco em 1936 – que foi nos enclaves marroquinos que se iniciou a sublevação militar-fascista contra a República.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-d214dbc7668c86526bf1a00b566d5f63 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Nenhuma casualidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Marrocos vive uma crise social sem precedentes, 37% da juventude está desempregada e aspira fugir da opressão e miséria abrindo um futuro na Europa e, em primeiro lugar, na Espanha, onde já vivem e trabalham mais de um milhão de marroquinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente que a CIA, o Mossad (serviço secreto de Israel, NdT) e os serviços secretos marroquinos têm a ver com a provocação desse caos na fronteira (…).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixar entrar na Espanha, inclusive induzir dezenas de milhares de jovens a fazê-lo, colocando em dificuldades o governo de Pedro Sánchez, serve aos interesses de Israel e do governo dos EUA, que não engolem os gestos de Sánchez e seu governo em favor da Palestina, nem a sua negativa em colaborar nos bombardeios contra o Irã. Não é casual que Netanyahu e vários ministros de Israel aplaudam a crise provocada com os acontecimentos de Ceuta. Uma atitude, é claro, apoiada pelo PP (partido da direita espanhol, NdT) e VOX (extrema-direita) e toda a caterva de governos reacionários da Europa, que aproveitam para criticar a regularização de imigrantes que vai retirar da clandestinidade e super-exploração quase um milhão de trabalhadores na Espanha, irmãos de classe cujos direitos todo trabalhador consciente deve defender.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-5e382e85c08260f3fbfc6fb5bf723d75 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Os trabalhadores e os povos do Estado Espanhol</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Sánchez, da mesma forma que o conjunto das organizações do movimento operário, se enfrenta com uma contradição: não é possível defender os direitos dos povos e, ao mesmo tempo, manter os enclaves coloniais herdados do passado. (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso é necessário seguir exigindo a devolução incondicional das duas cidades, os rochedos e as ilhas Chafarinas e Perejil ao Marrocos. O interesse do movimento operário é lutar para estabelecer a solidariedade e cooperação entre os povos, sobre a base de se acabar com a opressão colonial e a monarquia que a tutela. (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expressão ‘crise migratória’ pode levar a uma grave confusão: entender o ocorrido como resultado da atuação de estrangeiros que ‘invadem’ um país ‘soberano’. Não, a única invasão em Ceuta e Melilla é a do Estado Espanhol que mantém esses territórios africanos como enclaves coloniais. Neste caso, a provocação dos EUA e do Estado sionista de Israel, através da monarquia marroquina, se aproveita da penúria vital do seu povo, para negar um direito inalienável para qualquer pessoa trabalhadora que é o de deslocar-se para onde possa encontrar um meio de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo direito de migrar! Direitos legítimos para todos os trabalhadores, independentemente de sua origem, nacionalidade, língua, sexo, etnia ou religião!”</p>
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		<title>200 sindicalistas contra a guerra na Alemanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 12:33:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reunião contra o alistamento obrigatório e a economia de guerra Em 25 e 26 de julho, em Würzburg (Alemanha), reuniram-se 200 sindicalistas alemães contra a guerra e em prol de que as organizações sindicais se engajem na luta contra a corrida armamentista, o serviço militar obrigatório e todos os elementos que conduzem à guerra. Também [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Reunião contra o alistamento obrigatório e a economia de guerra</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 25 e 26 de julho, em Würzburg (Alemanha), reuniram-se 200 sindicalistas alemães contra a guerra e em prol de que as organizações sindicais se engajem na luta contra a corrida armamentista, o serviço militar obrigatório e todos os elementos que conduzem à guerra. Também foram convidados militantes sindicais e políticos europeus: o deputado britânico Jeremy<br>Corbyn, a cofundadora do Stop the War, Lindsey German, o sindicalista britânico Alex Gordon e o deputado da LFI, Jérôme Legavre. Reproduzimos aqui trechos da fala de Ulriche Eifler (diretora do IG Metall de Würzburg), publicada no jornal francês Informations Ouvrières nº 920.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O governo está determinado a implementar o maior programa de empobrecimento da história da República Federal da Alemanha. Aumento das contribuições, aposentadoria mais tardia, obrigação de trabalhar mesmo estando doente, agravamento da carga sobre os profissionais da saúde e da assistência a pessoas dependentes, aumento da jornada de trabalho: tudo isso faz parte do seu programa. Nossa tarefa mais importante é, portanto, construir a mobilização mais ampla possível contra essa política. As inúmeras ações organizadas nas últimas semanas contra esse desmantelamento social mostraram, acima de tudo, uma coisa: a vontade de protestar cresce nas empresas, e essa vontade deve ser organizada e levada às ruas. Vamos dizer em voz alta e clara a este governo, a Friedrich Merz, a Lars Klingbeil e, mais ainda, a Katharina Reiche: este país não pertence a vocês. Ele pertence aos habitantes deste país. E não temos motivo algum para sermos gratos pela existência desse ‘Estado social’. Na verdade, é exatamente o contrário: temos orgulho de ter conseguido impor direitos, contra os governos, contra as organizações patronais e, muitas vezes, contra um domínio esmagador da mídia. E se o governo federal lançar hoje uma ofensiva geral contra os assalariados, não iremos nos sentar docilmente à mesa de negociações; pelo contrário, organizaremos a maior pressão possível nas ruas, pois qualquer compromisso negociado constituiria um agravamento da situação atual. Agimos assim porque sabemos que tudo isso não acontece por acaso. O governo federal ataca o Estado social porque está preparando a guerra. Os hospitais, as administrações públicas e as empresas privadas estão sendo preparados para um eventual cenário de guerra. A revisão das leis de exceção atenta contra os direitos fundamentais. Qualquer debate público sobre o direito internacional é impedido, enquanto a população é sistematicamente preparada para uma suposta situação de ameaça. Essa preparação para a guerra implica também que o governo faça todo o possível para nos alinhar à sua política de rearmamento e desmantelamento social.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-f5f694ab00cde78e299030e45addc97f wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br>“<strong>Devemos travar a luta em favor da paz dentro dos sindicatos”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas onde a sociedade é militarizada, o mundo do trabalho também é. Os trabalhadores da indústria automotiva se veem de repente na indústria de armamentos. Os trabalhadores portuários precisam carregar exportações de armas. Os professores são obrigados a convidar militares da Bundeswehr (forças armadas) para as escolas. Os profissionais de saúde aprendem a cuidar de feridos de guerra. E os agentes dos serviços públicos de emprego são convidados a orientar os desempregados para a Bundeswehr. Ora, a militarização do mundo do trabalho implica uma profunda transformação das atividades profissionais. E isso pode, e vai, levar os trabalhadores a tomarem consciência dessa preparação para a guerra e a questioná-la cada vez mais. Os profissionais de saúde querem melhorar a qualidade de vida das pessoas, não remendá-las para que possam voltar à linha de frente. Os professores querem ajudar os jovens a compreender o mundo, não colocar suas salas de aula a serviço do recrutamento militar. E os trabalhadores da indústria querem ter orgulho de fabricar máquinas de pão, cafeteiras ou ônibus, em vez de tanques, drones<br>ou granadas. Mas quando o mundo do trabalho é militarizado, o local de trabalho se torna<br>ele próprio um campo de batalha da preparação para a guerra. E já constatamos que os empregadores utilizam seu poder de direção para punir de forma autoritária as tomadas de posição em favor da paz. Há, por exemplo, Christopher, funcionário da DHL em Leipzig, demitido por ter se manifestado contra as entregas de armas a Israel. Há os três motoristas de bonde de Munique que se recusam a dirigir no centro da cidade bondes cobertos de propagandas da Bundeswehr. Ou ainda os professores-pesquisadores de Berlim que expressaram sua solidariedade com seus alunos solidários à Palestina e que, por essa razão, se encontram inscritos nas listas políticas do Ministério da Educação. Esses exemplos mostram que existe, dentro das empresas, uma tendência antimilitarista e uma vontade crescente de se recusar a ser executores dos preparativos para a guerra. Mas se essas reações permanecem individuais e não contam com a ação coletiva dos sindicatos, os trabalhadores ficam totalmente à mercê de seus empregadores. É por isso que devemos travar a luta por posições em prol da paz dentro dos sindicatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, está em jogo nada menos do que a própria existência dos nossos sindicatos. Uma produção de guerra sem restrições e o recrutamento de nossos filhos para a guerra são incompatíveis com nossa luta pela redução da jornada de trabalho, com negociações salariais regulares, com comitês de empresa combativos, com o direito à greve e, finalmente, com a existência de sindicatos livres. É por isso que afirmo: a tarefa mais importante de nossos sindicatos hoje é impedir a guerra. E devemos fazer com que essa ideia triunfe em nossas organizações. Vamos fazer isso convocando, no âmbito do movimento pela paz, a nos manifestarmos juntos no dia 26 de setembro para defender os direitos, assim como estamos convocando, nos sindicatos, para uma manifestação no dia 3 de outubro contra os preparativos para a guerra. Façamos isso também participando do dia internacional de ação de 10 de outubro contra o genocídio que continua a ocorrer, porque os massacres em Gaza continuam e porque o doutor Hussam Abu Safiya ainda está detido em uma prisão israelense, onde é submetido à tortura, pelo simples fato de ser palestino.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-0f80cacf51fe9a771701ffc39e670f0d wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br>“<strong>Os trabalhadores da indústria querem ter orgulho de fabricar máquinas de pão, cafeteiras ou ônibus, em vez de tanques, drones ou granadas”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos participar também do dia internacional de ação contra o restabelecimento do serviço militar obrigatório, pois os jovens que estão sujeitos a pressões por parte das diretorias de suas instituições de ensino, e até mesmo intimidados pelos serviços de inteligência interna, precisam de um movimento sindical forte ao seu lado. Caros colegas, vamos fazer deste outono uma grande mobilização contra a guerra, bem no coração do país cujo chanceler federal qualificou as ações de Israel como “trabalho sujo necessário”. É nossa responsabilidade especial impedir os preparativos de guerra do governo alemão. Ninguém mais além de nós pode fazer isso. O inimigo principal está em nosso próprio país. Mas o movimento internacional nos dará um impulso formidável. Ao lado de milhares de sindicalistas e ativistas contra a guerra de todo o mundo, poderemos, nos confrontos que se anunciam, içar as velas de tal forma que o vento da nossa história e da nossa força internacional nos permita oferecer uma resposta coletiva ao desmantelamento social e aos preparativos para a guerra. Permitam-me, por fim, uma última observação. A iniciativa “Sindicatos contra o rearmamento e a guerra” é uma rede aberta de sindicalistas engajados pela paz. Queremos hoje dar-lhe um novo impulso, pois constatamos que a necessidade de intercâmbio e de organização cresce, enquanto iniciativas sindicais pela paz surgem por toda parte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Propomos que vocês se organizem sob a bandeira da iniciativa “Sindicatos contra o rearmamento e a guerra”, sejam vocês filiados a título individual, responsáveis por uma estrutura local, departamental ou regional do seu sindicato, ou membros de uma iniciativa sindical pela paz. Vocês podem se tornar signatários desta iniciativa e construir conosco uma voz forte em favor da paz em nossas organizações sindicais. Encontrarão em seus assentos uma declaração de apoio. E, no dia 2 de setembro, convidamos vocês a participar de uma videoconferência nacional para discutirmos juntos essas perspectivas. Esta conferência foi um grande sucesso. Vamos levar esse ímpeto conosco durante as férias de verão e fazer com que, no retorno às aulas, os defensores da guerra se deparem com um outono de mobilização. Glück auf! (saudação tradicional do movimento operário e dos mineiros alemães, que pode ser traduzida como: “Coragem e solidariedade!”). »</p>
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		<title>O Dr. Abu Safiya corre risco de morte iminente!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 16:05:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Médico palestino está há mais de 550 dias nas masmorras de Israel Recentemente a associação israelense Médicos pelos Direitos Humanos (PHRI) alertou: “o Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan de Gaza, preso pelo Estado israelense há mais de 550 dias, corre risco imediato de vida”. A PHRI divulgou o depoimento de seu [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Médico palestino está há mais de 550 dias nas masmorras de Israel</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente a associação israelense Médicos pelos Direitos Humanos (PHRI) alertou: “o Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan de Gaza, preso pelo Estado israelense há mais de 550 dias, corre risco imediato de vida”. A PHRI divulgou o depoimento de seu advogado, Nasser Odeh, a quem o Dr. Abu Safiya apareceu durante sua última visita, no início de julho, com as mãos e os pés algemados, apresentando ferimentos recentes e contusões na cabeça, no rosto e no pescoço. O médico também apresentava dificuldades para respirar e falar. Ele se encontrava em um estado de exaustão grave que o fez quase perder a consciência em várias ocasiões. Também foi confirmado que ele é submetido a agressões diárias, que perdeu a consciência várias vezes e que não recebeu os cuidados médicos necessários. O Dr. Abu Safiya disse ao seu advogado: “Esta é a última vez que você vai me ver… Eles me trouxeram aqui para me matar. Não me vejo vivo. É o fim.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O genocídio contra o povo palestino na Faixa de Gaza já ultrapassou os<br>1.000 dias, quase três anos. Várias estimativas apontam que o número de mortos pode ser maior do que 100 mil, dos quais um terço crianças. Há mais de 1,5 milhão de deslocados, que hoje sobrevivem em barracas. Os bombardeios e as destruições cometidos pelo exército genocida israelense são diários. Quase 10 mil habitantes de Gaza continuam confinados em prisões, entre os quais várias centenas de profissionais de saúde. Entre esses prisioneiros, 1.320 deles, como é o caso do doutor Abu Safiya, são classificados como “combatentes ilegais” e detidos sem julgamento. O próprio jornal israelense Haaretz noticiou o caso de Safiya, submetido a tortura e privações por seus carcereiros.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-0e943122a0b9b11aebc2f2d229ad4f50 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Manifestações pelo mundo pedem a libertação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas ocorreram manifestações pela libertação imediata do Dr. Abu Safiya. <strong>Em Tel Aviv (Israel)</strong> em 6 de julho manifestantes ergueram faixas nas quais podia-se ler: “O Dr. Hussam Abu Safiya está agonizando sob tortura na prisão israelense” e “Onde estão as 150 crianças sequestradas?”. Uma declaração da campanha “Libertem os sequestrados palestinos” foi divulgada à imprensa durante o comício.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="452" height="209" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2.png" alt="" class="wp-image-22342" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2.png 452w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2-300x139.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2-150x69.png 150w" sizes="(max-width: 452px) 100vw, 452px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em Lima, no Peru,</strong> o Comitê de San Marcos de Solidariedade com a Palestina realizou um protesto em frente ao portão principal do campus universitário da Universidade Nacional Maior de San Marcos. A iniciativa, em 10/7, contou com a participação de diversos coletivos e organizações sociais peruanas, que convidaram a comunidade universitária a apoiar a iniciativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em Paris</strong>, em 15 e 16/7, duas manifestações foram realizadas. Primeiro em frente ao Hospital Necker e, em seguida, nas proximidades do Ministério das Relações Exteriores. A Dra. Souad Kout, pediatra e membro do Sindicato Nacional dos Médicos Hospitalares (SNMH FO), lembrou que os relatos sobre as condições de detenção dos palestinos são arrepiantes: assassinatos, amputações sem anestesia, torturas e outros abusos graves. E os médicos e profissionais de saúde não são exceção. O Dr. Patrick Pelloux, presidente da Associação dos Médicos de Emergência da França (AMUF), também presente, pediu que se conceda a nacionalidade francesa ao Dr. Abu Safiya, que se vá resgatá-lo e que o nomeie cidadão de honra da França. Deputados, entre eles Jérôme Legavre, da LFI, estiveram presentes e apoiaram a mobilização e o pedido um de audiência no Ministério. Depois da mobilização, a delegação foi contatada e uma data para uma audiência foi marcada para 24/7. Também em <strong>Nova York </strong>e em<strong> Perth, Austrália</strong>, ocorreram manifestações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Simesp </strong>(Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo) &#8211; que desde a prisão de Safiya integra a campanha por sua libertação – lançou nova nota que apela: “O Simesp apoia a campanha da anistia internacional pela libertação do médico palestino Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan, detido desde dezembro de 2024. Enquanto Gaza enfrenta o colapso de seu sistema de saúde, hospitais são destruídos, profissionais seguem sendo mortos, presos ou impedidos de exercer a profissão e milhões de pessoas têm o acesso ao atendimento comprometido. A defesa da liberdade do Dr. Hussam Abu Safiya é também a defesa do trabalho de médicas e médicos em cenários de conflito e do direito da população à assistência em saúde.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Conferência Internacional Contra a Guerra, realizada em Londres em 20 de junho (ver OT 965), aprovou uma declaração que inclui um apelo para um dia coordenado de manifestações em todos os países em prol da Palestina, no sábado, <strong>10 de outubro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assine e divulgue a petição: </strong><a href="https://freedrabusafiya.com/"><strong>https://freedrabusafiya.com</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
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		<title>Conferência Internacional Contra a Guerra, Londres 20 de junho</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/conferencia-internacional-contra-a-guerra-londres-20-de-junho/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=conferencia-internacional-contra-a-guerra-londres-20-de-junho</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 18:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passar à ação contra os governos responsáveis pela guerra! Após a Conferência Contra a Guerra de 4 e 5 de outubro em Paris, esta foi a segunda iniciativa desse tipo, ocorrida em Londres em 19 e 20 de junho. Reunindo mais de 3.000 militantes, representando centenas de organizações sindicais e políticas de toda a Europa [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-6345ce9c8df35543fa7d86fb174b4b36" style="font-size:21px"><strong>Passar à ação contra os governos responsáveis pela guerra!</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após a Conferência Contra a Guerra de 4 e 5 de outubro em Paris, esta foi a segunda iniciativa desse tipo, ocorrida em Londres em 19 e 20 de junho. Reunindo mais de 3.000 militantes, representando centenas de organizações sindicais e políticas de toda a Europa e dos Estados Unidos. Um fim de semana que materializou, indiscutivelmente, uma ampliação e um aprofundamento consideráveis na necessária articulação de todas as forças disponíveis para deter a política de guerra em escala internacional a serviço das necessidades do imperialismo em crise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização britânica Counterfire apresentou um relato do evento que reproduzimos na sequência. Com base nessa força reunida, um elemento atravessou a discussão: a necessidade de passar à ação! Essa é a conclusão apresentada pela conferência de sábado e pelo apelo que nela foi adotado. Sim, a necessidade de passar à ação em nível internacional com as forças capazes de bloquear a guerra, suas entregas de armas, seus orçamentos de guerra, a militarização da juventude e o alistamento obrigatório, seus cortes em todos os orçamentos sociais. “O inimigo de cada um encontra-se, antes de tudo, em seu próprio país”, destacou Lindsay German, da organização Stop the War Coalition, convidando os participantes tanto a ação coordenada em nível internacional como a ação de cada um contra seu próprio governo, pois bloquear a guerra significa bloquear os governos responsáveis pela guerra. Essa é a tarefa central que se trata de organizar.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-abc42c57a42fc975bbf1873318d1fe3f" style="font-size:21px"><strong>Relato da organização britânica Counterfire sobre a Conferência (trechos)</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="942" height="483" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-2.jpg" alt="" class="wp-image-22284" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-2.jpg 942w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-2-300x154.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-2-150x77.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-2-768x394.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-2-819x420.jpg 819w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-2-696x357.jpg 696w" sizes="(max-width: 942px) 100vw, 942px" /><figcaption class="wp-element-caption">Faixas marcam presença de sindicatos britânicos</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 3.000 delegados vindos de toda a Europa se reuniram no Central Hall de Westminster. Na véspera, um clima de entusiasmo predominava, enquanto cerca de 200 delegados vindos da Europa e de outras regiões se reuniam na sede do NEU (sindicato dos professores da Grã-Bretanha), para a reunião preparatória. Lindsey German, da Stop the War, destacou um ponto essencial: a resposta ao projeto imperialista americano não está no rearmamento europeu, e o principal inimigo de cada um encontra-se antes de tudo em seu próprio país. (…) Militantes vindos da Ucrânia e da Rússia defenderam a solidariedade com os dissidentes dos dois países. Estudantes franceses e alemães engajados contra o serviço militar obrigatório, assim como sindicalistas e organizações de vários países, defenderam a ideia de mobilizar o movimento operário contra os recorrentes cortes orçamentários destinados a financiar gastos militares cada vez maiores. Entre os temas prioritários figuravam a condenação do genocídio em curso na Palestina e a necessidade de prosseguir com a solidariedade internacional. Kevin Courtney, presidente da Cuba Solidarity Campaign, também tomou a palavra para destacar o agravamento da crise em Cuba devido ao bloqueio americano e à crescente ameaça de uma intervenção militar dos Estados Unidos. A situação no Sudão também foi abordada, assim como suas ligações com o imperialismo ocidental. (&#8230;)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplos de resistência também foram destacados: as imensas manifestações de solidariedade à Palestina, as greves estudantis na Alemanha contra o serviço militar obrigatório, bem como as ações da flotilha internacional Global Sumud (&#8230;). Sukana Rhawani, mãe da prisioneira política de Filton, Fatema Zainab Rajwani, condenada como terrorista por um juiz na semana anterior, prestou um emocionante testemunho sobre o crescente autoritarismo exercido contra o movimento de solidariedade à Palestina no Reino Unido.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Campanhas contra o alistamento militar</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Estudantes e jovens militantes se reuniram para discutir o lançamento de uma campanha de massa contra o alistamento militar. Felix Kreklow Rojas, estudante alemão em greve, compartilhou sua experiência na organização de greves estudantis contra o alistamento na Alemanha. Estudantes da França, da Espanha, da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos também apresentaram suas campanhas. Parlamentares vindos de toda a Europa denunciaram os aumentos dos orçamentos militares decididos por seus governos.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Baixem as armas e aumentem nossos salários</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro também deu voz a vários dirigentes sindicais, entre eles Ian Hodson (BFAWU – sindicato dos trabalhadores da alimentação), Jo Grady (UCU – sindicato das universidades) e Fran Heathcote (PCS – sindicato dos funcionários públicos). Todos mencionaram os efeitos dos salários estagnados e da queda do padrão de vida sobre seus filiados, bem como a necessidade de se opor a novas deteriorações destinadas a financiar as guerras das classes dominantes. Jo Grady, que havia apresentado com sucesso a moção “Salários, não armas” durante o congresso do TUC (central sindical britânica), destacou a necessidade de os sindicatos intensificarem suas campanhas contra o aumento dos gastos militares. O ponto alto desta sessão foi o discurso contundente de Mustafa Barghouti, médico palestino e dirigente da Iniciativa Nacional Palestina, recebido com uma calorosa ovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda sessão foi dedicada à escalada das tensões de guerra na Europa. Entre os palestrantes estava Jérôme Legavre, deputado da França Insubmissa, que desempenhou um papel decisivo na organização da conferência pela paz de Paris e denunciou o aumento dos gastos militares decidido por Emmanuel Macron. Os delegados franceses, acompanhados por outros participantes, entoaram “Macron, renuncie”.&nbsp; A conferência continuou pelas ruas ao redor do Central Hall, em uma atmosfera que misturava entusiasmo e determinação.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-b40a19404aab4362014b133e99ef1dd2" style="font-size:21px"><strong>Chamada para uma campanha de apoio a desertores na Europa</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="946" height="395" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-3.jpg" alt="" class="wp-image-22285" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-3.jpg 946w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-3-300x125.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-3-150x63.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-3-768x321.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.6-3-696x291.jpg 696w" sizes="(max-width: 946px) 100vw, 946px" /><figcaption class="wp-element-caption">Igor Romanchuk (ucraniano) e Andreï Demidov (russo)  / Matthew M.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As autoridades da União Europeia discutem atualmente medidas severas destinadas a restringir a entrada de cidadãos russos que participaram dos combates, incluindo aqueles que se recusaram a continuar a guerra. Essas medidas já estão se tornando realidade: vários Estados europeus recusam sistematicamente asilo a desertores russos, acusando-os de “cumplicidade” e privando-os de qualquer possibilidade de refúgio seguro. E isso ocorre mesmo quando muitos cidadãos russos foram forçados a servir no exército — uma pressão que não para de se intensificar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a deserção e o abandono não autorizado de posto dentro do exército russo aumentam em resposta a uma guerra sem fim e aos crimes do regime. Segundo estimativas de jornalistas independentes e da comunidade OSINT, entre 100.000 e 120.000 casos de recusa em participar da violência e dos massacres foram registrados desde o início da invasão em grande escala. Apenas 15% a 20% desses casos resultaram em processos judiciais. A maioria dos desertores permanece na Rússia em medo constante: em caso de prisão, eles correm o risco de tortura, encarceramento, envio para “batalhões de assalto” ou morte na linha de frente. Apenas uma ínfima minoria consegue chegar a um país seguro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A deserção é um instrumento poderoso contra a guerra: ela enfraquece a máquina militar do regime e salva vidas. Apoiar aqueles e aquelas que escolhem a vida e a paz pode acelerar o fim do conflito e se tornar um forte sinal em favor de mudanças internas na Rússia. Conceder o direito de asilo é uma questão de soberania dos Estados nacionais. No entanto, a Europa lhes fecha quase todas as portas. Mesmo na França, onde a CNDA reconheceu que a deserção pode constituir motivo para asilo, apenas algumas pessoas obtiveram proteção. Na Alemanha, no início de 2026, as autoridades começaram a multiplicar as recusas de asilo dirigidas a desertores russos. Paralelamente, vários países da UE consideram uma proibição total de entrada para todos os cidadãos russos que participaram da guerra, privando assim indivíduos do direito à vida e à proteção humanitária. Da mesma forma, por razões humanitárias, reconhecemos o direito dos desertores ucranianos à proteção na UE. O direito à vida e à liberdade prevalece sobre os direitos do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exigimos medidas imediatas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">● Reconhecer a recusa em participar da guerra (deserção e abandono não autorizado de posto) como motivo legítimo para obter o direito de asilo em cada um dos países e proteção da União Europeia. Trata-se de um ato de consciência e de uma recusa em participar de crimes.<br>● Emitir documentos de viagem humanitários (salvo-condutos) para pessoas sem passaporte internacional, para que possam viajar com segurança para a UE e apresentar um pedido de proteção.<br>● Informar amplamente a população russa sobre as possibilidades de proteção, para que a deserção se torne uma escolha realmente acessível, e não um ato desesperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada recusa de proteção coloca uma vida em perigo. Cada porta aberta é uma oportunidade para a paz e para transformações internas. A Europa deve abrir suas portas àqueles que escolhem a vida e a humanidade — e não reforçar a guerra e a repressão.</p>



<p class="has-background wp-block-paragraph" style="background-color:#f2f2f2"><img decoding="async" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/p.10-IO0905.jpeg" style="width:177px;height:auto"><br><strong>Apelo adotado pela Conferência</strong><br>Não à militarização e ao recrutamento obrigatório!<br>Recursos para o bem-estar, não para a guerra!<br>Desde esta conferência internacional contra a guerra, elevamos nossas vozes unidas: contra a guerra e o genocídio, contra a ameaça nuclear crescente, e pela paz. Nós nos reunimos para tocar o alarme: para parar o avanço rumo à guerra, assim como o nacionalismo e o racismo que ela gera. Juntos, dizemos NÃO ao rearmamento e ao alistamento obrigatório, e SIM a sistemas de saúde, educação e serviços públicos devidamente financiados, a empregos dignos e a salários mais altos.<br>Reconhecemos e condenamos a cumplicidade dos governos que facilitaram e continuam a permitir o genocídio na Palestina, que alimentaram o terrível banho de sangue e impediram um cessar-fogo na Ucrânia, que atacaram o Irã soberano, o Líbano e o Iêmen, e que continuam a conduzir guerras e intervenções militares em todo o mundo. Milhões de pessoas morreram ou ficaram feridas, as infraestruturas foram destruídas, vidas e esperanças foram arrasadas, a fim de salvar o sistema capitalista que gera a guerra e a barbárie.<br>Não aceitamos o regresso ao caos e à guerra, da qual grande parte pode ser atribuída ao imperialismo americano. Rejeitamos absolutamente a intervenção política e militar de Trump na Venezuela, suas ameaças de guerra contra Cuba, e afirmamos nossa solidariedade com os povos de todos os países ameaçados por Trump e seus aliados. Reconhecemos e condenamos também o papel dos governos europeus, em particular os de Starmer, Macron e Merz, na escalada do avanço rumo à guerra: nós rejeitamos sua preparação ativa para a guerra, que se desenvolve em todo o continente, o aumento constante dos gastos militares da Otan, e nos comprometemos a nos opor a isso e a fazê-los recuar.<br>Rejeitamos a degeneração de nossas sociedades provocada pelo saque das riquezas públicas, retiradas de nossos territórios e de nossos serviços públicos para serem colocadas nos bolsos dos fabricantes de armas. Não somos enganados pela falsa narrativa de que os gastos com armamentos permitiriam regenerar nossas indústrias e nossas economias. Apoiaremos e incentivaremos a mobilização sindical contra os gastos militares. Defendemos investimentos verdadeiros em nossas sociedades, a fim de garantir uma segurança real aos trabalhadores e a toda a população: para nossos sistemas de saúde, para salários e condições de trabalho dignos, para os transportes, a educação e a moradia. Não aceitaremos nem o alistamento militar nem a militarização da educação: não permitiremos que nossos filhos e nossas filhas sejam enviados para matar e morrer.<br>Enfrentamos obstáculos formidáveis e desafios sem precedentes. Hoje, reconhecemos que a única maneira de sermos eficazes diante das forças poderosas que se levantam contra nós é nos organizarmos internacionalmente e agirmos de maneira estratégica no interesse dos povos. A solidariedade é crucial, assim como é igualmente importante a coordenação internacional, com o movimento operário, para responder aos governos belicistas e ao aumento dos gastos militares. Trabalharemos juntos na elaboração de uma estrutura que permita avançar.<br>Construir esse movimento é essencial para garantir um futuro para nosso planeta e para a humanidade. Esse é nosso compromisso hoje: organizar um movimento forte pela paz, contra o projeto imperialista americano, e lutar pela vida e pelos meios de subsistência de todos os trabalhadores, por um outro mundo, melhor.<br>Convocamos a participar de:<br>– o dia 10 de outubro pela Palestina, para pôr fim a três anos de genocídio e a décadas de ocupação e apartheid;<br>– um fim de semana de ação contra a militarização e o recrutamento obrigatório, nos dias 21 e 22 de novembro;<br>– o dia de ação dos trabalhadores portuários contra a guerra, em outubro, cuja data ainda está por confirmar.<br>Também convocamos a promover o logotipo da conferência – de Paris e de Londres – para dar às nossas ações uma visibilidade e um conteúdo internacionais, e para apoiar as reuniões e iniciativas que se baseiam neste apelo.</p>
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		<title>Rebelião popular na Bolívia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 13:19:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Bolívia volta a ocupar o centro da cena política latino-americana. Greves, bloqueios de estradas, marchas populares e assembleias de base atravessam o país em uma nova onda de mobilizações sociais contra o governo de Rodrigo Paz.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por <strong>EVERALDO DE OLIVEIRA ANDRADE</strong> (<em>professor do Departamento de História da USP. Autor, entre outros livros, de</em> Bolívia: democracia e revolução. A Comuna de La Paz de 1971 [<em>Alameda</em>])</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Bolívia volta a ocupar o centro da cena política latino-americana. Greves, bloqueios de estradas, marchas populares e assembleias de base atravessam o país em uma nova onda de mobilizações sociais contra o governo de Rodrigo Paz. Mais do que uma explosão conjuntural de descontentamento econômico, a crise atual revela contradições acumuladas ao longo de duas décadas e recoloca em movimento uma das mais profundas tradições de luta popular do continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A eleição de Rodrigo Paz ocorreu em meio ao desgaste político do bloco construído em torno de Evo Morales e do Movimiento al Socialismo desde 2006. Durante quase vinte anos, o MAS foi capaz de derrotar eleitoralmente as agendas neoliberais tradicionais, ampliar direitos sociais, fortalecer a presença estatal sobre recursos naturais estratégicos e criar empresas públicas fundamentais para a economia do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, porém, o projeto político do MAS buscou permanentemente uma estratégia de conciliação com setores empresariais e do agronegócio boliviano. A nova Constituição de 2009, apesar de incorporar importantes demandas indígenas e populares, já expressava os limites desse pacto. As políticas neodesenvolvimentistas implementadas nos anos seguintes permitiram crescimento econômico e certa estabilidade social, mas mantiveram forte dependência da exportação de commodities, especialmente do gás natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise internacional de 2008 atingiu duramente essa base econômica. O projeto de diversificação produtiva não chegou a produzir efeitos estruturais duradouros, e os limites do modelo tornaram-se cada vez mais evidentes. Paralelamente, medidas de ajuste implementadas ainda sob os governos do MAS, sobretudo durante a gestão econômica de Luís Arce, aprofundaram o desgaste junto a setores populares urbanos e camponeses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi nesse cenário de fragmentação política e insatisfação social que Rodrigo Paz construiu sua vitória eleitoral, apresentando-se como alternativa de renovação política. Mas o novo governo rapidamente abandonou qualquer ambiguidade. Seu alinhamento com o programa liberal continental e com a extrema direita latino-americana tornou-se imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto 5503 inaugurou um conjunto de medidas de choque contra a economia popular. Em seguida, o governo aderiu ao projeto “Escudo das Américas”, impulsionado pelos Estados Unidos, aprofundou cortes nos subsídios aos combustíveis e promoveu a chamada Lei 1720, que facilitava a concentração fundiária e ameaçava diretamente as terras comunitárias indígenas e camponesas ao permitir sua financeirização. A forte reação popular obrigou o governo a recuar parcialmente e revogar a legislação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, a deterioração das condições de vida continuou avançando. Inflação, desemprego, queda do poder de compra e aumento do custo dos combustíveis produziram um cenário explosivo. O estopim veio em 1º de maio, quando o governo se recusou a conceder reajuste salarial. A partir daí, multiplicaram-se as mobilizações em todo o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trabalhadores urbanos, camponeses, organizações indígenas, transportistas e sindicatos passaram a organizar marchas, paralisações e bloqueios de estradas. A Central Obrera Boliviana apresentou uma pauta unificada de 22 pontos em defesa dos salários, contra privatizações e medidas liberais, incorporando também a exigência de renúncia do presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão continental da crise boliviana é evidente. Rodrigo Paz converteu-se rapidamente em aliado estratégico do projeto hemisférico impulsionado por Donald Trump e pela extrema direita latino-americana. A integração da Bolívia ao “Escudo das Américas” não possui apenas dimensão militar ou diplomática: trata-se da tentativa de enquadrar recursos estratégicos do país – gás, lítio, terras raras e territórios agrícolas – aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e das grandes corporações multinacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As elites bolivianas historicamente mantiveram profunda dependência econômica e política em relação ao capital internacional. Os grandes proprietários do agronegócio em Santa Cruz e grupos financeiros urbanos acreditavam que a vitória eleitoral de Paz permitiria desmontar rapidamente as conquistas sociais e os mecanismos de organização popular construídos desde as jornadas insurrecionais da Guerra da Água e da Guerra do Gás, no início dos anos 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a atual rebelião demonstra justamente o contrário. A tradição de luta popular boliviana permanece viva. Os bloqueios e assembleias populares reaparecem como instrumentos centrais de resistência e auto-organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os chamados comitês de bloqueio surgidos em regiões como El Alto, Senkata, Ventilla e Puente Vela possuem enorme significado político. Esses espaços articulam trabalhadores urbanos, camponeses, povos indígenas e setores populares em formas de deliberação coletiva e coordenação territorial profundamente enraizadas na história boliviana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata apenas de instrumentos táticos de mobilização. Sua emergência revela a permanência de tradições de democracia direta e organização comunitária que remontam à Revolução de 1952, à Comuna de La Paz de 1971 e às grandes jornadas populares do início do século XXI.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses organismos expressam uma crítica prática à burocratização de parte da Central Obrera Boliviana e de importantes sindicatos históricos. A pressão das bases e o desenvolvimento de formas autônomas de organização impulsionam uma possível recomposição do caráter combativo do movimento operário boliviano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria pauta de 22 pontos da COB demonstra esse movimento ao conectar reivindicações econômicas imediatas – salários, subsídios, defesa dos serviços públicos – com uma luta política aberta contra o governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência boliviana recoloca no centro da discussão latino-americana uma questão decisiva: os limites das estratégias exclusivamente institucionais diante do avanço da extrema direita. As eleições seguem sendo terreno importante de disputa, mas encontram-se cada vez mais condicionadas pelo poder econômico, pelo controle das plataformas digitais e pela intervenção geopolítica das grandes potências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vitória de Rodrigo Paz capturou momentaneamente a crise do bloco popular organizado em torno do MAS, mas não eliminou as transformações sociais e políticas produzidas desde 2006. O próprio MAS carrega limites profundos em seu modelo econômico e em suas práticas políticas, porém consolidou-se historicamente como principal instrumento de oposição às agendas neoliberais da direita boliviana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande erro do novo governo foi imaginar que sua vitória eleitoral representava autorização irrestrita para aplicar um programa ultraliberal de choque. A resposta popular recoloca em cena a memória das jornadas de 2003, que derrubaram Gonzalo Sánchez de Lozada após as guerras da água e do gás e abriram caminho para a ascensão de Evo Morales.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Brasil e para toda a América Latina, a rebelião boliviana traz uma lição política central: a resistência às agendas ultraliberais e autoritárias depende da capacidade de organização da classe trabalhadora, da unidade entre sindicatos, movimentos populares e coletivos territoriais, e da construção de formas concretas de poder social enraizadas nas necessidades das maiorias exploradas e oprimidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://aterraeredonda.com.br/rebeliao-popular-na-bolivia/" type="link" id="https://aterraeredonda.com.br/rebeliao-popular-na-bolivia/">Artigo originalmente publicado na revista eletrônica A Terra é Redonda</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A guerra de Trump e Netanyahu tem que terminar!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:58:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">No dia 7 de abril, Trump numa ameaça genocida disse que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, a civilização persa de três mil anos, porque o governo do Irã não capitulou às suas exigências. À noite, ele anunciou e o Irã confirmou um cessar-fogo provisório de 15 dias. Mas já no dia seguinte, Netanyahu, com a complacência de Trump, disse que não estava no acordo e fazia seu mais selvagem ataque ao Líbano &#8211; 160 mísseis mataram 354 pessoas em vários pontos do país em menos de 15 minutos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dois países já passam de dezenas de milhares o número de mortos e feridos, e mais de um milhão de deslocados. No Irã, o New York Times que analisou registros de satélites, mostra que os destroços são frequentemente causados por ataques em bairros densamente povoados, em particular Teerã, capital com 10 milhões de habitantes, com densidade comparável à Nova York.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resposta ao bombardeio, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do gás e do petróleo produzidos no mundo. As primeiras negociações entre os EUA e o Irã no Paquistão em 11 de abril, fracassaram, mas parecem continuar discretamente. Israel continuou os ataques no Líbano.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-c5d2de55bc579e04592991c360192afd" style="font-size:21px"><strong>Tentativa de bloquear os portos iranianos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os EUA tentam, agora, fechar o Estreito de Ormuz para os navios vindos de portos iranianos, e não de outros, com o objetivo de bloquear as receitas de petróleo do Irã. O que também é uma ameaça à China que compra 40% do seu petróleo no Irã.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a guerra no Irã, o foco está no preço do petróleo, não apenas para afirmar, com a ajuda de Israel, seu controle sobre o Oriente Médio, mas também para aumentar a pressão sobre a China, desafiando sua posição no mercado global e tentando afirmar uma &#8220;ordem mundial&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso num contexto de crise generalizada, na qual o bloqueio do Golfo já provocou uma nova alta exponencial nos preços do petróleo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E diante das políticas de Trump e Netanyahu, as manifestações e a rejeição a uma escalada militar ainda maior se aprofundam em todo o mundo, causando contradições e crises em alguns governos — inclusive na administração estadunidense.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Markus Sokol</strong></p>



<p class="has-background wp-block-paragraph" style="background-color:#eeeeee"><span class="wp-rich-text-font-awesome-icon wp-font-awesome-icon"><svg aria-hidden="true" focusable="false" data-prefix="fas" data-icon="circle-plus" class="svg-inline--fa fa-circle-plus " role="img" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 512 512" style="font-size:1.8em" color="#a2a2a2"><path fill="currentColor" d="M256 512a256 256 0 1 0 0-512 256 256 0 1 0 0 512zM232 344l0-64-64 0c-13.3 0-24-10.7-24-24s10.7-24 24-24l64 0 0-64c0-13.3 10.7-24 24-24s24 10.7 24 24l0 64 64 0c13.3 0 24 10.7 24 24s-10.7 24-24 24l-64 0 0 64c0 13.3-10.7 24-24 24s-24-10.7-24-24z"></path></svg></span><br><strong>Resistência e solidariedade no Brasil</strong><br>No mesmo dia 7 do discurso genocida de Trump, no Brasil, em resposta ao apelo do reitor da Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã (IUST), Dr. Mahmoud Mehrdad Shokrieh, 37 sindicatos e quatro sociedades científicas, repudiaram em nota pública (abaixo) as ações bárbaras dos EUA e de Israel. A iniciativa veio dos militantes do DAP no movimento Renova Andes e recolheu amplo apoio. Com relação ao Líbano, fica a demanda de que o governo Lula rompas as relações com Israel.<br><br>“Repúdio aos bombardeios dos EUA e de Israel às Universidades e Escolas do Irã<br>O ataque militar unilateral lançado pelos EUA e por Israel contra o Irã em 28/02/2026 têm escalado a cada dia e cada vez mais alvejado sua população civil e instituições sociais. Várias universidades e centros de estudos do Irã têm sido deliberadamente bombardeadas.<br>Entre as instituições criminosamente atingidas pelos mísseis dos EUA-Israel, destacam-se a Universidade Imam, Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã e Universidade de Tecnologia de Isfahan.  Logo no primeiro dia desta guerra, aliás, a Escola Feminina Shajareh Tayyebeh (Minab) foi devastada com os brutalmente destrutivos mísseis norte-americanos Tomahawk, tendo mais de 150 de suas jovens estudantes assassinadas. Tais atos de destruição seguem, pois, o mesmo padrão daqueles ocorridos, recentemente em Gaza, quando as Forças Armadas de Israel (FDI) destruíram as 12 universidades ali existentes – o mesmo padrão também contra o Líbano.<br>Repudiamos com veemência tais ataques e interpelamos toda a comunidade acadêmica brasileira a denunciar o escolasticídio que EUA e Israel têm desenvolvido contra o Irã. Por meio da destruição de escolas, universidades, bibliotecas e centros de pesquisas pretendem apagar a memória, a cultura, a soberania científica e tecnológica e o futuro do povo e da nação iraniana. A barbárie cultural em curso contra o Irã – nação dotada de uma rica e milenar cultura é, definitivamente, um crime contra a humanidade.<br>Pelo fim imediato dos bombardeios contra o Irã! <br>Toda solidariedade aos docentes, pesquisadores, acadêmicos e estudantes iranianos!”<br><br><strong>Assinam sindicatos de docentes, associações científicas e dirigentes:<br></strong>Cláudio Mendonça, presidente do ANDES – SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior); Francivaldo Alves Nunes, presidente da Anpuh (Associação Nacional de História); Beatriz Macchione Saes, presidente da EcoEco (Sociedade Brasileira de Economia Ecológica); Carlos Fidelis da Ponte, presidente do Cebes (Centro Brasileiro de Estudos de Saúde); Marisa Silva Amaral, presidente da SEP (Sociedade Brasileira de Economia Política), Adcac (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Catalão); Aduemg (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Minas Gerais); Aduems (da Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul); Aduenp (da Universidade Estadual do Norte do Paraná); Adufabc (da Universidade Federal do ABC); Aduferpe (da Universidade Federal Rural de Pernambuco); Adufepe (da Universidade Federal de Pernambuco); Adufmat (da Universidade Federal de Mato Grosso); Adufms (da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul); Adufop (da Universidade Federal de Ouro Preto); Adufpel (da Universidade Federal de Pelotas); Adufpb (da Universidade Federal da Paraíba); Adufrj (da Universidade Federal do Rio de Janeiro); Adufs (da Universidade Federal de Sergipe); Adufscar (da Universidade Federal de São Carlos); Adufu (da Universidade Federal de Uberlândia); Adunemat (da Universidade Estadual do Mato Grosso); Adunicamp (da Universidade Estadual de Campinas); Adunicentro (da Universidade do Cento-Oeste do Paraná); Adunifesp (da Universidade Federal de São Paulo); Adunioeste (da Universidade Federal do Oeste do Paraná); ApesJF (Associação dos Professores do Ensino Superior de Juiz de Fora); Apropuc (da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo); Apur (da Universidade Federal do Recôncavo); Asduerj (da Universidade Estadual do Rio de Janeiro); Sesduem (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Maringá); Sedufsm (Universidade Federal de Santa Maria); Sindcefet-MG (do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais);Sesunila (da Universidade Federal da Integração Latino Americana); Sindiprol/Aduel (da Universidade Estadual de Londrina); Sinduece (da Universidade Estadual do Ceará);Sinduepg (da Universidade Estadual de Ponta Grossa); Sindunespar (da Universidade Estadual do Paraná); Sindufap (da Universidade Federal do Amapá); SindsIFCE (do Instituto Federal de Educação C&amp;T do Ceará)</p>
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		<title>Mensagem da seção libanesa da 4ª Internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 16:46:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste dia 8 de abril de 2026, o Líbano sofreu a pior agressão militar de toda a sua história. Durante menos 15 minutos, no final da manhã, mais de 150 aviões de guerra do exército sionista genocida bombardearam o Líbano, destruindo em grande escala infraestruturas, escolas e hospitais. No momento em que estas linhas são [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Neste dia 8 de abril de 2026, o Líbano sofreu a pior agressão militar de toda a sua história. Durante menos 15 minutos, no final da manhã, mais de 150 aviões de guerra do exército sionista genocida bombardearam o Líbano, destruindo em grande escala infraestruturas, escolas e hospitais. No momento em que estas linhas são escritas, o balanço dos bombardeamentos ascende a 254 mártires e 1165 feridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Beirute e os seus subúrbios do sul, Baalbek, Hermel, Nabatieh, Aley, Sidon e Tiro foram bombardeados. Xiitas, sunitas, cristãos, drusos… todas as comunidades foram afetadas.<br>A entidade sionista decidiu destruir o Líbano, tal como faz com a Palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seção libanesa da 4ª Internacional, que tinha perdido dois dos seus membros durante os bombardeios de 2024, acaba de perder três dos seus camaradas nos ataques de hoje. Jad Safa, de 27 anos, estudante de licenciatura em Matemática, Ali Mikdad, de 23 anos, estudante de licenciatura em Literatura Árabe, e Riyad El Husseini, de 32 anos, engenheiro e arquiteto, foram mortos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Riyad encontrava-se na aldeia de Shmestar, situada no vale da Bekaa, enquanto assistia a um funeral que reunia cerca de uma centena de pessoas. Junto a ele, doze pessoas foram massacradas, na sua maioria jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos tempos difíceis e dolorosos. A perda dos nossos camaradas é imensa, mas não<br>desesperamos. Transformamos a nossa dor em força. Partilhamos uma causa com todos os combatentes pela liberdade em todo o mundo, e a defenderemos até o nosso último suspiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro nos pertence, e o imperialismo está condenado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Beirute, 8 de abril de 2026.</strong></p>
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		<title>Jornada Continental de março</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 17:54:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A política fascista do ICE, com robusto financiamento projetado em 30 bilhões de dólares para este ano, assombra os milhões de migrantes que moram nos EUA. As deportações sejam as feitas diretamente pelo ICE somadas as “auto-deportações” já ultrapassam dois milhões de pessoas. O número de vagas nos centros de detenção pode chegar 100.000 leitos. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A política fascista do ICE, com robusto financiamento projetado em 30 bilhões de dólares para este ano, assombra os milhões de migrantes que moram nos EUA. As deportações sejam as feitas diretamente pelo ICE somadas as “auto-deportações” já ultrapassam dois milhões de pessoas. O número de vagas nos centros de detenção pode chegar 100.000 leitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado se vê diariamente pela imprensa americana: perseguições, prisões arbitrárias, medo de sair às ruas mesmo entre os que possuem cidadania americana, e agora assassinatos em plena luz do dia como de Renee Nicole Good em Minnessota. O ano de 2025 registrou o maior número de pessoas mortas sob custódia do ICE desde 2004, segundo o jornal The Guardian.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação do ICE e a política de expulsão dos migrantes é parte da nova política nacional de segurança do governo Trump, a mesma que deflagrou a invasão militar na Venezuela e sequestrou o presidente Nicolas Maduro e sua esposa Cilla Flores.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-17cdfca8e4c312c5ed0157e3d2e7d241" style="font-size:21px">A preparação da Jornada</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Conferência realizada em setembro na Cidade do México, que convocou a Jornada Continental de 08 a 14 de março de 2026, em sua declaração final denunciava e explicava que a defesa da soberania da Venezuela e dos países da América Latina se combinava na ação em defesa do direito a migração. Aqui no Brasil uma série de atividades está sendo realizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>Recife</strong> está em construção junto à vereadora Kari Santos (PT), a realização de uma audiência pública em fevereiro de 2026. No <strong>Paraná</strong> uma atividade chamada pelo DAP em discussão com o mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT) dirigida ao movimento sindical e popular está programada para o inicio de fevereiro para organizar uma audiência publica na ALEP (Assembleia Legislativa do Paraná) na semana da Jornada Continental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No <strong>Ceará</strong> uma atividade do DAP em dezembro apresentou o Apelo à Jornada de Março, com a presença de delegados ao encontro da JPT. Em <strong>Minas Gerais</strong> o DAP junto com mandato do deputado estadual Betão realizará atividades em Valadares e em Belo Horizonte a partir da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>Santa Catarina</strong> foi constituído um comitê local para preparação da Jornada em Florianópolis que reúne sindicatos, DAP, mandatos da vereadora Carla Ayres (PT) e Bruno Zilioto (PT), movimentos populares e lideranças de associações de imigrantes. Um ato na rodoviária da cidade para defender o direito a migração foi realizado em 14/12 em oposição à política do prefeito Topázio Neto (PSD) de tentar estabelecer uma espécie de controle migratório para deportar, ao estilo Trump, pessoas que chegam de outras regiões do país para morar em Florianópolis e que não possuem residência ou emprego na cidade. A atividade prevista para Jornada é a realização de um ato de rua no centro da cidade no dia 14 de março.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>São Paulo</strong> também foi organizado um comitê local que reúne sindicatos, associações de imigrantes, movimentos populares, mandatos parlamentares e o DAP. O Comitê Paulista já participou da Marcha do Migrante em dezembro do ano passado e decidiu realizar a atividade da Jornada no dia 14 de março ato na histórica escadaria do Teatro Municipal. Na <strong>Bahia</strong> está sendo organizado um ato no consulado dos EUA em Salvador e está prevista uma reunião dia 26/1, e em Feira de Santana uma reunião dia 22/1 para preparar audiência pública em fevereiro na Câmara Municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mobilizações que ocorrem em várias cidades dos EUA, além de serem um fator de impulsão importante para as reuniões e atividades que ocorrem, demonstram que luta em defesa da migração é uma questão que diz respeito a todos os trabalhadores e povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma importante vitória, neste terreno foi campanha de boicote à Avelo Airlines. O Comitê Brasileiro que organizou a delegação ao México e prepara a Jornada no Brasil integrou na discussão em nosso país da campanha de boicote a empresa Avelo que opera os voos de deportados e anunciou uma compra milionária de aeronaves brasileiras da Embraer. A campanha realizada nos EUA por militantes DSA em conjunto com grupos de imigrantes, sindicatos, organizações religiosas estudantis e progressistas&nbsp; pressionou a empresa que anunciou o fim de voos de deportação dos imigrantes presos pelo ICE a partir do dia 27 de janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações para realização da Jornada Continental se espalham pelo país, nas próximas semanas entramos na reta final e a organização de comitês locais será decisiva em nossa contribuição nesta luta internacional contra o governo Trump e sua política imperialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Renê Munaro</strong></p>
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		<title>Depois da Venezuela, Cuba?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 16:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As imagens dramáticas dos blackouts de energia em Cuba e da população cubana sendo obrigada a cozinhar usando madeira como combustível expõem a perversidade do bloqueio imposto pelos EUA, agora ampliado pelo presidente Donald Trump e seu secretário Marco Rubio. Hospitais e escolas sem energia, num criminoso certo a ilha que, em 1959 com a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>As imagens dramáticas dos blackouts de energia em Cuba e da população cubana sendo obrigada a cozinhar usando madeira como combustível expõem a perversidade do bloqueio imposto pelos EUA, agora ampliado pelo presidente Donald Trump e seu secretário Marco Rubio. Hospitais e escolas sem energia, num criminoso certo a ilha que, em 1959 com a revolução vitoriosa, expropriou as máfias oligárquicas associadas aos interesses estadunidenses na ilha. Nesse momento urgente, o Brasil pode fazer a diferença. O presidente Lula, precisa ser fiel ao compromisso histórico do PT de defender a soberania cubana. Lula pode e deve enviar Petróleo para Cuba para evitar uma tragédia humanitária causada pelo bloqueio estadunidense. O Trabalho publica o artigo do companheiro Angel Tubau, originalmente publicado no site do jornal operário espanhol <a href="https://informacionobrera.org/despues-de-venezuela-cuba/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Información Obrera</a>. &#8212; Alexandre Linares</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trump ordenou que, a partir de hoje, os secretários de Comércio, Howard Lutnick, e de Estado, Marco Rubio (filho de cubanos exilados), fiscalizem se algum país entrega, por qualquer via, petróleo a Cuba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pressionado pela impressionante mobilização em Minnesota, Donald Trump busca novamente uma ação “destacada” na política externa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quinta-feira, 29 de janeiro, Trump assinou uma ordem executiva (equivalente a um decreto) na qual afirma: “Considero que a situação relativa a Cuba constitui uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos, e declaro uma emergência nacional em relação a essa ameaça”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse decreto anuncia que seu governo imporá tarifas adicionais a todos os produtos de “qualquer país que, direta ou indiretamente, venda ou forneça petróleo a Cuba”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trump determinou que, a partir de hoje, os secretários de Comércio, Howard Lutnick, e de Estado, Marco Rubio (filho de cubanos exilados), supervisionem se algum país entrega, por qualquer meio, petróleo a Cuba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembremos que, após a agressão militar contra a Venezuela e o sequestro do presidente Maduro e de sua esposa, Trump impôs à presidente “interina”, Delcy Rodríguez, o embargo a todo envio de petróleo a Cuba. A Venezuela era, até então, o principal fornecedor de petróleo da ilha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este decreto, portanto, tem um objetivo claro: pressionar o México para que interrompa os envios de combustível (sendo o segundo maior fornecedor até agora).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trump concluiu dizendo, segundo a agência AP, que não será mais enviado petróleo a Cuba e que o governo cubano cairá. Até o momento, a Secretaria de Energia do México e a diretoria da PEMEX (Petróleos Mexicanos) mantiveram silêncio sobre o assunto; embora a presidente do México, Claudia Sheinbaum, tenha declarado que o México é soberano e decide por si só com quem comercia, a agência Reuters informa que o México já havia suspenso os envios de petróleo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-9879e61a67f4c77219591695c488bd23" style="font-size:21px"><strong>À beira da asfixia?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cuba depende do petróleo para o transporte e para o funcionamento de suas usinas termelétricas. Segundo dados oficiais do governo cubano publicados no jornal Granma (órgão oficial do Partido Comunista), o país atualmente consegue atender, por outros meios, a menos da metade da demanda elétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nestes mesmos dias, o jornal britânico Financial Times afirmava que Cuba dispõe de combustível suficiente para apenas 15 a 20 dias. Antes da intervenção dos EUA, a Venezuela fornecia cerca de 46.500 barris diários à ilha. O México entregava, em média, 17.200 barris por dia, cujos envios foram interrompidos em meados de janeiro. Outros fornecedores de petróleo incluem a Rússia, que enviou seu último navio em outubro, e a Argélia, que não enviou nenhum cargueiro desde fevereiro do ano passado, segundo a mesma fonte. Agora, de acordo com o New York Times, Cuba recebe apenas três mil barris diários. O país necessita de 100 mil barris diários, dos quais aproximadamente metade é destinada à geração elétrica e o restante ao transporte e à atividade industrial. Qualquer pessoa pode imaginar a catástrofe humanitária que o imperialismo estadunidense está organizando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Parece que não conseguirá sobreviver. Cuba não poderá sobreviver”, declarou Trump à imprensa na noite de quinta-feira.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-9bba9ac8952497461a0905c88a56737f" style="font-size:21px"><strong>63 anos de bloqueio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A vitória da revolução em Cuba em 1959, cujo desenvolvimento posterior implicou a expropriação dos grandes proprietários (muitos deles estadunidenses) e a destruição da ditadura de Batista e de suas instituições, provocou, muito cedo, a intervenção armada estadunidense. Em abril de 1961, a CIA organizou a invasão da Baía dos Porcos, que fracassou graças à mobilização do povo cubano. Desde então, sucessivas administrações estadunidenses impuseram e reforçaram um embargo comercial contra a ilha que, dada a predominância da economia dos EUA e por meio de pressões sobre países terceiros, transformou-se num verdadeiro bloqueio. Esse bloqueio foi condenado pela imensa maioria dos membros da ONU, cuja Assembleia Geral o rejeitou em trinta ocasiões (em 2024, apenas com os votos contrários dos EUA e de Israel).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A difícil situação econômica de Cuba é, em grande parte, resultado desse bloqueio, que impede a ilha de manter comércio normal com todos os países.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-64e5a84d126cb9bdea4b2519bc4a293d" style="font-size:21px"><strong>A defesa de Cuba frente à agressão imperialista</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O jornal mexicano La Jornada conclui seu editorial de 30 de janeiro da seguinte maneira: “Na conjuntura atual, mesmo aqueles governos que nutrem aversão pelo regime político adotado pelos cubanos deveriam estar conscientes de que defender Cuba é, na verdade, defender toda a humanidade contra a arbitrariedade e o imperialismo descarado que o trumpismo sintetiza em seu lema ‘paz pela força’”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente, todo governo que defenda a democracia (isto é, o direito de cada povo decidir livremente sobre seu futuro sem imposições externas) deveria boicotar a ordem executiva de Trump. Isso inclui o governo de Pedro Sánchez e Yolanda Díaz. Assim como Hitler em 1938, o governo de Trump interpreta cada demonstração de fraqueza como um convite para novas ações. Contudo, não temos garantias de que algum governo venha a defender Cuba diante do império. Tal como ninguém defendeu verdadeiramente a Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que temos plena certeza é que, para todas as organizações do movimento operário e para todas aquelas que se proclamam defensoras dos direitos dos povos, é um dever agir agora em defesa do povo cubano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Andreu Tubau</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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