11 DE JULHO DE 2013: Que resposta exige a mobilização dos trabalhadores?

Em todo o Brasil, neste dia 11 de julho, os trabalhadores mobilizam-se com suas reivindicações. Greves, paralisações e manifestações respondem ao chamado da CUT e demais centrais sindicais, exigindo do governo Dilma, dos governadores e prefeitos, do Congresso e dos patrões:

Acabar com o PL 4330 da “terceirização” que retira direitos e precariza ainda mais as relações de trabalho no Brasil; 

Que as reduções de tarifa do transporte não sejam acompanhadas de qualquer corte dos gastos sociais;

10% do orçamento da União para a saúde pública;

10% do PIB para a educação pública, “verbas públicas só para o setor público”; 

Fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias; 

Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas sem redução de salários; 

Reforma Agrária; 

Suspensão dos Leilões de Petróleo.

Pauta unitária à qual diferentes setores somaram reivindicações específicas. Movimentos populares e jovens também se juntaram às mobilizações com suas demandas.

Com as manifestações de massa puxadas pela juventude em junho, quando milhões ocuparam as ruas em todo o país, revelou-se o fosso que há entre o povo e as atuais instituições políticas (a começar pelo Congresso Nacional). Já não era sem tempo que a classe trabalhadora ocupasse o cenário, pois apenas dela pode vir uma saída positiva para a crise política que se formou.

O atendimento das reivindicações exige do governo Dilma que deixe de destinar bilhões para o superávit primário, para pagar dívidas a banqueiros e especuladores; que pare de conceder bilhões aos empresários com isenções de impostos, créditos públicos subsidiados e desoneração da folha do INSS e passe a usar esses recursos na Saúde e Educação públicas, na estatização dos transportes, na Reforma Agrária, na retomada do petróleo para a nação.

DILMA: PLEBISCITO SIM, POR UMA CONSTITUINTE!

Em 24 de junho Dilma fez a proposta de um Plebiscito por uma Constituinte que fizesse a reforma política. Mas, um dia depois recuou, pois seu vice Temer do PMDB, “aliado” principal do PT no governo de coalizão, foi contra. Sobrou a ideia de um Plebiscito sobre a reforma política, cujas questões seriam decididas pelo Congresso, o mesmo que, abalado pelas manifestações, pretende retomar o controle da situação.

Quem pode acreditar que os atuais deputados e senadores possam fazer uma reforma política contra seus próprios privilégios? Quais serão as questões que irão a plebiscito, se depender do Congresso, cuja maioria inclusive é a favor de um referendo (consulta posterior sobre uma “reforma” feita por eles mesmos)?

Em julho de 2012, a CUT adotou uma resolução em seu congresso defendendo “uma verdadeira reforma política”. Ela afirmava que “a relação de forças no atual Congresso Nacional bloqueou até mesmo a tímida reforma eleitoral que se discutia, o que coloca em pauta a questão da convocação de uma Assembleia Constituinte Soberana que dê a palavra ao povo brasileiro, como instrumento que supere os obstáculos levantados pela classe dominante a qualquer transformação de fundo no nosso país.”

Sim, o que o Brasil precisa é de transformações de fundo, que protejam a nação da crise capitalista mundial e das pressões do imperialismo para jogar seu custo nas costas dos povos.

Um começo seria atender a pauta dos trabalhadores levantada neste Dia Nacional de Luta, uma sinalização de mudança de rumos por parte do governo Dilma que teria o apoio da esmagadora maioria do povo.

Mas para ir até o fim, é preciso avançar na construção de instituições democráticas, liquidando o entulho que vêm da ditadura militar, numa verdadeira reforma política que só pode ser feita por uma Constituinte Soberana, com deputados eleitos em lista para uma assembleia unicameral (sem Senado), sem financiamento privado, com regras proporcionais (uma pessoa, um voto) e plenos poderes!

Depois de 10 anos de governo federal encabeçado pelo PT, a responsabilidade do partido é a de abrir essa saída política para a nação, garantindo a soberania popular e abrindo a via para o atendimento das reivindicações e interesses da nação oprimida.

Se, para atingir esse objetivo, os “aliados”, como Temer do PMDB, são um obstáculo, que se rompa com eles e se governe com o apoio das organizações sindicais e populares e com os partidos fiéis aos interesses dos trabalhadores, da juventude e da maioria explorada e oprimida do povo. 

A luta não vai parar neste 11 de julho, novas mobilizações certamente virão. É o momento de unir as fileiras da classe trabalhadora e do povo para avançar na conquista das reivindicações e da verdadeira democracia.

JUNTE-SE A NÓS NESTE COMBATE!

Corrente O Trabalho do PT

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