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	<title>Arquivo de Destaque - O Trabalho</title>
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		<title>Espanha, mobilizações pelo direito de migrar</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:38:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Necessário enfrentamento às manifestações da direita Na Espanha, manifestações contra os imigrantes têm ocorrido desde que marroquinos entraram em Ceuta (enclave espanhol no Marrocos) no final de julho. Partidos de direita e extrema-direita, como o Vox, às alimentam. Mas contramanifestações, em defesa dos direitos dos imigrantes, ocorrem paralelamente em vários locais do país. Muitas enfrentando [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Necessário enfrentamento às manifestações da direita</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Espanha, manifestações contra os imigrantes têm ocorrido desde que marroquinos entraram em Ceuta (enclave espanhol no Marrocos) no final de julho. Partidos de direita e extrema-direita, como o Vox, às alimentam. Mas contramanifestações, em defesa dos direitos dos imigrantes, ocorrem paralelamente em vários locais do país. Muitas enfrentando frente a frente bandos que entoam cânticos racistas e saudosos do regime franquista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos dias de julho milhares de marroquinos entraram em Ceuta, 141 foram mortos pelas forças de segurança ou bandos protegidos pelas mesmas. Há tantos outros feridos e desaparecidos e centenas seguem detidos, e milhares jogados à fome. Muitos são menores de idade. Em Melilla, o outro enclave no norte da África, houve mais de 100 mortos em evento parecido em 2022. Hoje, todas as instituições do Estado espanhol, unânimes – desde o rei até o presidente Pedro Sanchez – já manifestaram sua vontade de conservar os enclaves coloniais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eis a ponta de um iceberg: 80 mil pessoas já morreram afogadas no Mar Mediterrâneo nos últimos 20 anos tentando chegar à Europa. É a destruição da África pelas garras imperialistas que provoca – e continuará provocando – essa tragédia humana.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="433" height="224" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn.png" alt="" class="wp-image-22631" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn.png 433w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-150x78.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-300x155.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-323x167.png 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-309x160.png 309w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/bcn-356x184.png 356w" sizes="(max-width: 433px) 100vw, 433px" /><figcaption class="wp-element-caption">Manifestação em favor dos imigrantes (onde se vê bandeiras palestinas) enfrenta ato anti-imigração (ao fundo), em Barcelona</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-3 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Há uma política contra os migrantes, contra a classe trabalhadora</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas manifestações na Espanha não são acaso. Elas se respaldam nas políticas dos governos europeus, que endurecem as medidas contra imigrantes e atacam os direitos dos trabalhadores. Medidas cada vez mais restritivas, que vêm na esteira da política brutal de Trump nos EUA, com o ICE. Aliás Trump, que defende a adoção de seu modelo para a Europa, declarou poucas semanas atrás: “Se não estivermos no poder, nosso país enfrentará uma invasão de tal magnitude que o que aconteceu na Espanha parecerá insignificante e menor”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma política de divisão da classe trabalhadora, para com mais facilidade atacá-la. O editorial do periódico espanhol Información Obrera, de 9 de setembro, afirmou:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A campanha contra os imigrantes não é só racismo. Ela responde a uma necessidade do capital, que precisa dividir a classe trabalhadora para impor seus planos de guerra e de destruição das conquistassociais, como a saúde, a educação e as aposentadorias — planos que somente a classe trabalhadora, unida, pode derrotar. Em segundo lugar, a perseguição aos migrantes permite que o capital disponha de uma reserva de mão de obra barata, sem direitos que a protejam contra a exploração. Aqueles que lançam a campanha contra os migrantes se apoiam na saturação dos serviços públicos. Defender o direito à emigração está intrinsecamente ligado à exigência de restabelecer os serviços públicos, que estão sendo desmantelados e cada vez mais privatizados. É necessário estabelecer uma prioridade de gastos com educação, saúde e infraestruturas, enquanto todos os governos da Europa anunciam cortes para gastar mais em armas. Esse é o perigo e o inimigo.”&nbsp;</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-4 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Mobilizar e seguir nas ruas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a Espanha, Ceuta se tornou um laboratório para os bandos de extrema-direita. A esses bandos, que se mobilizam para agredir e insultar imigrantes, respaldados por leis, poderosos e vistas grossas da polícia, é preciso ampliar as respostas. Assim como exigir do governo direitos e medidas de proteção social a todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2 de setembro manifestantes contra o racismo e pelos direitos dos imigrantes foram às ruas em várias cidades. Isso mostra a disposição em unir forças nessa questão, cara à classe trabalhadora. Mas é preciso mais. Como também afirmou o Información Obrera, sobre as manifestações em defesa dos imigrantes “Infelizmente, foram poucas as organizações que ousaram convocar, mas esse é o caminho, a via para se opor à política de guerra, que exige das organizações operárias e populares uma atitude decidida em defesa das liberdades e dos direitos para todos, diante da ambiguidade do governo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
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		<title>Greve deflagrada nos Correios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:30:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Lutas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista com dirigente da categoria Os trabalhadores da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) deflagaram greve após assembleias em 10/9. Ouvimos Robson Silva, presidente do sindicato da categoria em Minas Gerais. OT &#8211; Os trabalhadores dos Correios, em campanha salarial, decidiram entrar em greve. Como foi o processo de negociação com a empresa e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Entrevista com dirigente da categoria</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhadores da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) deflagaram greve após assembleias em 10/9. Ouvimos Robson Silva, presidente do sindicato da categoria em Minas Gerais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="1021" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-1024x1021.jpeg" alt="" class="wp-image-22628" style="width:422px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-1024x1021.jpeg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-150x149-1.jpeg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-300x299.jpeg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-767x765.jpeg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-60x60.jpeg 60w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-324x323.jpeg 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-361x360.jpeg 361w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-696x694.jpeg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-1068x1065.jpeg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-70x70.jpeg 70w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-160x159.jpeg 160w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-198x197.jpeg 198w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-235x234.jpeg 235w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-220x219.jpeg 220w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-261x260.jpeg 261w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-356x355.jpeg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-463x462.jpeg 463w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-386x385.jpeg 386w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-487x486.jpeg 487w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17-581x579.jpeg 581w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-21.15.17.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; Os trabalhadores dos Correios, em campanha salarial, decidiram entrar em greve. Como foi o processo de negociação com a empresa e quais os pontos que motivaram a deflagração do movimento paredista?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Robson &#8211;</strong> Bom, o processo de negociação com a empresa foi bem conturbado, do ponto de vista que empresa já veio com a intenção de retirar direitos históricos da categoria. Uma negociação truncada o tempo inteiro, onde a empresa ofereceu 0,87% de reajuste, 20% do INPC, um índice que sequer recompõe a inflação e a retirada de um dos principais direitos da categoria que é caso do plano de saúde. Então, a retirada do plano de saúde, do complemento 70% de férias, 200% sobre o repouso trabalhado. Esses foram os motivos principais. Um reajuste que não recompõe sequer a inflação ainda com essas retiradas de direitos históricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; A ECT enfrenta um intenso ataque privatista, que se intensificou no governo Bolsonaro. Hoje a restruturação em curso da empresa pode resolver esse problema? O que os trabalhadores reivindicam do governo para manutenção da empresa pública?<br></strong><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Robson &#8211;</strong> O sucateamento é um processo que vem já há bastante tempo na empresa e a reestruturação que está proposta pela nova presidência do Correio, na verdade, é um processo de privatização mais acelerado e propõe fechar mil agências. Venda de imóveis dos Correios, imóveis históricos, os Correios estão sendo entregues na verdade. É uma venda muito abaixo do preço de mercado, então uma entrega dos imóveis e o ataque sistemático ao processo de logística, que já é praticamente tudo terceirizado e entregue à iniciativa privada. A nossa luta é também por uma empresa pública de qualidade para o povo brasileiro, uma vez que o Correio cumpre um papel constitucional que é o de prestar serviço à população. Então o Correio não é um favor para o cidadão, é um direito que o cidadão tem garantido na Constituição Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; Qual é a situação da adesão à greve no país?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Robson</strong> &#8211; Ela segue com uma ampliação. Começou moderada, mas cresceu essa semana, com o fechamento de diversos centros de correspondência e atos programados para os diversos lugares, inclusive Brasília. E é uma greve de resistência nacional, porque tem toda uma campanha contra a greve dos trabalhadores dos Correios e também dos bancários que estão em greve. Mas o ponto principal é a tentativa da presidência e da direção da empresa de retirar o plano de saúde dos trabalhadores e dos seus dependentes. Então a greve tende a aumentar e nesse momento a empresa já entrou com o discídio coletivo, está marcado o julgamento no dia 21 de setembro na SDC, na sessão de discídios coletivos no TST e a greve segue firme até o julgamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; Essa greve ocorre em meio ao período eleitoral. O movimento tenta uma interlocução para se dirigir diretamente ao Lula?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Robson</strong> &#8211; Sim, a greve acontece no meio do processo eleitoral, a gente tentou por diversas vezes, né? Chamar a atenção do presidente Lula pra situação, é uma greve que incomoda né, o governo, incomoda a eleição, principalmente porque somos nós que entregamos as urnas eletrônicas. Agora, tem um processo de bloqueio ali, através da Casa Civil com o ministro Rui Costa que ataca diretamente os trabalhadores dos correiros de todo país. Então a situação é delicada, no nosso entendimento o governo deveria recuar de atacar os direitos dos trabalhadores e não fazer o que tá fazendo. Então a direção da empresa ataca os direitos num momento em que deveria assinar um acordo com os trabalhadores, garantir as cláusulas do acordo coletiva, a recomposição da inflação. Mas infelizmente a direção da empresa preferiu o caminho da do enfrentamento.</p>
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		<title>Massacres em Gaza, invasão gradual da Cisjordânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 18:40:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Duas frentes da política genocida O genocídio nunca parou. O Centro Palestino de Direitos Humanos (www.pchr.org), alertou que os ataques diários que se abatem sobre a população de Gaza, conduzidos com tecnologias de vigilância e drones de alta precisão, revelam uma intenção deliberada de infligir o máximo de baixas civis, constituindo uma “continuação direta dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Duas frentes da política genocida</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O genocídio nunca parou. O Centro Palestino de Direitos Humanos (www.pchr.org), alertou que os ataques diários que se abatem sobre a população de Gaza, conduzidos com tecnologias de vigilância e drones de alta precisão, revelam uma intenção deliberada de infligir o máximo de baixas civis, constituindo uma “continuação direta dos crimes de genocídio e limpeza étnica”. Sistematicamente, o exército israelense justifica seus ataques com a suposta presença de membros do Hamas, que iniciou negociações com Jared Kushner, o enviado especial de Trump. Um pequeno recorte, de agosto, o demonstra. No dia 15, em Khan Younis, vários bairros foram alvo de um intenso bombardeio de artilharia, acompanhado por disparos de helicópteros e por uma intensa atividade de drones. Um adolescente de 14 anos foi morto. Seu corpo só foi recuperado no dia seguinte por meio da Cruz Vermelha Internacional. Outros três palestinos ficam feridos. Várias casas foram destruídas. No mesmo dia, em Deir al-Balah, um drone israelense disparou um míssil contra uma motocicleta que circulava perto de um centro de distribuição de alimentos da UNRWA. Três palestinos ficam feridos, entre eles uma criança. O motorista da motocicleta está em estado crítico. Dia 16, na região de Khan Younis, um drone atacou uma barraca onde estavam deslocados. Sete palestinos ficam feridos. Um deles morreu. Dia 17, Jared Kushner, negociador americano e genro do presidente Donald Trump, pede a Israel que ‘reduza’ seus ataques contra Gaza. Em 18 de agosto, na Cidade de Gaza, aviões de guerra dispararam míssil contra uma instalação que funciona como café perto do porto de Gaza. O local estava lotado de civis. Balanço: sete palestinos mortos, incluindo um menino de 13 anos junto com seu pai, e 15 feridos. No dia 19, novos ataques aéreos mataram dez pessoas. No mesmo dia, um ataque matou oito policiais palestinos e uma menina de 13 anos. Em 23 de agosto, dois ataques aéreos mataram duas pessoas, incluindo uma criança de 4 anos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-9 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>74.000 mortos e 174.000 feridos desde outubro de 2023 e as pipas de Gaza</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais recente pretexto para bombardear e matar palestinos acaba de ser encontrado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, após a descoberta de algumas pipas provenientes de Gaza, nos assentamentos israelenses vizinhos! Katz decidiu considerá-las como armas em potencial e qualquer pessoa, criança ou adulto, que daqui em diante se atrever a brincar com uma pipa na Faixa de Gaza será executada na hora. Enquanto isso, as escavadeiras israelenses continuam freneticamente a destruição dos prédios ainda de pé na zona “amarela”, que representa cerca de 70% da área da Faixa de Gaza. Desde o “cessar-fogo” em vigor desde outubro de 2025, o exército genocida israelense matou pelo menos mais 1.273 pessoas. Desde o início do genocídio, em outubro de 2023, somam-se cerca de 74.000 mortos identificados e mais de 174.000 feridos. Isso sem contar as dezenas de milhares de habitantes, começando pelos mais vulneráveis, que sofrem de desnutrição, doenças respiratórias e cutâneas devido às condições sanitárias catastróficas, além de patologias que não recebem mais tratamento devido ao colapso do sistema de saúde.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-10 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Cisjordânia, a mecânica da anexação</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="879" height="587" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos.webp" alt="" class="wp-image-22608" style="aspect-ratio:1.4974642692485016;width:571px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos.webp 879w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-300x200.webp 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-150x100.webp 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-767x512.webp 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-323x216.webp 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-695x464.webp 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-239x160.webp 239w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-329x220.webp 329w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-390x260.webp 390w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-355x237.webp 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-576x385.webp 576w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-727x485.webp 727w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/colonos-868x580.webp 868w" sizes="(max-width: 879px) 100vw, 879px" /><figcaption class="wp-element-caption">Colonos, sob supervisão do exército, atacam palestinos e jornalistas na Cisjordânia</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na Cisjordânia, a repressão militar e a violência dos colonos sionistas protegidos pelo Estado israelense têm como objetivo fragmentar a população e desestruturar suas condições de vida para forçar os palestinos a partir ou a ficar confinados em alguns enclaves. Cerco e destruição de casas, bloqueio de acesso à água e à energia e a mercados são comuns, buscando esgotar a população palestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Comissão Palestina de Resistência ao Muro e à Colonização, os pogroms (ataques violentos e massivos) não param de se multiplicar: 900 incêndios contra bens palestinos foram registrados entre janeiro de 2023 e 10 de julho de 2026. Dentre eles, 799, ou seja, 88,8%, são atribuídos a colonos e 101 ao exército. Netanyahu se pronunciou recentemente, orgulhoso, diante de colonos, sobre as “104 comunidades que estabelecemos e legalizamos juntos” e das “160 fazendas” criadas com seu governo. Mustafa Barghouti, secretário-geral da Iniciativa Nacional Palestina, estimou que “o terrorismo dos colonos atinge agora uma média de trinta ataques por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 18 de agosto, as autoridades israelenses abriram uma licitação para 1.234 unidades habitacionais, das 3.401 aprovadas entre Jerusalém Oriental e o grande assentamento sionista de Ma’ale Adoumim. Isso separaria ainda mais o norte do sul e isolaria Jerusalém Oriental. Essa aceleração vai além da Cisjordânia. Em 27 de agosto, o ministro genocida Bezalel Smotrich propôs transferir para o Negev e para a Galileia, onde se concentra a população palestina do interior, a “revolução da colonização” conduzida na “Judeia-Samaria” (nome bíblico dado pelos sionistas à Cisjordânia), trazendo para lá mais um milhão de colonos israelenses.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-11 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Hebron, o laboratório da anexação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Hebron, a fragmentação imposta pelo exército de ocupação gera outra forma de desintegração. Desde o protocolo de 1997, cerca de 80% da cidade compõem a “zona H1”, administrada pela Autoridade Palestina corrupta, enquanto os 20% que formam a H2 permanecem sob controle israelense. O exército de ocupação israelense transformou esse setor de Hebron em refúgio para grupos criminosos armados e traficantes, com o objetivo de instrumentalizar posteriormente esses confrontos para impor a toda a população toques de recolher, bloqueios e punições coletivas. Ao mesmo tempo, a maioria das aldeias do distrito de Hebron é atacada praticamente todos os dias pelos colonos. O governo israelense busca desenvolver um poder clânico, com o objetivo de constituir um “emirado” em Hebron, que não seria nada mais do que um enclave fechado e privatizado, controlado por milícias a seu serviço no âmbito de uma Cisjordânia anexada. Um processo semelhante está se desenvolvendo em Nablus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É para expressar nossa rejeição absoluta ao genocídio que continua em Gaza, à política de limpeza étnica que se intensifica na Cisjordânia, para denunciar as cumplicidades políticas assumidas e hipócritas com o Estado israelense, e afirmar nosso apoio ao povo palestino, que serão organizados em todo o mundo <strong>comícios e manifestações no próximo dia 10 de outubro</strong>, por ocasião do terceiro aniversário do genocídio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Correspondente</strong></p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-12 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Em Israel, manifestação pela libertação das prisioneiras palestinas</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="621" height="471" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif.png" alt="" class="wp-image-22609" style="width:553px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif.png 621w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-150x114.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-79x60.png 79w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-300x228.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-197x149.png 197w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-323x245.png 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-92x70.png 92w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-261x198.png 261w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-474x360.png 474w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-309x234.png 309w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-210x159.png 210w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-290x220.png 290w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-356x270.png 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-344x261.png 344w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/israel-manif-507x385.png 507w" sizes="(max-width: 621px) 100vw, 621px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>No dia 22 de agosto, ativistas antissionistas que atuam no Estado de Israel se reuniram em frente a uma prisão destinada a mulheres palestinas, chamada de Damon. Esses ativistas lançaram em Israel uma campanha pela liberação do doutor Abu Safiya e de todos os reféns palestinos, segundo suas próprias palavras. “Damon se tornou um dos símbolos de um sistema carcerário que humilha e pune as palestinas por serem palestinas e por se recusarem a ficar caladas. Não viemos para falar com os guardas. Gritamos com toda a nossa força, para que as mulheres presas nos ouçam. Para que elas saibam que não estão sozinhas. Que lá fora, há pessoas que se recusam a aceitar a detenção, os maus-tratos, as humilhações e as violências que lhes são infligidas”, declarou uma manifestante.</p>
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		<title>“Tragam os meninos de volta para casa”</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 18:29:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tentativa de suicídio em porta-aviões dos EUA; 200 famílias pedem o retorno de soldados “Tragam os rapazes de volta para casa”, essa frase nos Estados Unidos significa: nossos filhos, nossos irmãos, nossos maridos, nossos jovens não devem mais ser enviados para a guerra a 1.000 ou 15.000 km de seu país, não devem mais correr [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Tentativa de suicídio em porta-aviões dos EUA; 200 famílias pedem o retorno de soldados</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tragam os rapazes de volta para casa”, essa frase nos Estados Unidos significa: nossos filhos, nossos irmãos, nossos maridos, nossos jovens não devem mais ser enviados para a guerra a 1.000 ou 15.000 km de seu país, não devem mais correr o risco de morrer. Queremos que eles fiquem vivos aqui conosco. Essa é a forma mais simples e popular de rejeição às guerras imperialistas conduzidas desde sempre pelos governos ianques. Esse apelo tornou-se muito poderoso após a Segunda Guerra Mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1950, o presidente Truman decidiu enviar o exército dos Estados Unidos para a guerra na Coreia. No início, essa decisão foi aceita, graças à propaganda, por 80% da população. No total, 1,7 milhão de soldados norte-americanos foram enviados à Coreia. Mas as perdas humanas se acumulam (36.500 soldados americanos voltaram em um caixão) e, em menos de um ano, a opinião pública mudou radicalmente e dois terços da população americana exigia que os rapazes voltassem para casa. “Bring the Boys Home” se tornou um slogan poderoso, primeiro entre toda a juventude americana e depois entre a população, diante do envio de soldados para fazer guerra ao povo vietnamita entre 1955 e 1975. Em ondas sucessivas, mais de dois milhões de soldados norte-americanos foram para a guerra, a 14 mil km de seu país. 58.281 voltaram em caixões. As manifestações em massa da juventude, as mobilizações nos campi, combinadas à formidável resistência do povo vietnamita, forçaram a retirada das tropas americanas e uma derrota militar.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-14 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Trump é obrigado a substituir o porta-aviões Abraham Lincoln</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa lembrança ressurge, agora, com o porta-aviões Abraham Lincoln, que partiu da costa oeste dos Estados Unidos em novembro de 2025, com 5.000 homens a bordo, para uma missão no Mar da China que se estendeu posteriormente ao Oriente Médio e, em seguida, com a guerra desencadeada por Trump contra o Irã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após oito meses a bordo – um período excepcionalmente longo –, os soldados reclamaram da comida estragada, do mofo a bordo, dos banheiros inutilizáveis e dos problemas de segurança. O moral está em franca queda. Um soldado tentou se suicidar ao se jogar ao mar… O caso veio a público nos Estados-Unidos quando as famílias começaram a se manifestar. Duzentas delas escreveram para informar e pedir o retorno de seus “meninos”. A emissora CNN foi enviada ao porta-aviões para fazer uma reportagem. Soldados testemunharam: “Estou ansioso para voltar”, “Sinto saudades da minha família”. Fato totalmente incomum, essas informações foram divulgadas por duas revistas do exército, a Navy Times e a Stars and Stripes…um desacordo com as campanhas bélicas de Trump vindo de dentro do próprio exército.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Por fim, a repercussão na população dos Estados Unidos foi tal que Trump anunciou a substituição do Abraham Lincoln pelo porta-aviões USS George Washington. Na sexta-feira, 21 de agosto, o Ministério da Defesa dos Estados Unidos demitiu<br>dois responsáveis pelo jornal militar Stars and Stripes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bruno Ricque</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Secretário do Exército dos EUA renuncia; crise com o chefe do Pentágono</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia à Casa Branca, após meses de tensão com o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Próximo do vice-presidente JD Vance, Driscoll é o mais recente integrante de alto escalão a deixar o Pentágono sob o comando de Hegseth. Driscoll ganhou projeção ao ser escolhido por Trump para participar de negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia. O desgaste entre os dois ganhou força depois de Hegseth demitir o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy george, em abril. Em junho ele também afastou o comandante das forças do Exército dos EUA na Europa e bloqueou pessoalmente a promoção de oficiais de alta patente da Força. No fundo,há divergências sobre os rumos da guerra contra o Irã, que vêm ganhando força. É crise na cúpula militar!</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Em São Paulo, trabalhadores denunciam TIC Trens</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 15:17:04 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Empresa quer que trabalhador pague a conta dos patrões</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Jornal O Trabalho teve acesso exclusivo a relatos da reunião entre diretores da empresa TIC Trens, responsável pela operação da Linha 7-Rubi em São Paulo, e funcionários. Na reunião, a empresa tentou persuadir os trabalhadores a não acionarem a justiça do trabalho e abrirem mão de receber insalubridade, direito que lhe é garantido, pois há um compromisso de repassar lucros aos acionistas. A TIC Trens possui mais de 130 processos judiciais, em sua maioria reclamações por não pagamento de insalubridade, periculosidade, horas extras, recolhimento FGTS e outros. A empresa tenta evitar novos processos e está trocando de nome, porque tem como objetivo participar de novas rodadas de privatizações do governo Tarcísio de Freitas. Diversos funcionários colocam suas vidas em risco trabalhando com escassez de EPI e sobre vasta pressão. Após a privatização, acidentes tornaram-se comuns devido à economia em manutenções fundamentais. A situação coloca em risco também cerca de 400 mil passageiros que usam a linha 7-Rubi todos os dias. Para denunciar o problema, cinco funcionários da manutenção civil procuraram o nosso jornal (omitimos os nomes por segurança dos mesmos). Abaixo compilado da entrevista que nos foi concedida. Trata-se de um relato nu e cru sobre os efeitos nefastos das privatizações.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="576" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-576x1024-1.avif" alt="" class="wp-image-22595" style="width:323px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-576x1024-1.avif 576w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-169x300-1.avif 169w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-84x150-1.avif 84w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-768x1365-1.avif 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-864x1536-1.avif 864w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-224x398-1.avif 224w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-696x1237-1.avif 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-204x363-1.avif 204w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp-image-2026-07-23-at-08.22.09-1-.avif 984w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Vagão de trem incendiou em São Paulo em 2026</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1- Conte para nós como está a situação dos trabalhadores da TIC Trens.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando entramos na TIC Trens, inicialmente fomos informados de que a empresa não pagaria a periculosidade. Até então achávamos que iríamos apenas fazer pequenos serviços voltados à pintura, troca de pisos, consertos de caixa d&#8217;água em local de acesso aos passageiros. Porém, começamos a identificar diversos locais onde corremos sérios riscos como: serviços em via férrea executando criação e vedação de caixas de passagem; serviços em subestações como reparos em banheiro; limpeza de calhas; criação de passagens de dutos, entre outros, correndo sérios riscos de descarga elétrica. Após esses acontecimentos, começamos a cobrar a empresa sobre os nossos direitos de receber o adicional de periculosidade. Depois de tanto os funcionários efetuarem cobranças, a empresa se prontificou a executar um laudo pericial para verificar a real constatação do problema. Devido a vários ruídos de que esse laudo teria dado a favor dos trabalhadores, a gestão da empresa veio até os funcionários alegando que ainda faltava o laudo de periculosidade e, mesmo com o laudo aprovado, a empresa se recusaria a efetuar os pagamentos devido não ter como informar os acionistas do gasto que teria para regularizar nossa situação, e que não seria viável pagar por conta dos valores retroativos. Os funcionários tentaram mediar a situação, tentando fazer um acordo onde poderiam pagar parceladamente, ou iniciar os pagamentos a partir da aprovação do laudo. Mesmo assim, a empresa se recusou! Atualmente, a empresa vem tomando algumas atitudes que não convêm à forma correta de se ajustar. A mesma vem demitindo funcionários sem pagar os retroativos e, por diversas outras vezes, vem maltratando os funcionários no intuito de pedirem demissões. Funcionários que não tinham problemas psicológicos atualmente vêm tomando remédios controlados para poderem aguentar as pressões. Lembrando que em maio de 2026 foi aprovada a verificação do transtorno de burnout, e a empresa não se manifesta sobre essa situação. Os gestores alegam não saberem que tínhamos esses direitos, porém, todos vieram de outra concessionária que pagava esse direito. Importante dizer que a empresa está migrando o nome de TIC trens para Trilha, pois com o excesso de processos trabalhistas, não poderia participar do leilão de privatização da linha 10 e, com esse novo nome, participará normalmente como se nada estivesse acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 &#8211; Quais riscos vocês já sofreram dentro da empresa? Há medidas de segurança e EPI suficientes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Riscos de atropelamento por trem na via enquanto fazemos manutenção em caixas de acesso a cabos de energia durante a noite. Falta de segurança em pontos da via por existir tráfico de drogas, comprometendo a nossa segurança ao executar certos tipos de serviço. Se a manutenção afetar o acesso de usuários a pontos de drogas, os traficantes não deixam a gente executar o serviço. Em questão de medidas de segurança, faz um ano que estou na empresa e agora é que foram falar sobre o procedimento para acessar a via. EPI, só quem pode solicitar é o supervisor; se ele não estiver presente e caso a gente precise, ficamos sem.</p>
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		<title>Por uma Reforma Política Radical! Manifesto aprovado no Encontro Nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:39:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reunidos em São Paulo, 80 delegados (as) indicados em reuniões em 14 Estados, parlamentares do PT e do PSOL, lideranças sindicais e populares de diferentes origens, nos dirigimos a toda a militância para uma discussão urgente. O Brasil entra em período eleitoral frente a uma escalada de guerras – da Ucrânia ao Irã – cujo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Reunidos em São Paulo, 80 delegados (as) indicados em reuniões em 14 Estados, parlamentares do PT e do PSOL, lideranças sindicais e populares de diferentes origens, nos dirigimos a toda a militância para uma discussão urgente. O Brasil entra em período eleitoral frente a uma escalada de guerras – da Ucrânia ao Irã – cujo principal responsável é Donald Trump. Sequestrou Maduro, ameaça Cuba, e se ingeriu nas últimas eleições em vários países do continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é verdade que existe uma resistência, a começar dos Estados Unidos, em manifestações gigantescas contra as guerras, em defesa dos migrantes e pelos direitos. Com há ao longo do continente; O Brasil não fica à parte do tumulto, como se vê no abastecimento de combustíveis e fertilizantes. Trump adotou pesadas taxações unilaterais. Decretou caráter terrorista a grupos criminosos sinalizando intervenções, e está escalando atritos diplomáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário é desafiador para a reeleição de Lula e a eleição dos candidatos de esquerda em outubro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="778" height="438" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc.jpg" alt="" class="wp-image-22535" style="width:578px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc.jpg 778w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-767x432.jpg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-323x182.jpg 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-695x391.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-284x160.jpg 284w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-355x200.jpg 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-463x261.jpg 463w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-683x385.jpg 683w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A extrema-direita pretende atrair votos explorando um sentimento de frustração que existe. Afinal, houve certo crescimento e queda do desemprego, mas grande parcela do povo não sente melhorias substanciais – o salário não alcança os preços, os jovens só conseguem empregos com baixos salários e desregulamentados. Apesar dos programas sociais – como o recente Pé-de-Meia-, a desigualdade social é enorme: o 1% mais rico tem 37% da renda nacional e os 50% mais pobres só tem 9%!!!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mudar isso, é preciso enfrentar o sistema assentado no agronegócio, na mineração exportadora, nas Big Techs e no capital financeiro da Faria Lima. São eles que comandam o show no Congresso Nacional, amparados nos privilégios do judiciário, sob a sombra da tutela militar (Artigo 142). Lula deve ser o candidato antissistema, em que os super-ricos exploradores não pagam impostos, e o agronegócio faz as leis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema político está podre. O Congresso Nacional chantageia o governo e bloqueia pautas populares. As emendas parlamentares sequestraram o orçamento, amputaram os investimentos do governo, e aprofundaram a prevalência do poder econômico nas eleições. Elas distorcem e oligarquizam a representação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É inaceitável que o Senado nobiliárquico – câmara revisora herdada do Império – e que custa R$ 7 bilhões ao ano, bloqueie o fim da escala 6X1, um anseio de 70% do povo: Para que Senado?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As reformas populares não podem continuar sendo adiadas. A esquerda tem que lutar para incluir na agenda do novo governo a reversão das privatizações da Eletrobrás e do sistema Petrobrás; a revogação das contrarreformas trabalhista e previdenciária, e triplicar o salário mínimo rumo ao nível do Dieese; acabar com os privilégios no judiciário e no exército; estabelecer a soberania digital e a industrialização soberana das terras raras; generalizar a Casa da Mulher Brasileira; o fim da violência policial; destinar os recursos necessários para Saúde, Educação, Moradia e Reforma Agrária; acabar o arcabouço fiscal derrubando os juros que comem R$ 1 trilhão por ano; e criar o Imposto sobre Grandes Fortunas para financiar as despesas do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós vamos fazer a maior campanha eleitoral para Lula e os candidatos (as) da esquerda. Mas com as atuais regras eleitorais é muito difícil mudar a relação de forças no Congresso. E não serão as figuras do Centrão que fecharão o bloco das mudanças populares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta por uma Reforma Política Radical deve estar em debate na campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma reforma que institua, pelo menos, o financiamento público exclusivo de campanha, o voto em lista partidária pré-ordenada (gênero, raça e etnia), a revisão da desproporcionalidade da representação estadual, e o direito de voto ao migrante. Essa plataforma será desenvolvida com os aliados que teremos nos movimentos populares, associações, outras forças políticas e na opinião pública progressista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos juntos lutar pela reeleição de Lula e pela eleição de nossos (as) candidatos (as). Queremos uma ruptura pela via democrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentado pela mesa</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Genoíno Neto, ex-presidente do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rui Falcão, ex-presidente e deputado federal do PT-SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Markus Sokol, fundador do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luiza Erundina, deputada federal do PSOL-SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcos Pereira, Diretório Municipal do PT de Conde-PB</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, militante do PT-MG</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vereadora Carla Ayres, PT-Florianópolis</p>



<p class="wp-block-paragraph">Priscilla Chandretti, do Diretório Nacional do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprovado por aclamação</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>A HORA É AGORA!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A partir de agora a continuidade do Encontro Reforma Política Radical e Assembleia Constituinte é pela difusão do Manifesto aprovado. Em todos os lugares, nas atividades da campanha eleitora, discussão com os militantes e com o povo, o Manifesto pode &#8211; e deve &#8211; ser distribuído pelas candidaturas e militantes que apoiam a iniciativa. A hora é agora de levantar a Reforma Política Radical, com faixa e nos tradicionais pirulitos do Diálogo e Ação Petista. Nas eleições cada vez mais setores dos trabalhadores e da juventude se perguntam como será o futuro do país, uma vez Lula eleito, como conseguirá levar à frente as transformações necessárias para aplicar um programa que favorece a maioria do povo diante do atual sistema político podre. É com esse sentimento legítimo que o Manifesto apresenta uma saída política, radical, democrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Associe-se pelo link</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-16 wp-block-paragraph"><a href="https://reformaradical.com.br">reformaradical.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Equador: um golpe sem tanques</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 19:15:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 18 de agosto o comitê internacional do DSA – Socialistas Democráticos da América – dos Estados Unidos emitiu uma declaração intitulada “Equador: quando os juízes se unem a uma das equipes”. “O que está sucedendo no Equador é um golpe de Estado levado a cabo sem tanques”, diz a declaração, explicando que o governo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em 18 de agosto o comitê internacional do DSA – Socialistas Democráticos da América – dos Estados Unidos emitiu uma declaração intitulada “Equador: quando os juízes se unem a uma das equipes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que está sucedendo no Equador é um golpe de Estado levado a cabo sem tanques”, diz a declaração, explicando que o governo do direitista Daniel Noboa está utilizando conselhos eleitorais e tribunais que controla para eliminar qualquer possibilidade da oposição, em particular a Revolução Cidadã (RC) do ex-presidente Rafael Correa, agir no terreno político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 15 de julho, o Conselho Nacional Eleitoral negou-se a publicar os formulários para recolher assinaturas para um referendo revocatório de Noboa – um direito inscrito na Constituição adotada em 2008 durante o mandato de Correa – inviabilizando a iniciativa da oposição. Dias antes o Tribunal Constitucional havia se negado a considerar uma apelação feita pela Revolução Cidadã contra a sua própria suspensão como organização política. Na sequência o mesmo tribunal suspendeu o movimento AMIGO, sob o qual a suspensa RC pretendia apresentar candidatos às eleições regionais de 29 de novembro, um dia antes da data limite para a inscrição de listas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como afirmou a declaração do DSA: “o resultado é o que busca todo golpe de Estado: um governo que já não precisa enfrentar os seus oponentes em igualdade de condições.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22510" style="width:574px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-1024x576.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-768x432.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-747x420.jpg 747w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-696x392.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump-1068x601.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/noboa-trump.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Trump e Noboa em Washington</em></p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-18 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Reação de Correa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente Correa reagindo, desde o seu exílio na Bélgica, ao anúncio do fechamento do escritório de coordenação da bancada de seu partido no parlamento, ocorrido em 18 de agosto, postou no X a seguinte mensagem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A RC 5 (sigla de Revolução Cidadã), o maior partido do Equador, não terá mais escritório no Palácio Legislativo. Isso nunca se viu. Vivemos uma verdadeira ditadura. Nos governam delinquentes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente Daniel Noboa, parceiro de Trump no “Escudo das Américas”, que convidou os EUA a agir em conjunto com a polícia e exército de seu país no combate aos “narcotraficantes”, estava no mesmo 18 de agosto em visita à China, onde foi recebido por Xi Jinping que falou no “direito dos países da América Latina a fazer respeitar a sua independência”. Um conselho que certamente não será seguido pelo atual presidente do Equador.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Julio Turra</strong></p>
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		<title>A atualidade de Trotsky sobre as revoluções, no 86º aniversário de seu assassinato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 18:48:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A característica mais indiscutível das revoluções é a intervenção direta das massas nos acontecimentos históricos. Em tempos normais, o Estado, seja ele monárquico ou democrático, está acima da nação; a história fica a cargo dos especialistas nessa área: os monarcas, os ministros, os burocratas, os parlamentares, os jornalistas. Mas, nos momentos decisivos, quando a ordem [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">“A característica mais indiscutível das revoluções é a intervenção direta das massas nos acontecimentos históricos. Em tempos normais, o Estado, seja ele monárquico ou democrático, está acima da nação; a história fica a cargo dos especialistas nessa área: os monarcas, os ministros, os burocratas, os parlamentares, os jornalistas. Mas, nos momentos decisivos, quando a ordem estabelecida se torna insuportável para as massas, estas rompem as barreiras que as separam da arena política, derrubam seus representantes tradicionais e, com sua intervenção, criam um ponto de partida para o novo regime. Deixemos que os moralistas julguem se isso é certo ou errado. Para nós, basta considerar os fatos tal como nos são apresentados por seu desenrolar objetivo. A história das revoluções é para nós, acima de tudo, a história da irrupção violenta das massas no governo de seus próprios destinos (…) Será que as massas, metralhadas em seus subúrbios, recuarão? Não; não se retirarão, pois querem conquistar o que lhes pertence.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trotsky (1929-32); História da Revolução Russa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="700" height="524" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2.jpg" alt="" class="wp-image-22503" style="width:512px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2.jpg 700w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-300x225.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-150x112.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-561x420.jpg 561w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-80x60.jpg 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-696x521.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-2-265x198.jpg 265w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em 20 de agosto de 1940, Trotsky foi atacado por um agente stalinista, Ramón Mercader, vindo a falecer no dia seguinte (Mercader foi condecorado como “Herói da União Soviética” e recebeu a “Ordem de Lênin” em 1960, durante a suposta “desestalinização”). Ninguém com boas intenções e o conhecimento mais elementar pode questionar que ele foi assassinado por ser um revolucionário, por sua luta incansável pela revolução. Por sua dimensão mundial. A revolução, o único meio de sair da barbárie à qual conduz a sobrevivência do capitalismo, para concluir a transição para uma sociedade saudável, na qual a produção seja orientada para o bem-estar da população e não para o lucro privado; ou seja, para uma sociedade comunista. Neste novo aniversário do crime, a situação mundial é tão grave, com as guerras e o militarismo no centro da agenda imperialista, que não apenas justifica abordar as contribuições de Trotsky sobre as revoluções, tanto teóricas quanto práticas, mas exige isso.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-23 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Porque falar em revolução não é uma questão do passado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A gravidade da situação pode ser resumida como uma autêntica “crise da humanidade”, a formulação com a qual se inicia o programa com o qual foi criada a 4ª Internacional em 1938 (diante da impossibilidade de recuperar a 3ª Internacional, já abertamente colaboradora do imperialismo contra toda orientação revolucionária, como a Revolução Espanhola acabara de revelar com trágica clareza). A população mundial é de 8,3 bilhões de pessoas. Dessas, 645 milhões passam fome (FAO); 186 milhões estão desempregados e seriam necessários 408 milhões de empregos para que todas as pessoas que precisam trabalhem; 257 milhões de jovens entre 15 e 24 anos — 20% — não trabalham, nem estudam, nem recebem formação (OIT); mais de 2 bilhões carecem de serviços básicos e cerca de 2,8 bilhões não têm moradia adequada (OMS, UNICEF, ONU); 750 milhões de adultos sofrem de analfabetismo (UNESCO); 1,18 bilhão sofria de algum transtorno mental em 2023 — 95,5% a mais do que em 1990 — (OMS); uma em cada dez hectares de floresta foi desmatada entre 1990 e 2020 (FAO) e 34% de todas as terras agrícolas do mundo já apresentam degradação moderada ou grave (Relatório SOLAW, FAO); em todo o mundo, as trabalhadoras recebem apenas metade — 52,4% — da renda trabalhista dos homens (OIT). As guerras seguem assolando os povos e a UE reconhece que, desde 2014, 80 mil migrantes morreram no Mediterrâneo.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-24 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Crise da humanidade? Sim, as forças produtivas deixaram de crescer</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O que fazer? Primeiro, ao mesmo tempo em que nos mobilizamos, conhecer a causa do sofrimento. Esses dados revelam que se trata de uma autêntica crise da humanidade, e falamos de barbárie porque tudo o que foi apontado se refere à atualidade, ou seja, já bem avançado o século XXI. Quando a produtividade alcançada graças ao trabalho humano, passado e presente, torna tecnicamente possível a solução de todos esses problemas. Um bom exemplo é o da fome, já que a própria FAO calcula que, no mundo, são produzidos alimentos com os quais se poderia alimentar 12 bilhões de pessoas. Portanto, não se trata de um problema de gestão, de azar, de inevitabilidade, mas sim de que, como escreve Marx em O Capital, “o capital vem ao mundo escorrendo sangue e lama por todos os poros, da cabeça aos pés” e assim continua. Sob o capitalismo, tornou-se possível um enorme desenvolvimento das forças produtivas. Enorme e também brutal, ao basear-se tanto na exploração do trabalho quanto na pilhagem e na devastação colonial. Mas em seu estágio imperialista, desde o início do século XX, as tensões sobre as forças produtivas se intensificam e, já hoje, sua destruição se torna sistemática: crises, guerras, destruição dos meios de subsistência dos povos e desvalorização da força de trabalho. A causa? As leis do capitalismo e, em particular, aquela que Marx denomina a lei geral da acumulação capitalista, “que produz uma acumulação de miséria proporcional à acumulação de capital”. É necessário, portanto, superar o capitalismo, o que só poderá ser realizado por via revolucionária, pois nunca na história a classe dominante concordou de bom grado em renunciar aos seus privilégios.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-25 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Que tipo de organização é necessária?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sentido de se falar hoje em revolução se revela com clareza à luz do exposto, o que implica, de igual forma, que continuarão a ocorrer explosões sociais, com elementos pré-revolucionários e/ou abertamente revolucionários. O que determina que uma explosão social, com conteúdo revolucionário, se concretize de fato, que a revolução triunfe e se inicie um processo de transição para outro tipo de sociedade, superior? Em 1940, Trotsky já havia explicado isso no caso da Rússia, em sua História da Revolução Russa (1929-1932): “sem uma organização dirigente, a energia das massas se dissiparia, assim como se dissipa o vapor não contido em uma caldeira. Mas, seja como<br>for, o que impulsiona o movimento não é a caldeira nem o pistão, mas o vapor”. Daí a frase do início do Programa de Transição (1938): “a crise histórica da humanidade se resume à crise da liderança revolucionária”. E, em 1940, escreveu um artigo que ficou inacabado devido ao seu assassinato: Classe, partido, direção. Nele, referindo-se à Revolução Espanhola, explica dialeticamente o que aconteceu, em contraposição ao repetido mecanismo interessado de culpar as massas pela derrota da revolução (as mesmas massas que a colocaram em marcha!), para exonerar as direções de sua responsabilidade: “As massas improvisaram milícias e criaram comitês operários, cidadelas de sua própria ditadura (…) as organizações dirigentes do proletariado ajudaram a burguesia a dissolver esses comitês, a pôr fim aos ataques dos trabalhadores contra a propriedade privada e a subordinar as milícias operárias à direção da burguesia e, para completar, com o POUM participando do governo, assumindo assim diretamente sua responsabilidade no trabalho da contrarrevolução (…) embora as massas tenham adotado uma linha correta, não foram capazes de romper a coalizão de socialistas, comunistas, anarquistas e do POUM com a burguesia”.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="653" height="444" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky.webp" alt="" class="wp-image-22504" style="width:561px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky.webp 653w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-300x204.webp 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-150x102.webp 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/trostsky-618x420.webp 618w" sizes="(max-width: 653px) 100vw, 653px" /></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-26 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>O significado da figura de Trotsky</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu assassinato coroa a perseguição que ele sofreu desde sua expulsão do partido em novembro de 1927, seu exílio interno em janeiro de 1928 e sua expulsão da URSS em fevereiro de 1929. No capítulo final, “Planeta sem visto”, de sua autobiografia, Minha Vida, ele caracteriza com ironia e, ao mesmo tempo, rigor, o que simboliza viver sem documentos no mundo capitalista, questão que hoje atinge os níveis trágicos vividos novamente há alguns dias em Ceuta, o enclave colonial espanhol na África. Nas palavras de Trotsky: “aquele que menos pode contar com a concessão de asilo é quem mais precisa dele”. Diante da barbárie imperialista, o direito de emigrar é, mais do que nunca, um elemento positivo de ruptura contra esse sistema de guerra e destruição. A atuação dos Estados hoje, desde o ICE de Trump até a Frontex da UE, corrobora suas palavras que apontam, inequivocamente, a necessidade de uma ruptura com a ordem imperialista, a necessidade da revolução: “por toda parte ouço dizer que meu vício mais imperdoável é a falta de fé na democracia. Quem sabe quantos artigos e até livros já foram escritos sobre esse tema! Mas o fato é que, quando me ocorre pedir que me deem uma lição prática de democracia, todo mundo se esquiva. Nem um único país em todo o planeta que se disponha a carimbar o visto no meu passaporte! E, sendo assim, querem me fazer acreditar que aquela outra disputa, imensamente mais importante e mais sangrenta, que é a disputa entre os que possuem e os despossuídos, poderá ser resolvida aplicando-se com rigor exímio os hábitos e as formas da democracia?”. Embora as contribuições de Trotsky se manifestem em diversos campos, tanto teóricos quanto práticos, neste 86º aniversário de seu assassinato, reivindicamos em especial seu legado sobre as revoluções, “a locomotiva da história”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Texto publicado na Carta Semanal do POSI (Partido Obrero Socialista Internacionalista) da Espanha (trechos)</strong></p>
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		<title>Ceuta: a chamada crise migratória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:05:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publicamos abaixo trechos da “Carta Semanal” da seção da 4ª Internacional na Espanha, o POSI, datada do último 3 de agosto. “No momento em que escrevemos, boa parte dos mais de 60 mil cidadãos marroquinos, em maioria jovens, que chegaram a Ceuta a nado e atravessaram a vala da aduana de Tarajal, voltaram ao Marrocos, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicamos abaixo trechos da “Carta Semanal” da seção da 4ª Internacional na Espanha, o POSI, datada do último 3 de agosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No momento em que escrevemos, boa parte dos mais de 60 mil cidadãos marroquinos, em maioria jovens, que chegaram a Ceuta a nado e atravessaram a vala da aduana de Tarajal, voltaram ao Marrocos, mais de 70 deles morreram afogados. (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os que voltaram o fizeram obrigados pela fome e sede, pois os comércios, bares e restaurantes de Ceuta foram fechados, enquanto o exército espanhol os empurrava de volta para a fronteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ceuta e Melilla são enclaves coloniais espanhóis no Marrocos, restos do ‘Protetorado’ estabelecido pela monarquia espanhola antes da independência do país em 1957 (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enclave de Ceuta, de 18 km2, é povoado por cerca de 84 mil habitantes e nele, como no de Melilla, estão guarnições militares ‘de elite’ (legião e regulares), cuja missão histórica sempre foi a de ‘proteger’ a monarquia espanhola e os interesses do grande capital. Não é casual – recordemos 90 anos depois do levantamento de Franco em 1936 – que foi nos enclaves marroquinos que se iniciou a sublevação militar-fascista contra a República.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-29 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Nenhuma casualidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Marrocos vive uma crise social sem precedentes, 37% da juventude está desempregada e aspira fugir da opressão e miséria abrindo um futuro na Europa e, em primeiro lugar, na Espanha, onde já vivem e trabalham mais de um milhão de marroquinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente que a CIA, o Mossad (serviço secreto de Israel, NdT) e os serviços secretos marroquinos têm a ver com a provocação desse caos na fronteira (…).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixar entrar na Espanha, inclusive induzir dezenas de milhares de jovens a fazê-lo, colocando em dificuldades o governo de Pedro Sánchez, serve aos interesses de Israel e do governo dos EUA, que não engolem os gestos de Sánchez e seu governo em favor da Palestina, nem a sua negativa em colaborar nos bombardeios contra o Irã. Não é casual que Netanyahu e vários ministros de Israel aplaudam a crise provocada com os acontecimentos de Ceuta. Uma atitude, é claro, apoiada pelo PP (partido da direita espanhol, NdT) e VOX (extrema-direita) e toda a caterva de governos reacionários da Europa, que aproveitam para criticar a regularização de imigrantes que vai retirar da clandestinidade e super-exploração quase um milhão de trabalhadores na Espanha, irmãos de classe cujos direitos todo trabalhador consciente deve defender.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-30 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Os trabalhadores e os povos do Estado Espanhol</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Sánchez, da mesma forma que o conjunto das organizações do movimento operário, se enfrenta com uma contradição: não é possível defender os direitos dos povos e, ao mesmo tempo, manter os enclaves coloniais herdados do passado. (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso é necessário seguir exigindo a devolução incondicional das duas cidades, os rochedos e as ilhas Chafarinas e Perejil ao Marrocos. O interesse do movimento operário é lutar para estabelecer a solidariedade e cooperação entre os povos, sobre a base de se acabar com a opressão colonial e a monarquia que a tutela. (…)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expressão ‘crise migratória’ pode levar a uma grave confusão: entender o ocorrido como resultado da atuação de estrangeiros que ‘invadem’ um país ‘soberano’. Não, a única invasão em Ceuta e Melilla é a do Estado Espanhol que mantém esses territórios africanos como enclaves coloniais. Neste caso, a provocação dos EUA e do Estado sionista de Israel, através da monarquia marroquina, se aproveita da penúria vital do seu povo, para negar um direito inalienável para qualquer pessoa trabalhadora que é o de deslocar-se para onde possa encontrar um meio de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo direito de migrar! Direitos legítimos para todos os trabalhadores, independentemente de sua origem, nacionalidade, língua, sexo, etnia ou religião!”</p>
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