<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Mundo - O Trabalho</title>
	<atom:link href="https://otrabalho.org.br/mundo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://otrabalho.org.br/mundo/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 15 Oct 2026 17:45:24 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">57517359</site>	<item>
		<title>Espanha, levante pelo direito à moradia. Eleições antecipadas, Greve Geral anunciada</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/espanha-levante-pelo-direito-a-moradia-eleicoes-antecipadas-greve-geral-anunciada/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=espanha-levante-pelo-direito-a-moradia-eleicoes-antecipadas-greve-geral-anunciada</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22699</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas a Espanha está vivendo uma onda de manifestações em todas as regiões, de trabalhadores e jovens, que foi precipitada pelo despejo de uma senhora de 87 anos de sua residência. A questão escassez de moradias e dos altos preços dos aluguéis provocados pela especulação imobiliária vem piorando aceleradamente a situação e o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/espanha-levante-pelo-direito-a-moradia-eleicoes-antecipadas-greve-geral-anunciada/">Espanha, levante pelo direito à moradia. Eleições antecipadas, Greve Geral anunciada</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas a Espanha está vivendo uma onda de manifestações em todas as regiões, de trabalhadores e jovens, que foi precipitada pelo despejo de uma senhora de 87 anos de sua residência. A questão escassez de moradias e dos altos preços dos aluguéis provocados pela especulação imobiliária vem piorando aceleradamente a situação e o episódio precipitou a revolta. Abaixo o encadeamento dos fatos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8211; 23 de setembro:</strong> Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos, é despejada de sua residência, apesar da tentativa de seus vizinhos.<br><strong>&#8211; 26 de setembro:</strong> em reação, centenas de milhares se manifestam contra os despejos de inquilinos e exigem sua proibição. Um grande acampamento na praça Puerta del Sol em Madrid foi organizado pelo Sindicato dos Inquilinos e por jovens.<br><strong>&#8211; 1º de outubro:</strong> o governo de Sánchez aprova dois decretos-lei sobre a proteção dos inquilinos<br><strong>&#8211; 2 de outubro:</strong> o Parlamento se recusa a aprovar os dois decretos.<br><strong>&#8211; 3 de outubro:</strong> 500 mil manifestantes exigem medidas para a habitação.<br><strong>&#8211; 5 de outubro:</strong> o primeiro-ministro Pedro Sánchez anuncia a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições gerais para 29/11.<br><strong>&#8211; 7 de outubro:</strong> Maricarmen Abascal falece no hospital para onde havia sido levada após seu despejo. As duas centrais sindicais UGT e CCOO convocam uma greve geral para 11 de novembro, “por melhores salários, por moradia digna e por medidas de controle de preços diante de uma inflação que corrói nosso poder de compra”.<br><strong>&#8211; 9 de outubro</strong>: centenas de milhares de manifestantes voltam a sair às ruas em homenagem a Maricarmen e para exigir medidas para a redução dos aluguéis.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="888" height="591" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid.avif" alt="" class="wp-image-22700" style="aspect-ratio:1.5025773195876289;width:542px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid.avif 888w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-300x200.avif 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-150x100.avif 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-768x511.avif 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-631x420.avif 631w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/acamp-madrid-696x463.avif 696w" sizes="(max-width: 888px) 100vw, 888px" /><figcaption class="wp-element-caption">Acampamento contra os despejos em Madrid, Puerta del Sol</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-4 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Que legislatura está terminando?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio da antecipação das eleições por Sánchez marca o fim de uma legislatura que, apesar de alguns avanços, como o aumento do salário-mínimo e a retomada do reajuste das aposentadorias, terminará sem dar resposta às principais reivindicações da população trabalhadora e sem cumprir boa parte das promessas do governo, como a revogação da Lei da Mordaça (que impõe severas restrições a manifestações a aumenta o poder de polícia desde 2015) e da Lei 15/97, que facilita a privatização da saúde. O governo não se opôs ao Poder Judiciário, às instituições do Estado herdadas do franquismo, aceitando as regras do jogo e as limitações impostas pelo regime da Monarquia de 1978.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os aumentos nos preços dos combustíveis e de outros itens de primeira necessidade estão sobrecarregando a população trabalhadora. Está previsto para setembro um aumento do IPC (Índices de Preços ao Consumo) de 4,9%, enquanto as aposentadorias subiram 2,7%, o salário mínimo 3,1%, os salários acordados em convenções coletivas 3,04% e os dos funcionários públicos 1,5%. E o governo tem deixado a situação seguir seu curso sem propor nenhuma medida eficaz. Os gastos militares aumentaram 70% entre 2023 e 2025, chegando a quase 39,5 bilhões de euros em 2025!</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-5 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>A questão da moradia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema da moradia não só não melhorou, como se agravou. Os aluguéis subiram 25% desde 2023. Houve o retorno de uma situação análoga a do século XIX: de aluguéis por quarto e apartamentos superlotados. Há casos de trabalhadores que dormem nas ruas ou em seus carros. Segundo o Instituto Nacional de Estatística há na Espanha 3.837.328 apartamentos ou unidades habitacionais vazias, o que representa 14,4% do total. Imóveis destinados, em grande parte, ao aluguel turístico. Uma parte significativa pertence a grandes corporações, desde o setor bancário até a Igreja, o que popularmente são chamados de “fundos abutres”.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="984" height="657" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1.avif" alt="" class="wp-image-22704" style="width:552px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1.avif 984w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-300x200.avif 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-150x100.avif 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-768x513.avif 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-629x420.avif 629w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/madrid-1-696x465.avif 696w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption class="wp-element-caption">Marcha em Madrid contra os despejos e pela Greve Geral</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-6 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>As eleições e a Greve Geral</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O periódico espanhol Información Obrera na edição de 6 de outubro, concluiu: “Várias candidaturas serão apresentadas, buscando o voto dos trabalhadores. Mas a população trabalhadora tem reivindicações e exigências claras, e toda candidatura que queira representá-la deve incluí-las em seus compromissos: Solução para o problema da moradia: suspensão dos despejos, redução dos aluguéis, expropriação dos imóveis dos fundos predatórios; controle dos preços dos combustíveis, da eletricidade, dos alimentos e dos produtos de primeira necessidade; aumento automático dos salários e das aposentadorias de acordo com a inflação; fim do rearmamento: gastos militares redirecionados para escolas, hospitais e fins sociais. É preciso defendê-las por meio da mobilização, rumo à greve geral convocada pela UGT e pela CCOO, em resposta à proposta do sindicato dos inquilinos, e que deve ser impulsionada e preparada em todos os lugares.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fechamento dessa edição uma greve da educação em Madrid, com 70% de adesão, foi deflagrada por tempo indeterminado. Uma marcha dos professores foi ao encontro do acampamento contra os despejos na praça Puerta del Sol.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/espanha-levante-pelo-direito-a-moradia-eleicoes-antecipadas-greve-geral-anunciada/">Espanha, levante pelo direito à moradia. Eleições antecipadas, Greve Geral anunciada</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22699</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Brics na Índia, mais do mesmo</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/brics-na-india-mais-do-mesmo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=brics-na-india-mais-do-mesmo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 18:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22647</guid>

					<description><![CDATA[<p>Acompanhamento da ordem em crise Desta vez com menos espaço na imprensa brasileira, provavelmente pela ausência de Lula, realizou-se em 12 e 13 setembro a 18ª Cúpula do Brics, em Nova Déli, Índia. Foi notada a presença de Putin – que não veio à Cúpula anterior no Brasil por razões policiais –, as propostas do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/brics-na-india-mais-do-mesmo/">Brics na Índia, mais do mesmo</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Acompanhamento da ordem em crise</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-22648" style="aspect-ratio:1.4992798441074302;width:479px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-1024x683.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-150x100.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-300x200.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-768x512.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-324x216.jpg 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-696x464.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-1068x712.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-240x160.jpg 240w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-330x220.jpg 330w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-356x237.jpg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-391x261.jpg 391w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-577x385.jpg 577w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-729x486.jpg 729w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863-870x580.jpg 870w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/mundo-brics-cupula-xi_jinping-1789220863.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Vladimir Putin (esq.), Narendra Modi (centro) e Xi Jinping (dir.), plantam árvores durante Cúpula do Brics</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Desta vez com menos espaço na imprensa brasileira, provavelmente pela ausência de Lula, realizou-se em 12 e 13 setembro a 18ª Cúpula do Brics, em Nova Déli, Índia. Foi notada a presença de Putin – que não veio à Cúpula anterior no Brasil por razões policiais –, as propostas do presidente Modi (Índia) que se despedia, passadas para Xi Jinping (China) que assumia a presidência de turno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Pindorama, certos sites e blogs de esquerda continuaram vendendo gato por lebre, que havia sido um grande avanço, que o Brics é um quadro de resistência à hegemonia americana etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, a oposição às tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, “foi o mais próximo que o grupo chegou de adotar uma posição política comum”, explica Ashok Malik, chefe da divisão para a Índia na consultoria Asia Group (Financial Times, 13/09), pois “o Brics não é um bloco político nem uma organização comercial”. Aliás, “devido a tensões subjacentes no bloco, não foi abordada a questão de saber se o Brics deveria expandir sua cooperação para as áreas de defesa e segurança” &#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a> Por outro lado, foi abandonada a retórica anterior da “moeda comum” do Brics, que muitos levaram a sério. Agora, se destacam os sistemas de transferência como o PIX brasileiro com 170 milhões de usuários e o UPI indiano com 550 milhões. Segundo o Financial Times, “são um sucesso, e em alguns dos maiores mercados, estão superando concorrentes americanos como Mastercard e Visa, embora o uso transfronteiriço ainda seja limitado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Declaração Final do Brics, em Nova Déli, fala de “estudar” a conexão de sistemas de transferência domésticos, mas, ressalva, “respeitando as prioridades nacionais e reconhecendo que não existe uma abordagem única que sirva para todos”.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-8 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Joias da Declaração Final</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fala da “tendência atual de aumento crítico dos gastos militares globais, em detrimento do financiamento adequado para os países em desenvolvimento”. É cinismo, pois entre aos 11 membros, estão alguns dos maiores produtores e importadores de armas.</li>



<li>Pouco depois, “reiteramos a necessidade de pôr fim às medidas contra Cuba”. Certo, mas alguns dos maiores produtores de petróleo presentes não podem destinar uma gota sequer para Cuba?</li>



<li>Sobre as guerras de Trump e Netanyahu não passa da “preocupação com a escalada contínua das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e, reiterando nossas posições nacionais, apelamos para o exercício da máxima contenção”. Guerra autocontida?</li>



<li>No quadro da ordem capitalista “saudamos o trabalho do Grupo de Trabalho sobre Parcerias Público-Privadas (PPP) e Infraestrutura”</li>



<li>Mais que isso, em resumo, “registra o papel fundamental do G20 como o principal fórum global para a cooperação econômica internacional, que proporciona uma plataforma de diálogo entre economias emergentes e desenvolvidas em condições de igualdade e benefício mútuo”.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma reflexão se impõe. O Brics é o que é. Certo, há uma busca entre os povos de uma alternativa global ao sistema em crise, mas essa alternativa não é o Brics, que não quer mais que isso, acompanhar a ordem mundial em crise. Serão os povos soberanos que terão que construir uma nova ordem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Markus Sokol</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/brics-na-india-mais-do-mesmo/">Brics na Índia, mais do mesmo</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22647</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Espanha, mobilizações pelo direito de migrar</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/espanha-mobilizacoes-pelo-direito-de-migrar/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=espanha-mobilizacoes-pelo-direito-de-migrar</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:38:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22630</guid>

					<description><![CDATA[<p>Necessário enfrentamento às manifestações da direita Na Espanha, manifestações contra os imigrantes têm ocorrido desde que marroquinos entraram em Ceuta (enclave espanhol no Marrocos) no final de julho. Partidos de direita e extrema-direita, como o Vox, às alimentam. Mas contramanifestações, em defesa dos direitos dos imigrantes, ocorrem paralelamente em vários locais do país. Muitas enfrentando [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/espanha-mobilizacoes-pelo-direito-de-migrar/">Espanha, mobilizações pelo direito de migrar</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Necessário enfrentamento às manifestações da direita</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Espanha, manifestações contra os imigrantes têm ocorrido desde que marroquinos entraram em Ceuta (enclave espanhol no Marrocos) no final de julho. Partidos de direita e extrema-direita, como o Vox, às alimentam. Mas contramanifestações, em defesa dos direitos dos imigrantes, ocorrem paralelamente em vários locais do país. Muitas enfrentando frente a frente bandos que entoam cânticos racistas e saudosos do regime franquista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos dias de julho milhares de marroquinos entraram em Ceuta, 141 foram mortos pelas forças de segurança ou bandos protegidos pelas mesmas. Há tantos outros feridos e desaparecidos e centenas seguem detidos, e milhares jogados à fome. Muitos são menores de idade. Em Melilla, o outro enclave no norte da África, houve mais de 100 mortos em evento parecido em 2022. Hoje, todas as instituições do Estado espanhol, unânimes – desde o rei até o presidente Pedro Sanchez – já manifestaram sua vontade de conservar os enclaves coloniais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eis a ponta de um iceberg: 80 mil pessoas já morreram afogadas no Mar Mediterrâneo nos últimos 20 anos tentando chegar à Europa. É a destruição da África pelas garras imperialistas que provoca – e continuará provocando – essa tragédia humana.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="433" height="224" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn.png" alt="" class="wp-image-22631" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn.png 433w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-150x78.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-300x155.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-323x167.png 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-309x160.png 309w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-356x184.png 356w" sizes="(max-width: 433px) 100vw, 433px" /><figcaption class="wp-element-caption">Manifestação em favor dos imigrantes (onde se vê bandeiras palestinas) enfrenta ato anti-imigração (ao fundo), em Barcelona</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-11 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Há uma política contra os migrantes, contra a classe trabalhadora</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas manifestações na Espanha não são acaso. Elas se respaldam nas políticas dos governos europeus, que endurecem as medidas contra imigrantes e atacam os direitos dos trabalhadores. Medidas cada vez mais restritivas, que vêm na esteira da política brutal de Trump nos EUA, com o ICE. Aliás Trump, que defende a adoção de seu modelo para a Europa, declarou poucas semanas atrás: “Se não estivermos no poder, nosso país enfrentará uma invasão de tal magnitude que o que aconteceu na Espanha parecerá insignificante e menor”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma política de divisão da classe trabalhadora, para com mais facilidade atacá-la. O editorial do periódico espanhol Información Obrera, de 9 de setembro, afirmou:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A campanha contra os imigrantes não é só racismo. Ela responde a uma necessidade do capital, que precisa dividir a classe trabalhadora para impor seus planos de guerra e de destruição das conquistassociais, como a saúde, a educação e as aposentadorias — planos que somente a classe trabalhadora, unida, pode derrotar. Em segundo lugar, a perseguição aos migrantes permite que o capital disponha de uma reserva de mão de obra barata, sem direitos que a protejam contra a exploração. Aqueles que lançam a campanha contra os migrantes se apoiam na saturação dos serviços públicos. Defender o direito à emigração está intrinsecamente ligado à exigência de restabelecer os serviços públicos, que estão sendo desmantelados e cada vez mais privatizados. É necessário estabelecer uma prioridade de gastos com educação, saúde e infraestruturas, enquanto todos os governos da Europa anunciam cortes para gastar mais em armas. Esse é o perigo e o inimigo.”&nbsp;</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-12 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Mobilizar e seguir nas ruas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a Espanha, Ceuta se tornou um laboratório para os bandos de extrema-direita. A esses bandos, que se mobilizam para agredir e insultar imigrantes, respaldados por leis, poderosos e vistas grossas da polícia, é preciso ampliar as respostas. Assim como exigir do governo direitos e medidas de proteção social a todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2 de setembro manifestantes contra o racismo e pelos direitos dos imigrantes foram às ruas em várias cidades. Isso mostra a disposição em unir forças nessa questão, cara à classe trabalhadora. Mas é preciso mais. Como também afirmou o Información Obrera, sobre as manifestações em defesa dos imigrantes “Infelizmente, foram poucas as organizações que ousaram convocar, mas esse é o caminho, a via para se opor à política de guerra, que exige das organizações operárias e populares uma atitude decidida em defesa das liberdades e dos direitos para todos, diante da ambiguidade do governo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/espanha-mobilizacoes-pelo-direito-de-migrar/">Espanha, mobilizações pelo direito de migrar</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22630</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Massacres em Gaza, invasão gradual da Cisjordânia</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/massacres-em-gaza-invasao-gradual-da-cisjordania/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=massacres-em-gaza-invasao-gradual-da-cisjordania</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 18:40:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22607</guid>

					<description><![CDATA[<p>Duas frentes da política genocida O genocídio nunca parou. O Centro Palestino de Direitos Humanos (www.pchr.org), alertou que os ataques diários que se abatem sobre a população de Gaza, conduzidos com tecnologias de vigilância e drones de alta precisão, revelam uma intenção deliberada de infligir o máximo de baixas civis, constituindo uma “continuação direta dos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/massacres-em-gaza-invasao-gradual-da-cisjordania/">Massacres em Gaza, invasão gradual da Cisjordânia</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Duas frentes da política genocida</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O genocídio nunca parou. O Centro Palestino de Direitos Humanos (www.pchr.org), alertou que os ataques diários que se abatem sobre a população de Gaza, conduzidos com tecnologias de vigilância e drones de alta precisão, revelam uma intenção deliberada de infligir o máximo de baixas civis, constituindo uma “continuação direta dos crimes de genocídio e limpeza étnica”. Sistematicamente, o exército israelense justifica seus ataques com a suposta presença de membros do Hamas, que iniciou negociações com Jared Kushner, o enviado especial de Trump. Um pequeno recorte, de agosto, o demonstra. No dia 15, em Khan Younis, vários bairros foram alvo de um intenso bombardeio de artilharia, acompanhado por disparos de helicópteros e por uma intensa atividade de drones. Um adolescente de 14 anos foi morto. Seu corpo só foi recuperado no dia seguinte por meio da Cruz Vermelha Internacional. Outros três palestinos ficam feridos. Várias casas foram destruídas. No mesmo dia, em Deir al-Balah, um drone israelense disparou um míssil contra uma motocicleta que circulava perto de um centro de distribuição de alimentos da UNRWA. Três palestinos ficam feridos, entre eles uma criança. O motorista da motocicleta está em estado crítico. Dia 16, na região de Khan Younis, um drone atacou uma barraca onde estavam deslocados. Sete palestinos ficam feridos. Um deles morreu. Dia 17, Jared Kushner, negociador americano e genro do presidente Donald Trump, pede a Israel que ‘reduza’ seus ataques contra Gaza. Em 18 de agosto, na Cidade de Gaza, aviões de guerra dispararam míssil contra uma instalação que funciona como café perto do porto de Gaza. O local estava lotado de civis. Balanço: sete palestinos mortos, incluindo um menino de 13 anos junto com seu pai, e 15 feridos. No dia 19, novos ataques aéreos mataram dez pessoas. No mesmo dia, um ataque matou oito policiais palestinos e uma menina de 13 anos. Em 23 de agosto, dois ataques aéreos mataram duas pessoas, incluindo uma criança de 4 anos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-17 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>74.000 mortos e 174.000 feridos desde outubro de 2023 e as pipas de Gaza</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais recente pretexto para bombardear e matar palestinos acaba de ser encontrado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, após a descoberta de algumas pipas provenientes de Gaza, nos assentamentos israelenses vizinhos! Katz decidiu considerá-las como armas em potencial e qualquer pessoa, criança ou adulto, que daqui em diante se atrever a brincar com uma pipa na Faixa de Gaza será executada na hora. Enquanto isso, as escavadeiras israelenses continuam freneticamente a destruição dos prédios ainda de pé na zona “amarela”, que representa cerca de 70% da área da Faixa de Gaza. Desde o “cessar-fogo” em vigor desde outubro de 2025, o exército genocida israelense matou pelo menos mais 1.273 pessoas. Desde o início do genocídio, em outubro de 2023, somam-se cerca de 74.000 mortos identificados e mais de 174.000 feridos. Isso sem contar as dezenas de milhares de habitantes, começando pelos mais vulneráveis, que sofrem de desnutrição, doenças respiratórias e cutâneas devido às condições sanitárias catastróficas, além de patologias que não recebem mais tratamento devido ao colapso do sistema de saúde.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-18 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Cisjordânia, a mecânica da anexação</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="879" height="587" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos.webp" alt="" class="wp-image-22608" style="aspect-ratio:1.4974642692485016;width:571px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos.webp 879w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-300x200.webp 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-150x100.webp 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-767x512.webp 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-323x216.webp 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-695x464.webp 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-239x160.webp 239w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-329x220.webp 329w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-390x260.webp 390w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-355x237.webp 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-576x385.webp 576w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-727x485.webp 727w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-868x580.webp 868w" sizes="(max-width: 879px) 100vw, 879px" /><figcaption class="wp-element-caption">Colonos, sob supervisão do exército, atacam palestinos e jornalistas na Cisjordânia</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na Cisjordânia, a repressão militar e a violência dos colonos sionistas protegidos pelo Estado israelense têm como objetivo fragmentar a população e desestruturar suas condições de vida para forçar os palestinos a partir ou a ficar confinados em alguns enclaves. Cerco e destruição de casas, bloqueio de acesso à água e à energia e a mercados são comuns, buscando esgotar a população palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Comissão Palestina de Resistência ao Muro e à Colonização, os pogroms (ataques violentos e massivos) não param de se multiplicar: 900 incêndios contra bens palestinos foram registrados entre janeiro de 2023 e 10 de julho de 2026. Dentre eles, 799, ou seja, 88,8%, são atribuídos a colonos e 101 ao exército. Netanyahu se pronunciou recentemente, orgulhoso, diante de colonos, sobre as “104 comunidades que estabelecemos e legalizamos juntos” e das “160 fazendas” criadas com seu governo. Mustafa Barghouti, secretário-geral da Iniciativa Nacional Palestina, estimou que “o terrorismo dos colonos atinge agora uma média de trinta ataques por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 18 de agosto, as autoridades israelenses abriram uma licitação para 1.234 unidades habitacionais, das 3.401 aprovadas entre Jerusalém Oriental e o grande assentamento sionista de Ma’ale Adoumim. Isso separaria ainda mais o norte do sul e isolaria Jerusalém Oriental. Essa aceleração vai além da Cisjordânia. Em 27 de agosto, o ministro genocida Bezalel Smotrich propôs transferir para o Negev e para a Galileia, onde se concentra a população palestina do interior, a “revolução da colonização” conduzida na “Judeia-Samaria” (nome bíblico dado pelos sionistas à Cisjordânia), trazendo para lá mais um milhão de colonos israelenses.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-19 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Hebron, o laboratório da anexação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Hebron, a fragmentação imposta pelo exército de ocupação gera outra forma de desintegração. Desde o protocolo de 1997, cerca de 80% da cidade compõem a “zona H1”, administrada pela Autoridade Palestina corrupta, enquanto os 20% que formam a H2 permanecem sob controle israelense. O exército de ocupação israelense transformou esse setor de Hebron em refúgio para grupos criminosos armados e traficantes, com o objetivo de instrumentalizar posteriormente esses confrontos para impor a toda a população toques de recolher, bloqueios e punições coletivas. Ao mesmo tempo, a maioria das aldeias do distrito de Hebron é atacada praticamente todos os dias pelos colonos. O governo israelense busca desenvolver um poder clânico, com o objetivo de constituir um “emirado” em Hebron, que não seria nada mais do que um enclave fechado e privatizado, controlado por milícias a seu serviço no âmbito de uma Cisjordânia anexada. Um processo semelhante está se desenvolvendo em Nablus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É para expressar nossa rejeição absoluta ao genocídio que continua em Gaza, à política de limpeza étnica que se intensifica na Cisjordânia, para denunciar as cumplicidades políticas assumidas e hipócritas com o Estado israelense, e afirmar nosso apoio ao povo palestino, que serão organizados em todo o mundo <strong>comícios e manifestações no próximo dia 10 de outubro</strong>, por ocasião do terceiro aniversário do genocídio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Correspondente</strong></p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-20 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Em Israel, manifestação pela libertação das prisioneiras palestinas</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="621" height="471" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif.png" alt="" class="wp-image-22609" style="width:553px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif.png 621w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-150x114.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-79x60.png 79w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-300x228.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-197x149.png 197w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-323x245.png 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-92x70.png 92w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-261x198.png 261w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-474x360.png 474w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-309x234.png 309w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-210x159.png 210w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-290x220.png 290w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-356x270.png 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-344x261.png 344w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-507x385.png 507w" sizes="(max-width: 621px) 100vw, 621px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>No dia 22 de agosto, ativistas antissionistas que atuam no Estado de Israel se reuniram em frente a uma prisão destinada a mulheres palestinas, chamada de Damon. Esses ativistas lançaram em Israel uma campanha pela liberação do doutor Abu Safiya e de todos os reféns palestinos, segundo suas próprias palavras. “Damon se tornou um dos símbolos de um sistema carcerário que humilha e pune as palestinas por serem palestinas e por se recusarem a ficar caladas. Não viemos para falar com os guardas. Gritamos com toda a nossa força, para que as mulheres presas nos ouçam. Para que elas saibam que não estão sozinhas. Que lá fora, há pessoas que se recusam a aceitar a detenção, os maus-tratos, as humilhações e as violências que lhes são infligidas”, declarou uma manifestante.</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/massacres-em-gaza-invasao-gradual-da-cisjordania/">Massacres em Gaza, invasão gradual da Cisjordânia</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22607</post-id>	</item>
		<item>
		<title>“Tragam os meninos de volta para casa”</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/tragam-os-meninos-de-volta-para-casa/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tragam-os-meninos-de-volta-para-casa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 18:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22604</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tentativa de suicídio em porta-aviões dos EUA; 200 famílias pedem o retorno de soldados “Tragam os rapazes de volta para casa”, essa frase nos Estados Unidos significa: nossos filhos, nossos irmãos, nossos maridos, nossos jovens não devem mais ser enviados para a guerra a 1.000 ou 15.000 km de seu país, não devem mais correr [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/tragam-os-meninos-de-volta-para-casa/">“Tragam os meninos de volta para casa”</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Tentativa de suicídio em porta-aviões dos EUA; 200 famílias pedem o retorno de soldados</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tragam os rapazes de volta para casa”, essa frase nos Estados Unidos significa: nossos filhos, nossos irmãos, nossos maridos, nossos jovens não devem mais ser enviados para a guerra a 1.000 ou 15.000 km de seu país, não devem mais correr o risco de morrer. Queremos que eles fiquem vivos aqui conosco. Essa é a forma mais simples e popular de rejeição às guerras imperialistas conduzidas desde sempre pelos governos ianques. Esse apelo tornou-se muito poderoso após a Segunda Guerra Mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1950, o presidente Truman decidiu enviar o exército dos Estados Unidos para a guerra na Coreia. No início, essa decisão foi aceita, graças à propaganda, por 80% da população. No total, 1,7 milhão de soldados norte-americanos foram enviados à Coreia. Mas as perdas humanas se acumulam (36.500 soldados americanos voltaram em um caixão) e, em menos de um ano, a opinião pública mudou radicalmente e dois terços da população americana exigia que os rapazes voltassem para casa. “Bring the Boys Home” se tornou um slogan poderoso, primeiro entre toda a juventude americana e depois entre a população, diante do envio de soldados para fazer guerra ao povo vietnamita entre 1955 e 1975. Em ondas sucessivas, mais de dois milhões de soldados norte-americanos foram para a guerra, a 14 mil km de seu país. 58.281 voltaram em caixões. As manifestações em massa da juventude, as mobilizações nos campi, combinadas à formidável resistência do povo vietnamita, forçaram a retirada das tropas americanas e uma derrota militar.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-22 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Trump é obrigado a substituir o porta-aviões Abraham Lincoln</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa lembrança ressurge, agora, com o porta-aviões Abraham Lincoln, que partiu da costa oeste dos Estados Unidos em novembro de 2025, com 5.000 homens a bordo, para uma missão no Mar da China que se estendeu posteriormente ao Oriente Médio e, em seguida, com a guerra desencadeada por Trump contra o Irã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após oito meses a bordo – um período excepcionalmente longo –, os soldados reclamaram da comida estragada, do mofo a bordo, dos banheiros inutilizáveis e dos problemas de segurança. O moral está em franca queda. Um soldado tentou se suicidar ao se jogar ao mar… O caso veio a público nos Estados-Unidos quando as famílias começaram a se manifestar. Duzentas delas escreveram para informar e pedir o retorno de seus “meninos”. A emissora CNN foi enviada ao porta-aviões para fazer uma reportagem. Soldados testemunharam: “Estou ansioso para voltar”, “Sinto saudades da minha família”. Fato totalmente incomum, essas informações foram divulgadas por duas revistas do exército, a Navy Times e a Stars and Stripes…um desacordo com as campanhas bélicas de Trump vindo de dentro do próprio exército.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Por fim, a repercussão na população dos Estados Unidos foi tal que Trump anunciou a substituição do Abraham Lincoln pelo porta-aviões USS George Washington. Na sexta-feira, 21 de agosto, o Ministério da Defesa dos Estados Unidos demitiu<br>dois responsáveis pelo jornal militar Stars and Stripes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bruno Ricque</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Secretário do Exército dos EUA renuncia; crise com o chefe do Pentágono</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia à Casa Branca, após meses de tensão com o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Próximo do vice-presidente JD Vance, Driscoll é o mais recente integrante de alto escalão a deixar o Pentágono sob o comando de Hegseth. Driscoll ganhou projeção ao ser escolhido por Trump para participar de negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia. O desgaste entre os dois ganhou força depois de Hegseth demitir o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy george, em abril. Em junho ele também afastou o comandante das forças do Exército dos EUA na Europa e bloqueou pessoalmente a promoção de oficiais de alta patente da Força. No fundo,há divergências sobre os rumos da guerra contra o Irã, que vêm ganhando força. É crise na cúpula militar!</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/tragam-os-meninos-de-volta-para-casa/">“Tragam os meninos de volta para casa”</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22604</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Equador: um golpe sem tanques</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/equador-um-golpe-sem-tanques/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=equador-um-golpe-sem-tanques</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 19:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22509</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 18 de agosto o comitê internacional do DSA – Socialistas Democráticos da América – dos Estados Unidos emitiu uma declaração intitulada “Equador: quando os juízes se unem a uma das equipes”. “O que está sucedendo no Equador é um golpe de Estado levado a cabo sem tanques”, diz a declaração, explicando que o governo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/equador-um-golpe-sem-tanques/">Equador: um golpe sem tanques</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em 18 de agosto o comitê internacional do DSA – Socialistas Democráticos da América – dos Estados Unidos emitiu uma declaração intitulada “Equador: quando os juízes se unem a uma das equipes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que está sucedendo no Equador é um golpe de Estado levado a cabo sem tanques”, diz a declaração, explicando que o governo do direitista Daniel Noboa está utilizando conselhos eleitorais e tribunais que controla para eliminar qualquer possibilidade da oposição, em particular a Revolução Cidadã (RC) do ex-presidente Rafael Correa, agir no terreno político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 15 de julho, o Conselho Nacional Eleitoral negou-se a publicar os formulários para recolher assinaturas para um referendo revocatório de Noboa – um direito inscrito na Constituição adotada em 2008 durante o mandato de Correa – inviabilizando a iniciativa da oposição. Dias antes o Tribunal Constitucional havia se negado a considerar uma apelação feita pela Revolução Cidadã contra a sua própria suspensão como organização política. Na sequência o mesmo tribunal suspendeu o movimento AMIGO, sob o qual a suspensa RC pretendia apresentar candidatos às eleições regionais de 29 de novembro, um dia antes da data limite para a inscrição de listas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como afirmou a declaração do DSA: “o resultado é o que busca todo golpe de Estado: um governo que já não precisa enfrentar os seus oponentes em igualdade de condições.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22510" style="width:574px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-1024x576.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-768x432.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-747x420.jpg 747w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-696x392.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-1068x601.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Trump e Noboa em Washington</em></p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-24 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Reação de Correa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente Correa reagindo, desde o seu exílio na Bélgica, ao anúncio do fechamento do escritório de coordenação da bancada de seu partido no parlamento, ocorrido em 18 de agosto, postou no X a seguinte mensagem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A RC 5 (sigla de Revolução Cidadã), o maior partido do Equador, não terá mais escritório no Palácio Legislativo. Isso nunca se viu. Vivemos uma verdadeira ditadura. Nos governam delinquentes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente Daniel Noboa, parceiro de Trump no “Escudo das Américas”, que convidou os EUA a agir em conjunto com a polícia e exército de seu país no combate aos “narcotraficantes”, estava no mesmo 18 de agosto em visita à China, onde foi recebido por Xi Jinping que falou no “direito dos países da América Latina a fazer respeitar a sua independência”. Um conselho que certamente não será seguido pelo atual presidente do Equador.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Julio Turra</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/equador-um-golpe-sem-tanques/">Equador: um golpe sem tanques</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22509</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Ceuta: a chamada crise migratória</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/ceuta-a-chamada-crise-migratoria/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=ceuta-a-chamada-crise-migratoria</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:05:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22482</guid>

					<description><![CDATA[<p>Publicamos abaixo trechos da “Carta Semanal” da seção da 4ª Internacional na Espanha, o POSI, datada do último 3 de agosto. “No momento em que escrevemos, boa parte dos mais de 60 mil cidadãos marroquinos, em maioria jovens, que chegaram a Ceuta a nado e atravessaram a vala da aduana de Tarajal, voltaram ao Marrocos, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/ceuta-a-chamada-crise-migratoria/">Ceuta: a chamada crise migratória</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicamos abaixo trechos da “Carta Semanal” da seção da 4ª Internacional na Espanha, o POSI, datada do último 3 de agosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No momento em que escrevemos, boa parte dos mais de 60 mil cidadãos marroquinos, em maioria jovens, que chegaram a Ceuta a nado e atravessaram a vala da aduana de Tarajal, voltaram ao Marrocos, mais de 70 deles morreram afogados. (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os que voltaram o fizeram obrigados pela fome e sede, pois os comércios, bares e restaurantes de Ceuta foram fechados, enquanto o exército espanhol os empurrava de volta para a fronteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ceuta e Melilla são enclaves coloniais espanhóis no Marrocos, restos do ‘Protetorado’ estabelecido pela monarquia espanhola antes da independência do país em 1957 (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enclave de Ceuta, de 18 km2, é povoado por cerca de 84 mil habitantes e nele, como no de Melilla, estão guarnições militares ‘de elite’ (legião e regulares), cuja missão histórica sempre foi a de ‘proteger’ a monarquia espanhola e os interesses do grande capital. Não é casual – recordemos 90 anos depois do levantamento de Franco em 1936 – que foi nos enclaves marroquinos que se iniciou a sublevação militar-fascista contra a República.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-27 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Nenhuma casualidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Marrocos vive uma crise social sem precedentes, 37% da juventude está desempregada e aspira fugir da opressão e miséria abrindo um futuro na Europa e, em primeiro lugar, na Espanha, onde já vivem e trabalham mais de um milhão de marroquinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente que a CIA, o Mossad (serviço secreto de Israel, NdT) e os serviços secretos marroquinos têm a ver com a provocação desse caos na fronteira (…).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixar entrar na Espanha, inclusive induzir dezenas de milhares de jovens a fazê-lo, colocando em dificuldades o governo de Pedro Sánchez, serve aos interesses de Israel e do governo dos EUA, que não engolem os gestos de Sánchez e seu governo em favor da Palestina, nem a sua negativa em colaborar nos bombardeios contra o Irã. Não é casual que Netanyahu e vários ministros de Israel aplaudam a crise provocada com os acontecimentos de Ceuta. Uma atitude, é claro, apoiada pelo PP (partido da direita espanhol, NdT) e VOX (extrema-direita) e toda a caterva de governos reacionários da Europa, que aproveitam para criticar a regularização de imigrantes que vai retirar da clandestinidade e super-exploração quase um milhão de trabalhadores na Espanha, irmãos de classe cujos direitos todo trabalhador consciente deve defender.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-28 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Os trabalhadores e os povos do Estado Espanhol</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Sánchez, da mesma forma que o conjunto das organizações do movimento operário, se enfrenta com uma contradição: não é possível defender os direitos dos povos e, ao mesmo tempo, manter os enclaves coloniais herdados do passado. (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso é necessário seguir exigindo a devolução incondicional das duas cidades, os rochedos e as ilhas Chafarinas e Perejil ao Marrocos. O interesse do movimento operário é lutar para estabelecer a solidariedade e cooperação entre os povos, sobre a base de se acabar com a opressão colonial e a monarquia que a tutela. (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expressão ‘crise migratória’ pode levar a uma grave confusão: entender o ocorrido como resultado da atuação de estrangeiros que ‘invadem’ um país ‘soberano’. Não, a única invasão em Ceuta e Melilla é a do Estado Espanhol que mantém esses territórios africanos como enclaves coloniais. Neste caso, a provocação dos EUA e do Estado sionista de Israel, através da monarquia marroquina, se aproveita da penúria vital do seu povo, para negar um direito inalienável para qualquer pessoa trabalhadora que é o de deslocar-se para onde possa encontrar um meio de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo direito de migrar! Direitos legítimos para todos os trabalhadores, independentemente de sua origem, nacionalidade, língua, sexo, etnia ou religião!”</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/ceuta-a-chamada-crise-migratoria/">Ceuta: a chamada crise migratória</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22482</post-id>	</item>
		<item>
		<title>200 sindicalistas contra a guerra na Alemanha</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/200-sindicalistas-contra-a-guerra-na-alemanha/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=200-sindicalistas-contra-a-guerra-na-alemanha</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 12:33:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22440</guid>

					<description><![CDATA[<p>Reunião contra o alistamento obrigatório e a economia de guerra Em 25 e 26 de julho, em Würzburg (Alemanha), reuniram-se 200 sindicalistas alemães contra a guerra e em prol de que as organizações sindicais se engajem na luta contra a corrida armamentista, o serviço militar obrigatório e todos os elementos que conduzem à guerra. Também [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/200-sindicalistas-contra-a-guerra-na-alemanha/">200 sindicalistas contra a guerra na Alemanha</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Reunião contra o alistamento obrigatório e a economia de guerra</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 25 e 26 de julho, em Würzburg (Alemanha), reuniram-se 200 sindicalistas alemães contra a guerra e em prol de que as organizações sindicais se engajem na luta contra a corrida armamentista, o serviço militar obrigatório e todos os elementos que conduzem à guerra. Também foram convidados militantes sindicais e políticos europeus: o deputado britânico Jeremy<br>Corbyn, a cofundadora do Stop the War, Lindsey German, o sindicalista britânico Alex Gordon e o deputado da LFI, Jérôme Legavre. Reproduzimos aqui trechos da fala de Ulriche Eifler (diretora do IG Metall de Würzburg), publicada no jornal francês Informations Ouvrières nº 920.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O governo está determinado a implementar o maior programa de empobrecimento da história da República Federal da Alemanha. Aumento das contribuições, aposentadoria mais tardia, obrigação de trabalhar mesmo estando doente, agravamento da carga sobre os profissionais da saúde e da assistência a pessoas dependentes, aumento da jornada de trabalho: tudo isso faz parte do seu programa. Nossa tarefa mais importante é, portanto, construir a mobilização mais ampla possível contra essa política. As inúmeras ações organizadas nas últimas semanas contra esse desmantelamento social mostraram, acima de tudo, uma coisa: a vontade de protestar cresce nas empresas, e essa vontade deve ser organizada e levada às ruas. Vamos dizer em voz alta e clara a este governo, a Friedrich Merz, a Lars Klingbeil e, mais ainda, a Katharina Reiche: este país não pertence a vocês. Ele pertence aos habitantes deste país. E não temos motivo algum para sermos gratos pela existência desse ‘Estado social’. Na verdade, é exatamente o contrário: temos orgulho de ter conseguido impor direitos, contra os governos, contra as organizações patronais e, muitas vezes, contra um domínio esmagador da mídia. E se o governo federal lançar hoje uma ofensiva geral contra os assalariados, não iremos nos sentar docilmente à mesa de negociações; pelo contrário, organizaremos a maior pressão possível nas ruas, pois qualquer compromisso negociado constituiria um agravamento da situação atual. Agimos assim porque sabemos que tudo isso não acontece por acaso. O governo federal ataca o Estado social porque está preparando a guerra. Os hospitais, as administrações públicas e as empresas privadas estão sendo preparados para um eventual cenário de guerra. A revisão das leis de exceção atenta contra os direitos fundamentais. Qualquer debate público sobre o direito internacional é impedido, enquanto a população é sistematicamente preparada para uma suposta situação de ameaça. Essa preparação para a guerra implica também que o governo faça todo o possível para nos alinhar à sua política de rearmamento e desmantelamento social.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-31 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br>“<strong>Devemos travar a luta em favor da paz dentro dos sindicatos”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas onde a sociedade é militarizada, o mundo do trabalho também é. Os trabalhadores da indústria automotiva se veem de repente na indústria de armamentos. Os trabalhadores portuários precisam carregar exportações de armas. Os professores são obrigados a convidar militares da Bundeswehr (forças armadas) para as escolas. Os profissionais de saúde aprendem a cuidar de feridos de guerra. E os agentes dos serviços públicos de emprego são convidados a orientar os desempregados para a Bundeswehr. Ora, a militarização do mundo do trabalho implica uma profunda transformação das atividades profissionais. E isso pode, e vai, levar os trabalhadores a tomarem consciência dessa preparação para a guerra e a questioná-la cada vez mais. Os profissionais de saúde querem melhorar a qualidade de vida das pessoas, não remendá-las para que possam voltar à linha de frente. Os professores querem ajudar os jovens a compreender o mundo, não colocar suas salas de aula a serviço do recrutamento militar. E os trabalhadores da indústria querem ter orgulho de fabricar máquinas de pão, cafeteiras ou ônibus, em vez de tanques, drones<br>ou granadas. Mas quando o mundo do trabalho é militarizado, o local de trabalho se torna<br>ele próprio um campo de batalha da preparação para a guerra. E já constatamos que os empregadores utilizam seu poder de direção para punir de forma autoritária as tomadas de posição em favor da paz. Há, por exemplo, Christopher, funcionário da DHL em Leipzig, demitido por ter se manifestado contra as entregas de armas a Israel. Há os três motoristas de bonde de Munique que se recusam a dirigir no centro da cidade bondes cobertos de propagandas da Bundeswehr. Ou ainda os professores-pesquisadores de Berlim que expressaram sua solidariedade com seus alunos solidários à Palestina e que, por essa razão, se encontram inscritos nas listas políticas do Ministério da Educação. Esses exemplos mostram que existe, dentro das empresas, uma tendência antimilitarista e uma vontade crescente de se recusar a ser executores dos preparativos para a guerra. Mas se essas reações permanecem individuais e não contam com a ação coletiva dos sindicatos, os trabalhadores ficam totalmente à mercê de seus empregadores. É por isso que devemos travar a luta por posições em prol da paz dentro dos sindicatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, está em jogo nada menos do que a própria existência dos nossos sindicatos. Uma produção de guerra sem restrições e o recrutamento de nossos filhos para a guerra são incompatíveis com nossa luta pela redução da jornada de trabalho, com negociações salariais regulares, com comitês de empresa combativos, com o direito à greve e, finalmente, com a existência de sindicatos livres. É por isso que afirmo: a tarefa mais importante de nossos sindicatos hoje é impedir a guerra. E devemos fazer com que essa ideia triunfe em nossas organizações. Vamos fazer isso convocando, no âmbito do movimento pela paz, a nos manifestarmos juntos no dia 26 de setembro para defender os direitos, assim como estamos convocando, nos sindicatos, para uma manifestação no dia 3 de outubro contra os preparativos para a guerra. Façamos isso também participando do dia internacional de ação de 10 de outubro contra o genocídio que continua a ocorrer, porque os massacres em Gaza continuam e porque o doutor Hussam Abu Safiya ainda está detido em uma prisão israelense, onde é submetido à tortura, pelo simples fato de ser palestino.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-32 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br>“<strong>Os trabalhadores da indústria querem ter orgulho de fabricar máquinas de pão, cafeteiras ou ônibus, em vez de tanques, drones ou granadas”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos participar também do dia internacional de ação contra o restabelecimento do serviço militar obrigatório, pois os jovens que estão sujeitos a pressões por parte das diretorias de suas instituições de ensino, e até mesmo intimidados pelos serviços de inteligência interna, precisam de um movimento sindical forte ao seu lado. Caros colegas, vamos fazer deste outono uma grande mobilização contra a guerra, bem no coração do país cujo chanceler federal qualificou as ações de Israel como “trabalho sujo necessário”. É nossa responsabilidade especial impedir os preparativos de guerra do governo alemão. Ninguém mais além de nós pode fazer isso. O inimigo principal está em nosso próprio país. Mas o movimento internacional nos dará um impulso formidável. Ao lado de milhares de sindicalistas e ativistas contra a guerra de todo o mundo, poderemos, nos confrontos que se anunciam, içar as velas de tal forma que o vento da nossa história e da nossa força internacional nos permita oferecer uma resposta coletiva ao desmantelamento social e aos preparativos para a guerra. Permitam-me, por fim, uma última observação. A iniciativa “Sindicatos contra o rearmamento e a guerra” é uma rede aberta de sindicalistas engajados pela paz. Queremos hoje dar-lhe um novo impulso, pois constatamos que a necessidade de intercâmbio e de organização cresce, enquanto iniciativas sindicais pela paz surgem por toda parte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Propomos que vocês se organizem sob a bandeira da iniciativa “Sindicatos contra o rearmamento e a guerra”, sejam vocês filiados a título individual, responsáveis por uma estrutura local, departamental ou regional do seu sindicato, ou membros de uma iniciativa sindical pela paz. Vocês podem se tornar signatários desta iniciativa e construir conosco uma voz forte em favor da paz em nossas organizações sindicais. Encontrarão em seus assentos uma declaração de apoio. E, no dia 2 de setembro, convidamos vocês a participar de uma videoconferência nacional para discutirmos juntos essas perspectivas. Esta conferência foi um grande sucesso. Vamos levar esse ímpeto conosco durante as férias de verão e fazer com que, no retorno às aulas, os defensores da guerra se deparem com um outono de mobilização. Glück auf! (saudação tradicional do movimento operário e dos mineiros alemães, que pode ser traduzida como: “Coragem e solidariedade!”). »</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/200-sindicalistas-contra-a-guerra-na-alemanha/">200 sindicalistas contra a guerra na Alemanha</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22440</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O Dr. Abu Safiya corre risco de morte iminente!</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/o-dr-abu-safiya-corre-risco-de-morte-iminente/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-dr-abu-safiya-corre-risco-de-morte-iminente</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 16:05:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Lutas]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22402</guid>

					<description><![CDATA[<p>Médico palestino está há mais de 550 dias nas masmorras de Israel Recentemente a associação israelense Médicos pelos Direitos Humanos (PHRI) alertou: “o Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan de Gaza, preso pelo Estado israelense há mais de 550 dias, corre risco imediato de vida”. A PHRI divulgou o depoimento de seu [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/o-dr-abu-safiya-corre-risco-de-morte-iminente/">O Dr. Abu Safiya corre risco de morte iminente!</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Médico palestino está há mais de 550 dias nas masmorras de Israel</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente a associação israelense Médicos pelos Direitos Humanos (PHRI) alertou: “o Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan de Gaza, preso pelo Estado israelense há mais de 550 dias, corre risco imediato de vida”. A PHRI divulgou o depoimento de seu advogado, Nasser Odeh, a quem o Dr. Abu Safiya apareceu durante sua última visita, no início de julho, com as mãos e os pés algemados, apresentando ferimentos recentes e contusões na cabeça, no rosto e no pescoço. O médico também apresentava dificuldades para respirar e falar. Ele se encontrava em um estado de exaustão grave que o fez quase perder a consciência em várias ocasiões. Também foi confirmado que ele é submetido a agressões diárias, que perdeu a consciência várias vezes e que não recebeu os cuidados médicos necessários. O Dr. Abu Safiya disse ao seu advogado: “Esta é a última vez que você vai me ver… Eles me trouxeram aqui para me matar. Não me vejo vivo. É o fim.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O genocídio contra o povo palestino na Faixa de Gaza já ultrapassou os<br>1.000 dias, quase três anos. Várias estimativas apontam que o número de mortos pode ser maior do que 100 mil, dos quais um terço crianças. Há mais de 1,5 milhão de deslocados, que hoje sobrevivem em barracas. Os bombardeios e as destruições cometidos pelo exército genocida israelense são diários. Quase 10 mil habitantes de Gaza continuam confinados em prisões, entre os quais várias centenas de profissionais de saúde. Entre esses prisioneiros, 1.320 deles, como é o caso do doutor Abu Safiya, são classificados como “combatentes ilegais” e detidos sem julgamento. O próprio jornal israelense Haaretz noticiou o caso de Safiya, submetido a tortura e privações por seus carcereiros.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-34 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Manifestações pelo mundo pedem a libertação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas ocorreram manifestações pela libertação imediata do Dr. Abu Safiya. <strong>Em Tel Aviv (Israel)</strong> em 6 de julho manifestantes ergueram faixas nas quais podia-se ler: “O Dr. Hussam Abu Safiya está agonizando sob tortura na prisão israelense” e “Onde estão as 150 crianças sequestradas?”. Uma declaração da campanha “Libertem os sequestrados palestinos” foi divulgada à imprensa durante o comício.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="452" height="209" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2.png" alt="" class="wp-image-22342" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2.png 452w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2-300x139.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2-150x69.png 150w" sizes="(max-width: 452px) 100vw, 452px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em Lima, no Peru,</strong> o Comitê de San Marcos de Solidariedade com a Palestina realizou um protesto em frente ao portão principal do campus universitário da Universidade Nacional Maior de San Marcos. A iniciativa, em 10/7, contou com a participação de diversos coletivos e organizações sociais peruanas, que convidaram a comunidade universitária a apoiar a iniciativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em Paris</strong>, em 15 e 16/7, duas manifestações foram realizadas. Primeiro em frente ao Hospital Necker e, em seguida, nas proximidades do Ministério das Relações Exteriores. A Dra. Souad Kout, pediatra e membro do Sindicato Nacional dos Médicos Hospitalares (SNMH FO), lembrou que os relatos sobre as condições de detenção dos palestinos são arrepiantes: assassinatos, amputações sem anestesia, torturas e outros abusos graves. E os médicos e profissionais de saúde não são exceção. O Dr. Patrick Pelloux, presidente da Associação dos Médicos de Emergência da França (AMUF), também presente, pediu que se conceda a nacionalidade francesa ao Dr. Abu Safiya, que se vá resgatá-lo e que o nomeie cidadão de honra da França. Deputados, entre eles Jérôme Legavre, da LFI, estiveram presentes e apoiaram a mobilização e o pedido um de audiência no Ministério. Depois da mobilização, a delegação foi contatada e uma data para uma audiência foi marcada para 24/7. Também em <strong>Nova York </strong>e em<strong> Perth, Austrália</strong>, ocorreram manifestações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Simesp </strong>(Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo) &#8211; que desde a prisão de Safiya integra a campanha por sua libertação – lançou nova nota que apela: “O Simesp apoia a campanha da anistia internacional pela libertação do médico palestino Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan, detido desde dezembro de 2024. Enquanto Gaza enfrenta o colapso de seu sistema de saúde, hospitais são destruídos, profissionais seguem sendo mortos, presos ou impedidos de exercer a profissão e milhões de pessoas têm o acesso ao atendimento comprometido. A defesa da liberdade do Dr. Hussam Abu Safiya é também a defesa do trabalho de médicas e médicos em cenários de conflito e do direito da população à assistência em saúde.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Conferência Internacional Contra a Guerra, realizada em Londres em 20 de junho (ver OT 965), aprovou uma declaração que inclui um apelo para um dia coordenado de manifestações em todos os países em prol da Palestina, no sábado, <strong>10 de outubro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assine e divulgue a petição: </strong><a href="https://freedrabusafiya.com/"><strong>https://freedrabusafiya.com</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/o-dr-abu-safiya-corre-risco-de-morte-iminente/">O Dr. Abu Safiya corre risco de morte iminente!</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22402</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
