Nesta edição de número 11 do Jornal O Trabalho, publicado em 10 de outubro de 1978, temos matérias referentes ao início das campanhas salariais de diversas categorias, num período de retomada do movimento operário, além de importantes passos dados rumo a ideia de construção de uma Central Única dos Trabalhadores, além de ter sido marcado pelos estudantes a data do congresso de reconstrução da UNE.

📰 Confira a edição na íntegra

Confira abaixo o índice da edição:

Página 1

– Capa
– “Em todo o Brasil, as grandes categorias de trabalhadores começam sua campanha salarial(…) Mas os sindicatos continuam os mesmos – atrelados ao Estado-, e é contra eles, contra os pelegos e contra os patrões que os trabalhadores estão levantando um único grito: Aumento ou Greve”

– Editorial
“Dia 15 de Outubro Um general será escolhido para ocupar o posto presidencial. Montado de acordo com finas regras da decadência, o próximo espetáculo só permitirá o ingresso de um público selecionado. Os brilhantes personagens – ARENA e MDB- são extremamente bem dirigidos por um general Figueiredo, e por um general Euler, respectivamente.”

Página 2

– A vitória dos médicos residentes.
“Não vai mais haver redução de vagas para médicos residentes no Hospital do Servidor. Após 37 dias de greve, o governo estadual e a direção do IAMSPE tiveram que recuar diante da firme disposição dos médicos residentes em defender seus interesses.”

– A tragédia da Light não é a greve. São os pelegos.
“Para ‘O Trabalho’, a greve não saiu porque a categoria obteve uma significativa vitória – o aumento de 15% – conseguido exatamente pela pressão que a possibilidade de greve exerceu sobre a empresa”

– FAU-MOGI: As eleições, apesar das trapaças.
“As ameaças do diretor da escola; a suspensão dos estudantes mais combativos e a presença da polícia no ‘campus’ não foram suficientes para intimidar os estudantes da Faculdade de Arquitetura Brás Cubas de Mogi das Cruzes.”

– Conclusão dos professores: Estatuto serviu de armadilha
“E a conclusão não poderia ser outra: a reivindicação do professorado foi tratada com as mais baixas manobras dos deputados, vinculados a grupos de interesses minoritários”

Página 3

– Surgiu o Comitê pelo Voto Nulo
“Nas eleições de novembro não haverá somente a ‘campanha lei falcão’ dos partidos criados pelo regime, Arena e MDB. (…) foi lançado no último domingo, dia 8, o Comitê de Trabalhadores pelo Voto Nulo, que pretende realizar campanha pública contra a farsa eleitoral.”

– Em maio, a Une
“Depois de um dia e meio de discussão, aproximadamente 470 delegados do IV Encontro Nacional de Estudantes, realizado nos dias 3 e 4 na Faculdade de Arquitetura da USP, decidiram marcar a data do congresso de construção da UNE: maio de 79”

Páginas 4 e 5

– Congresso do Guarujá
“A construção de uma Central Única dos Trabalhadores, (…) foi uma das propostas básicas aprovadas nos primeiros dois dias do III Congresso dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.”

– Começa a Luta pela Campanha Salarial
“A força da campanha salarial que começou este mês em diversas categorias pode ser medida pelo comportamento de alguns pelegos incorrigíveis – e que hoje são obrigados a falar, eles também, em ‘aumento ou greve’.”

– Metalúrgicos: 70% é Liberdade
“A disposição de luta é tanta, que até mesmo o pelego Joaquim – autêntico camaleão – está defendendo uma greve geral da categoria caso os patões não atendam às reivindicações dos trabalhadores”

– Encontro em Osasco… E pode sair Greve
“No domingo, dia 1º de outubro, 100 trabalhadores da região de Osasco se reuniram para efetivar o encaminhamento unificado de sua campanha salarial, no Encontro Operário Regional de Osasco.”

– Outros Combates
“No início o espanto foi grande: como poderiam os pelegos do STIC – Sindicato dos Trabalhadores na indústria Gráfica – estar falando em 65% ou greve antes que a própria categoria os obrigasse a assumir está palavra de ordem (…) Os pelegos falam em greve mas não organizam os trabalhadores para que esta se torne realidade.”

– Aumento em BH: 12%
“O fim da campanha Salarial dos metalúrgicos de BH – Contagem, (…) foi uma experiência importante para a classe trabalhadora: revelou como pode ser prejudiciais as direções pelegas, contrárias aos interesses da classe, e como é importante a organização independente dos operários.”

Página 6

– 1917, início da Revolução Proletária
“ Em outubro de 1917 um acontecimento estarrecia o mundo. Na longínqua e atrasada Rússia, celeiro dos interesses imperialistas na Ásia, a classe operária tomava o poder, expropriando a burguesia de suas fábricas, de suas terras, de seus bancos, enquanto iniciava a construção do socialismo.”

Página 7

– Inglaterra: Contra o Arrocho, Greve Geral na Ford
“O mês de setembro marca, na Inglaterra e nos demais países da Europa o ínicio das negociações para a renovação dos contratos coletivos de trabalho. Os operários da Ford fazem parte do primeiro grande grupo a discutir os novos salários.”

– Portugal: Operários Exigem um Governo PC-PS
“Portugal está sem governo há quase um mês. Desde o dia 14 de setembro, quando seu programa de governo foi rejeitado pela Assembleia da República, Nobre da Costa permanece no cargo apenas executando tarefas de rotina.”

– Líbano: A Ordem é Reconstruir o Estado
“No Líbano, intensifica-se um combate que já dura 8 meses. O exército sírio e as milícias cristãs reacionárias que haviam se aliado em 75 e 76 para esmagar a resistência palestina, agora enfrentam-se em uma violenta guerra.”

Página 8

– Só a Fraude Barra a Vitória da Chapa 2
“Nem a Sabesp nem o pelego Antônio Santiago engoliram a vitória as Chapa 2, de oposição. Ajudados pela legislação sindical, que interpretam a seu bel prazer, e pela repressão dos patrões, eles farão tudo para impedir que ela ganhe no segundo turno das eleições, que termina nesta quarta-feira.”

📰 Confira a edição na íntegra

Artigo anteriorEm plena pandemia Prefeito Bruno Covas quer fechar Escola Municipal de Saúde Pública em SP
Próximo artigoSérvia: “Não voltaremos para casa!”